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13/07/2026

Liberar o consumo é uma questão de escolha individual ou um problema de saúde pública?

A discussão não pode ser tratada de forma simples. O ponto central aqui é o impacto real na sociedade, respaldado pelas maiores autoridades científ**as do mundo.

Revisões sistemáticas recentes publicadas em periódicos de prestígio internacional, como o JAMA e o The Lancet, além de diretrizes da BJP (Brazilian Journal of Psychiatry), consolidam o que a medicina alerta: o consumo de cannabis traz riscos severos e documentados à saúde mental.

Quando o acesso é facilitado, o consumo tende a aumentar. E, junto com esse aumento, crescem os riscos de transtornos mentais, afetando principalmente os adolescentes, que ainda estão com o cérebro em fase de desenvolvimento.

A verdadeira pergunta que precisamos responder não é apenas sobre quem quer usar. A pergunta que f**a é: quem vai cuidar das consequências depois?

Prevenção e saúde também são de responsabilidade pública.
Diante das evidências científ**as e do impacto social, qual é a sua opinião sobre esse equilíbrio entre liberdade e saúde pública? Deixe seu ponto de vista nos comentários.

10/07/2026

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil apresenta a maior prevalência estimada de transtornos de ansiedade do mundo. E isso diz muito sobre o jeito como estamos vivendo.

Estima-se que cerca de 9,3% da população brasileira — aproximadamente 18,6 milhões de pessoas — convivam com algum transtorno de ansiedade. Esse dado evidencia a magnitude de um dos mais importantes desafios atuais para a saúde pública.

Ansiedade em excesso não é frescura, fraqueza ou falta de fé. É uma doença que pode comprometer o sono, a concentração, a produtividade, os relacionamentos e a qualidade de vida. Vivemos em uma sociedade marcada pela pressa, pelo excesso de estímulos, pela hiperconectividade, pelas cobranças constantes e pelas incertezas, fatores que podem aumentar a vulnerabilidade ao desenvolvimento desses transtornos.

A boa notícia é que os transtornos de ansiedade têm tratamento, e quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de controle dos sintomas e de recuperação da qualidade de vida.

👉Salve esta publicação para consultar sempre que precisar. Compartilhe com quem pode se beneficiar desta informação. E, se a ansiedade está interferindo na sua vida, procure um psiquiatra.

08/07/2026

⚠️ A maioria das empresas brasileiras pode já estar atrasada (e muita gente ainda nem percebeu isso).

Cuidar da saúde mental no trabalho deixou de ser apenas uma boa prática. Agora é uma exigência da NR-1.

Desde 26 de maio de 2026, a norma que organiza a gestão de saúde e segurança no trabalho passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem os riscos psicossociais.

Isso inclui fatores como:
✔️ sobrecarga de trabalho;
✔️ assédio moral e sexual;
✔️ violência no ambiente de trabalho;
✔️ estresse ocupacional;
✔️ burnout e outros fatores capazes de contribuir para o adoecimento mental.

Durante muitos anos, esses problemas foram tratados como questões individuais ou temas restritos a campanhas de conscientização. Esse tempo acabou.

Hoje, os riscos psicossociais devem receber a mesma atenção dada aos riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.

A fiscalização já começou. Neste primeiro momento, a atuação é orientativa, para que as empresas possam se adequar. Mas a obrigação já está em vigor, e o prazo para organização está correndo.

A Psiquiatria e a Medicina do Trabalho observam essa realidade há décadas: o ambiente de trabalho pode adoecer pessoas, mas também pode protegê-las. Agora, esse entendimento também passou a integrar a legislação brasileira.

Mais do que atender à norma, investir em ambientes de trabalho saudáveis reduz afastamentos, melhora o clima organizacional, fortalece as equipes e aumenta a produtividade.

Agora quero saber: sua empresa já começou a se adequar à NR-1?

Responda SIM, NÃO ou NÃO SEI nos comentários.

E marque um gestor, empresário, profissional de RH ou integrante da C**A. Quanto mais pessoas conhecerem essa mudança, mais trabalhadores poderão ser protegidos.

