Dr. Pedro Reis

Dr. Pedro Reis Dr. Pedro Reis
Ginecologista e Obstetra
Esp. em Uroginecologia e Disfunções do Assoalho Pélvico
A

'Não quero operar agora' é uma posição legítima — e em muitos casos, é a decisão certa.Mas existe uma pergunta mais impo...
31/07/2026

'Não quero operar agora' é uma posição legítima — e em muitos casos, é a decisão certa.

Mas existe uma pergunta mais importante do que 'quero ou não operar': qual é o impacto de adiar?

Na endometriose, a resposta varia muito. Há casos em que o acompanhamento clínico controla bem os sintomas por anos. E há casos em que adiar a cirurgia significa dar tempo para que a doença avance para o intestino, a bexiga ou estruturas nervosas — o que muda completamente a complexidade da abordagem futura.

Por isso, a decisão não deve ser 'vou operar ou não'. Deve ser: 'dado o estágio atual da minha doença, qual é a janela mais favorável de tratamento — e estou dentro dela?'

Essa é exatamente a conversa que precisa acontecer em uma avaliação especializada. Não para convencer você a operar, mas para que você decida com as informações certas.

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Receber o diagnóstico de mioma levanta uma pergunta imediata: o que fazer agora?A resposta depende de entender exatament...
28/07/2026

Receber o diagnóstico de mioma levanta uma pergunta imediata: o que fazer agora?

A resposta depende de entender exatamente o que esse diagnóstico significa no seu caso — porque mioma não é uma sentença, mas também não é algo que se gerencia com uma conduta genérica.

O que define a conduta é a combinação de fatores que só uma avaliação especializada consegue interpretar: localização, tamanho, número de miomas, impacto no sangramento, desejo de fertilidade e o que isso está causando na sua qualidade de vida agora.

Em muitos casos, o acompanhamento clínico é suficiente. Em outros — especialmente quando há sangramento intenso, anemia, comprometimento de órgãos adjacentes ou impacto na fertilidade — a cirurgia é a conduta mais eficaz e precisa ser planejada com cuidado.

O próximo passo não é decidir se vai operar. É entender o seu caso com quem tem experiência para interpretar esses dados e propor a estratégia certa para o seu momento.

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A endometriose não é uma doença de baixa complexidade: ela exige decisões clínicas que levam em conta a anatomia envolvi...
24/07/2026

A endometriose não é uma doença de baixa complexidade: ela exige decisões clínicas que levam em conta a anatomia envolvida, o processo inflamatório, o impacto nos sintomas e na qualidade de vida, além do planejamento reprodutivo em muitos casos.

O erro mais comum não é o atraso no diagnóstico apenas, mas a condução inadequada após o diagnóstico.

O especialista em endometriose não atua apenas na identificação da doença, mas na interpretação do seu padrão de comportamento: extensão, profundidade, envolvimento de estruturas críticas e impacto real na qualidade de vida. 🩺

Isso muda desde a indicação de exames até a decisão cirúrgica e o nível de preservação tecidual necessário.

Se você tem endometriose e sente que as respostas que recebe não estão sendo suficientes para o nível da sua dor ou dos seus sintomas — talvez seja hora de buscar uma avaliação com quem se dedica exclusivamente a isso.

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Muitas mulheres  nem imaginam, mas os miomas uterinos podem estar diretamente relacionados à queda dos níveis de ferro e...
21/07/2026

Muitas mulheres nem imaginam, mas os miomas uterinos podem estar diretamente relacionados à queda dos níveis de ferro e ao desenvolvimento de anemia. 🩸

O problema é que, na prática, isso nem sempre é percebido de forma clara no início. Muitas mulheres vão se adaptando aos poucos aos sintomas, como cansaço constante, fraqueza e queda de rendimento, sem associar isso a uma causa ginecológica.

👉 Arraste para o lado e entenda por que essa relação acontece e por que ela merece atenção.

Quando o mioma está causando sangramento intenso o suficiente para gerar anemia, isso já é informação clínica relevante sobre a indicação terapêutica. Não é sintoma que se controla só com suplementação de ferro indefinidamente.

Cada caso precisa ser avaliado com base em localização, tamanho, número de miomas e impacto real na qualidade de vida. Isso é o que define a conduta — não o diagnóstico isolado.

📩 Dúvidas sobre miomas? (61) 99370-8068

A endometriose intestinal não representa apenas a extensão anatômica da doença: ela representa um novo nível de complexi...
17/07/2026

A endometriose intestinal não representa apenas a extensão anatômica da doença: ela representa um novo nível de complexidade.⚠️

Nesses casos, há infiltração da parede intestinal, com comprometimento que pode ser superficial, muscular ou transmural, o que altera completamente a abordagem terapêutica.

O grande desafio clínico desse tipo de endometriose está na dissociação entre sintoma e extensão: nem sempre a gravidade dos sintomas reflete o grau de infiltração, o que exige correlação entre imagem avançada (como ressonância pélvica com protocolo para endometriose) e avaliação clínica especializada.

Além disso, o tratamento frequentemente envolve decisão multidisciplinar, pois pode haver necessidade de abordagem conjunta com coloproctologia, especialmente em casos com estenose, suboclusão ou dor refratária. 🩺

O ponto crítico não é apenas 'ter intestino acometido', mas entender o impacto funcional dessa infiltração." e entender se a equipe que vai tratar tem experiência real com esse nível de complexidade.

