10/08/2026
A falta de profissionais na rede pública de saúde do DF voltou ao centro do debate. Durante audiência na Comissão de Saúde da CLDF, representantes da SES-DF informaram que houve 125 vacâncias em 2026, mas não apresentaram o levantamento detalhado por cargo.
A informação preocupa diante de um problema que já vem sendo apontado pelos órgãos de controle.
Em julho, o MPDFT recomendou a realização de concurso para Especialista em Saúde, com base em um déficit de 4.166 profissionais em 17 especialidades. Em março, o Ministério Público também havia recomendado medidas para enfrentar a carência de enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos de família.
Ao mesmo tempo, os números apresentados pela própria SES mostram uma rede cada vez mais exigida: somente entre setembro e dezembro de 2025, a Atenção Primária realizou mais de 1,148 milhão de atendimentos. Em 2025, foram 55.320 cirurgias, crescimento de 33,3% em relação ao ano anterior.
Mais produção, porém, também significa maior pressão sobre quem permanece na rede quando não há reposição suficiente de profissionais.
Para a presidente do SindSaúde, Laura Batista, enfrentar o déficit exige planejamento, transparência e uma política efetiva de recomposição do quadro.
💬 “Os resultados apresentados pela própria Secretaria mostram a capacidade e o compromisso dos trabalhadores. Mas bons indicadores não podem servir para esconder a pressão enfrentada diariamente por equipes que precisam responder a uma demanda cada vez maior.”
O SindSaúde defende que a SES apresente um diagnóstico atualizado da necessidade de profissionais por carreira e por unidade, dê transparência às vacâncias e estabeleça um planejamento objetivo para concursos, nomeações e reposições.
A população precisa de atendimento. Os servidores precisam de condições adequadas para trabalhar.
Não existe planejamento responsável da saúde pública sem conhecer, com precisão, a força de trabalho necessária para mantê-la funcionando.
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