06/07/2026

Tem uma conta que não fecha na assistência em saúde mental no Brasil.
O Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, e está entre os que mais convivem com a depressão. Mesmo assim, na lista de medicamentos distribuídos pela Farmácia Popular não há um único antidepressivo.
Em quatro décadas de atendimento, aprendi que diagnóstico sem acesso ao tratamento é cuidar pela metade.
Quem tem diabetes ou pressão alta encontra no programa o remédio de uso contínuo de que precisa, e isso é uma conquista que merece ser celebrada. Já quem convive com depressão ou ansiedade, que também são quadros crônicos e também pedem tratamento de longo prazo, esbarra numa porta fechada justamente onde o acesso deveria ser mais fácil.
A oferta atual do Ministério da Saúde existe, e é importante reconhecê-la, mas ainda não acompanha o tamanho do desafio de um país onde cerca de 500 mil trabalhadores são afastados das suas funções por doenças mentais a cada ano.
Incluir antidepressivos na Farmácia Popular não é privilégio, é urgência de saúde pública.
Quero ouvir você: você ou alguém próximo já teve dificuldades para manter o tratamento de saúde mental pelo custo dos remédios? Deixe seu relato nos comentários.

O álbum de figurinhas da Copa é muito mais do que um colecionável: é um ritual social. E rituais são importantes para a ...
04/07/2026

O álbum de figurinhas da Copa é muito mais do que um colecionável: é um ritual social. E rituais são importantes para a promoção da saúde mental, porque organizam o tempo, criam expectativa e fortalecem o sentimento de pertencimento.

Enquanto cola as figurinhas, a criança exercita atenção, memória, planejamento e paciência. Aprende que o prazer pode estar no processo, e não apenas no resultado. A figurinha repetida ensina que aquilo que sobra para um pode ser exatamente o que falta ao outro. A figurinha rara ensina a desejar com encantamento, desde que o adulto aprenda a estabelecer limites. E a roda de trocas ensina a conviver: esperar a vez, respeitar regras, negociar e reconhecer o valor do outro.

A diferença entre preencher páginas e preencher experiências afetivas está na presença de quem acompanha. É nesse encontro que um álbum deixa de ser apenas uma coleção e passa a construir memórias, fortalecer vínculos e criar experiências que permanecem por toda a vida.

Na minha coluna desta semana no GPS Brasília, reflito sobre como uma brincadeira aparentemente simples pode contribuir para o desenvolvimento infantil e para a promoção da saúde mental.

O link está nos destaques. Boa leitura!

Ao longo de quase 40 anos dedicados à psiquiatria, acompanhei inúmeras transformações na especialidade. Poucas, porém, t...
02/07/2026

Ao longo de quase 40 anos dedicados à psiquiatria, acompanhei inúmeras transformações na especialidade. Poucas, porém, têm potencial para provocar mudanças tão profundas quanto a inteligência artificial.

Ao lado de Anderson Gobbi e Ana Luiza Silva Teles , escrevemos uma obra que discute, com base científ**a e visão prática, como a IA está transformando a avaliação, o diagnóstico e o cuidado em saúde mental.

A tecnologia amplia nossa capacidade de analisar informações e apoiar decisões clínicas. Mas uma convicção permanece inalterada: nenhum algoritmo substitui a escuta qualif**ada, o vínculo terapêutico e o julgamento clínico.

Este livro foi pensado para profissionais, pesquisadores e estudantes que desejam compreender as novas fronteiras da psiquiatria e utilizar a inteligência artificial de forma ética, crítica e responsável.

A psiquiatria está entrando em uma nova era. Que este livro contribua para que a tecnologia fortaleça aquilo que sempre foi a essência da nossa profissão: o cuidado com as pessoas.

O PL 399/2015 voltou a discutir o plantio de cannabis no Brasil como “uso medicinal”, mas a ciência não reconhece a plan...
22/11/2025

O PL 399/2015 voltou a discutir o plantio de cannabis no Brasil como “uso medicinal”, mas a ciência não reconhece a planta in natura como medicamento. A cannabis é altamente variável, não tem dosagem padronizada e traz riscos importantes: aumenta psicoses, prejudica memória e atenção, eleva acidentes e pode causar dependência.

A experiência internacional mostra que liberar aumenta consumo, problemas de saúde, dependência e não reduz o tráfico. Em um país já fragilizado emocionalmente, isso pode sobrecarregar ainda mais o SUS e colocar jovens em risco.

O debate precisa ser sério, baseado em ciência e sem pressa. A prioridade deve ser proteger a população. Por isso, defende-se que o PL 399/2015 seja rejeitado na forma atual.

24/09/2025
24/09/2025

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