Silvia Psicanalista

Silvia Psicanalista Esta pagina é para amigos que amam a psicanalise e desejam compartilha desta linda missão de cuidar do próximo

Nem todo paciente que sabe os nomes dos transtornos conseguiu entrar em contato com a própria dor.Hoje, muitas pessoas c...
20/05/2026

Nem todo paciente que sabe os nomes dos transtornos conseguiu entrar em contato com a própria dor.

Hoje, muitas pessoas chegam dizendo:
“sou borderline.”
“meu pai é narcisista.”
“minha mãe me traumatizou.”

Mas existe uma diferença profunda entre compreender um conceito… e elaborar um sofrimento.

Na clínica, às vezes o diagnóstico vira identidade.
A teoria vira defesa.
E o sujeito passa a buscar respostas prontas para não entrar em contato com aquilo que sente.

O borderline, muitas vezes, não busca apenas compreensão.
Busca garantia.
Confirmação.
Validação constante.
Como se o outro precisasse preencher um vazio que nunca silencia.

E isso aparece em relações intensas, cobranças emocionais, medo de abandono, necessidade excessiva do outro e dificuldade de sustentar frustrações.

Por trás da raiva, do excesso, da urgência…
muitas vezes existe alguém que nunca aprendeu a se sentir inteiro sozinho.

A psicanálise não trabalha para entregar respostas rápidas.
Ela trabalha para que o sujeito consiga suportar a própria verdade sem precisar se desmontar diante dela.

— Silvia Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Fa

A vida vai ganhando cor nos pequenos instantes que escolhemos viver com verdade. Nos encontros, nas descobertas, nos afe...
09/05/2026

A vida vai ganhando cor nos pequenos instantes que escolhemos viver com verdade. Nos encontros, nas descobertas, nos afetos e até nas pausas que quase passam despercebidas. Talvez amadurecer seja aprender a valorizar esses traços e coloridos enquanto eles ainda existem, porque um dia o tempo chega silenciosamente desbotando as cores, transformando tudo em memória.
E no fim, o que permanece não é a pressa da vida, mas a intensidade com que fomos capazes de senti-la.

Silvia Oliveira 🍓

Há desejos que não desaparecem.Eles apenas mudam de forma, de rosto, de cenário… mas continuam retornando pelos mesmos c...
08/05/2026

Há desejos que não desaparecem.
Eles apenas mudam de forma, de rosto, de cenário… mas continuam retornando pelos mesmos caminhos onde um dia encontraram alguma forma de satisfação.

Na psicanálise, chamamos isso de repetição.
Não repetimos apenas porque queremos. Muitas vezes repetimos porque há algo em nós tentando simbolizar aquilo que ainda não foi elaborado.

E assim seguimos:
amando parecido, sofrendo parecido, esperando parecido…
até que um dia conseguimos olhar para a própria história não apenas com dor, mas com consciência.

Talvez a cura não esteja em nunca mais repetir.
Mas em finalmente compreender o que, dentro de nós, insiste em retornar.

Silvia Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Você já parou pra perguntar por que as borboletas existem?Elas não produzem.Não constroem.Não resolvem nada.Elas apenas ...
24/04/2026

Você já parou pra perguntar por que as borboletas existem?

Elas não produzem.
Não constroem.
Não resolvem nada.

Elas apenas são.

E, talvez, esteja aí uma das lições mais difíceis da vida:
existir já é suficiente.

A vida não te pede desempenho antes de presença.
Ela sussurra, todos os dias: sinta.

O café que esquenta as mãos.
A luz que atravessa a janela sem pedir licença.
As memórias que ainda te abraçam em silêncio.

Rubem Alves dizia que
“um único momento de beleza e amor justif**a a vida inteira.”

E talvez o sentido não esteja no final de tudo…
mas no instante em que você para e percebe
que ainda está aqui.

Uma flor não precisa entender sua beleza para florescer.
E você não precisa ter todas as respostas para existir.

Respire.
Sinta.
Permita-se ser.

O mundo não precisa da sua utilidade o tempo todo.
Ele precisa das suas cores.

Silvia Oliveira

Reflexão Vida Presença Alma SaúdeMental

O vazio da geração Z não é ausência.É excesso sem direção.Mas tem algo ainda mais profundo acontecendo…Essa geração não ...
04/04/2026

O vazio da geração Z não é ausência.
É excesso sem direção.

Mas tem algo ainda mais profundo acontecendo…

Essa geração não está só sobrecarregada.
Ela está sem referência interna.

Sem algo que diga:

“O vazio da geração Z não é ausência.
É excesso sem direção.

Mas tem algo ainda mais profundo acontecendo…

Essa geração não está só sobrecarregada.
Ela está sem referência interna.

Sem algo que diga:

“isso tem valor”
“isso vale a pena continuar”
“isso precisa ser sustentado, mesmo quando f**a difícil”

E quando essa voz falha…

tudo perde sentido muito rápido.

O trabalho cansa.
O relacionamento perde graça.
Os projetos não se sustentam.

Não porque não são bons…
mas porque não existe algo dentro que segure.