Se você tem endometriose com sintomas intestinais e ainda não fez ressonância com protocolo específico para endometriose, esse é o primeiro passo. A partir daí, o planejamento precisa ser feito por quem está habituado a esse cenário.

📩 Para avaliação especializada: (61) 99370-8068

Ao longo dos anos, operando endometriose profunda, aprendi que entender por que a doença se comporta de determinada form...
14/07/2026

Ao longo dos anos, operando endometriose profunda, aprendi que entender por que a doença se comporta de determinada forma é tão importante quanto saber onde ela está.

A verdade é que a ciência ainda não tem uma explicação única para a origem da endometriose. O que ela tem é um conjunto de teorias que, juntas, explicam por que a doença é tão variável: dois casos com o mesmo laudo de imagem podem ter comportamentos completamente diferentes.

Fatores hormonais, imunológicos, genéticos e inflamatórios interagem de formas distintas em cada mulher — e é isso que torna cada caso único do ponto de vista cirúrgico e clínico.

Arraste para entender o que a ciência já sabe sobre as causas da endometriose — e por que esse conhecimento importa para o seu tratamento.

Essa pergunta só pode ser respondida com precisão quando se entende exatamente qual tipo de histerectomia foi realizada ...
10/07/2026

Essa pergunta só pode ser respondida com precisão quando se entende exatamente qual tipo de histerectomia foi realizada e, principalmente, o que aconteceu com os ovários.

A retirada isolada do útero (histerectomia sem ooforectomia) não leva, por si só, à menopausa cirúrgica, já que a produção hormonal ovariana pode ser preservada. No entanto, mesmo com os ovários preservados, algumas pacientes podem sofrer com a antecipação da falência ovariana, possivelmente pela alteração do fluxo sanguíneo ovariano. 🩸

Já nos casos em que há ooforectomia associada, ocorre a queda abrupta de estrogênio e progesterona, com repercussões sistêmicas importantes, não apenas vasomotoras, mas também ósseas, metabólicas e neuropsíquicas.

A indicação de reposição hormonal, nesses casos, não é automática nem universal: depende de idade, risco cardiovascular, histórico oncológico e intensidade dos sintomas. 💊

Ou seja, não se trata de "precisar ou não", mas de equilibrar riscos e benefícios dentro de um cenário clínico individualizado — e essa avaliação precisa ser feita com quem conhece o seu caso em detalhes.

📩 Para avaliação individualizada: (61) 99370-8068

Nem toda endometriose precisa de cirurgia. Mas quando ela precisa, o momento e a execução fazem toda a diferença.A indic...
07/07/2026

Nem toda endometriose precisa de cirurgia. Mas quando ela precisa, o momento e a execução fazem toda a diferença.

A indicação cirúrgica não é definida pelo diagnóstico — é definida pela extensão da doença, pela localização das lesões, pelo impacto funcional nos órgãos envolvidos e pela resposta ao tratamento clínico.

Existem casos controlados com medicação. Mas existem casos em que adiar a cirurgia significa perder a janela de tratamento mais favorável: quando há comprometimento de bexiga, intestino, ureteres ou estruturas nervosas, o tempo importa.

O que diferencia a boa conduta não é operar ou não operar. É saber exatamente quando operar, o que operar e como preservar o que precisa ser preservado.

Se você tem endometriose e ainda tem dúvidas sobre a melhor estratégia para o seu caso, essa é exatamente a conversa que precisa acontecer em uma consulta especializada.

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Julho é o mês de conscientização sobre miomas uterinos. E eu quero usar esse momento para ir além do que costuma ser dit...
03/07/2026

Julho é o mês de conscientização sobre miomas uterinos. E eu quero usar esse momento para ir além do que costuma ser dito.

Não vou falar que mioma é comum — você provavelmente já sabe disso. Vou falar do que acontece depois do diagnóstico.

Na prática clínica, o maior problema com miomas não é o diagnóstico tardio. É a conduta errada após o diagnóstico: sangramento tratado sintomaticamente por anos sem abordar a causa, anemia reposta sem tratar o que a provoca, cirurgias indicadas sem considerar localização, número, tamanho e impacto real na fertilidade.

Mioma não tem tratamento único. Tem tratamento adequado para cada caso.
Este mês vou publicar uma série sobre miomas: tipos, sintomas, quando operar, como preservar o útero com segurança e o que perguntar ao seu médico antes de aceitar qualquer conduta.

Salva esse post e acompanha. Se você tem mioma e ainda tem dúvidas sobre o seu caso, me chama.

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"Doutor, ainda posso engravidar?" É uma das perguntas mais frequentes que recebo de mulheres com endometriose profunda o...
30/06/2026

"Doutor, ainda posso engravidar?" É uma das perguntas mais frequentes que recebo de mulheres com endometriose profunda ou miomas com indicação cirúrgica.

A resposta depende de algo que precisa entrar na conversa antes da cirurgia: a reserva ovariana.

Não estou falando só de quem quer engravidar agora. Estou falando de entender o potencial funcional do ovário naquele momento — porque endometriose infiltrativa, endometriomas e inflamação pélvica crônica podem comprometer essa reserva de forma silenciosa e progressiva.

Na prática cirúrgica, isso muda tudo: desde o planejamento da abordagem até a decisão sobre preservação tecidual. Uma cirurgia bem indicada não pode ser planejada sem essa informação.

Se você tem endometriose ou miomas e esse tema ainda não foi discutido com seu médico, vale perguntar. E se precisar de uma avaliação especializada, estou aqui.

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