E aí o sujeito f**a preso em um ciclo:

começa
se empolga
perde o sentido
abandona

E começa de novo.

Porque hoje tem:

muitos estímulos
muitas opções
muita intensidade

Mas pouco que realmente se sustente por dentro.

E quando nada se sustenta…

o excesso vira vazio.

Porque o ser humano não precisa só de prazer.
Ele precisa de algo que organize, direcione e dê sentido ao que vive.

Sem isso…

até uma vida cheia parece vazia.

Silvia Oliveira
Psicóloga | Psicanalista | Neuropsicóloga
isso tem valor”
“isso vale a pena continuar”
“isso precisa ser sustentado, mesmo quando f**a difícil”

E quando essa voz falha…

tudo perde sentido muito rápido.

O trabalho cansa.
O relacionamento perde graça.
Os projetos não se sustentam.

Não porque não são bons…
mas porque não existe algo dentro que segure.

E aí o sujeito f**a preso em um ciclo:

começa
se empolga
perde o sentido
abandona

E começa de novo.

Porque hoje tem:

muitos estímulos
muitas opções
muita intensidade

Mas pouco que realmente se sustente por dentro.

E quando nada se sustenta…

o excesso vira vazio.

Porque o ser humano não precisa só de prazer.
Ele precisa de algo que organize, direcione e dê sentido ao que vive.

Sem isso…

até uma vida cheia parece vazia.

Silvia Oliveira
Psicóloga | Psicanalista | Neuropsicóloga

29/03/2026
 meus felinos que com muito amor me deixam ser sua tutora 💕😻
14/03/2026

meus felinos que com muito amor me deixam ser sua tutora 💕😻

Autistas sabem amar?”Essa é uma pergunta que aparece muito na clínica — e ela revela mais sobre o preconceito da socieda...
13/03/2026

Autistas sabem amar?”

Essa é uma pergunta que aparece muito na clínica — e ela revela mais sobre o preconceito da sociedade do que sobre o autismo.

Muitas pessoas confundem diferença na expressão emocional com falta de sentimento.

Mas o autismo não é ausência de amor.

O que acontece é que o cérebro autista muitas vezes organiza a experiência emocional e social de forma diferente.
Isso pode afetar o modo de demonstrar afeto: menos gestos convencionais, menos códigos sociais aprendidos, menos teatralidade emocional.

Mas amor não é teatro.

Na clínica, vemos algo muito interessante:
muitas pessoas no espectro demonstram amor através de lealdade, constância, honestidade e dedicação intensa ao vínculo.

O problema é que a sociedade aprendeu a reconhecer apenas um tipo de linguagem do amor.

E quando o amor aparece de outra forma…
ele é mal interpretado.

Talvez a pergunta não seja:

“Autistas sabem amar?”

Talvez a pergunta seja:

Nós sabemos reconhecer outras formas de amor?

Silvia Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Algumas pessoas amam com tranquilidade.Outras amam com medo de perder.Outras ainda amam tentando provar que são suficien...
13/03/2026

Algumas pessoas amam com tranquilidade.
Outras amam com medo de perder.
Outras ainda amam tentando provar que são suficientes.

A psicanálise mostra que nossas primeiras relações ,geralmente com pais ou cuidadores ,criam modelos internos de amor e segurança.

Quem teve acolhimento tende a confiar.
Quem viveu rejeição pode amar com ansiedade.
Quem cresceu com distância emocional pode aprender a evitar o vínculo.

Mas existe algo importante:
aquilo que foi aprendido na infância pode ser elaborado na vida adulta.

A terapia muitas vezes é o lugar onde aprendemos, pela primeira vez, que o amor não precisa ser vivido como ameaça.

Você se reconhece em algum desses padrões?
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A mentira raramente nasce apenas da vontade de enganar.Na psicanálise, muitas vezes ela aparece quando a verdade ameaça ...
07/03/2026

A mentira raramente nasce apenas da vontade de enganar.

Na psicanálise, muitas vezes ela aparece quando a verdade ameaça a imagem que alguém precisa sustentar diante do outro.

Assumir um erro, uma falha ou um desejo pode ferir o orgulho.
Pode quebrar a ideia de quem acreditamos ser.

Então o psiquismo cria uma saída mais fácil:
distorcer a realidade para preservar a própria imagem.

O problema é que os vínculos humanos não se sustentam em aparência.
Eles se sustentam em confiança.

E toda vez que a mentira entra em uma relação, algo silencioso começa a se romper.

Porque a verdade pode até ferir o orgulho…
mas é a mentira que corrói o vínculo por dentro.

A psicanálise nos lembra de algo importante:

Às vezes a mentira não protege apenas quem mente.
Ela tenta esconder uma fragilidade que a pessoa ainda não consegue assumir.

Mas, no caminho, acaba ferindo quem acreditou.



Você acha que uma relação consegue sobreviver depois de uma mentira?

Salve para refletir depois e compartilhe com quem precisa ler isso.

Silvia Oliveira – Psicóloga e Psicanalista

Endereço

Brasília, DF

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