Dr. Hugo Peres

Dr. Hugo Peres Médico Endocrinologista especializado em Fisiologia Humana

Contar calorias pode até parecer lógico, mas o corpo humano não funciona como uma calculadora. Ele não recebe apenas ene...
25/06/2026

Contar calorias pode até parecer lógico, mas o corpo humano não funciona como uma calculadora. Ele não recebe apenas energia. Ele recebe sinais.

Cada alimento conversa com o seu metabolismo de uma forma diferente. Alguns nutrem, estabilizam a glicemia, geram saciedade e ajudam o corpo a funcionar melhor. Outros confundem os sinais de fome, estimulam compulsão, bagunçam a insulina e favorecem um ambiente metabólico disfuncional.

Por isso, emagrecer de verdade não começa apenas comendo menos. Começa escolhendo melhor o tipo de informação que você entrega para o seu corpo todos os dias.

Quando tanta gente começa a receber o mesmo diagnóstico, vale parar e pensar: será que estamos realmente diante de tanto...
24/06/2026

Quando tanta gente começa a receber o mesmo diagnóstico, vale parar e pensar: será que estamos realmente diante de tantos casos de déficit de atenção ou estamos ignorando o impacto da rotina, do sono ruim, do excesso de telas, do açúcar e da falta de limites nos estímulos?

Isso não signif**a negar que o TDAH existe ou que, em alguns casos, o tratamento medicamentoso pode ser necessário. Mas antes de aceitar qualquer diagnóstico como definitivo, principalmente em crianças, é preciso investigar o básico com seriedade.

Porque muitas vezes o que parece falta de atenção pode ser um corpo exausto, uma mente hiperestimulada e uma rotina completamente desorganizada. Repense o que você está aceitando como normal.

Quando uma paciente chega com azia, refluxo, inchaço e má digestão, a primeira conduta da medicina convencional é prescr...
23/06/2026

Quando uma paciente chega com azia, refluxo, inchaço e má digestão, a primeira conduta da medicina convencional é prescrever omeprazol. Porém, em muitos casos, o problema não é excesso de ácido. É exatamente o oposto. É a falta de ácido. E tratar falta de ácido com omeprazol é um erro grave.
A hipocloridria é a condição de produção insuficiente de ácido clorídrico pelo estômago. O pH gástrico saudável deve estar entre 1,5 e 3,5. Esse nível de acidez é essencial para ativar a pepsina e digerir proteínas, para absorver ferro, cálcio, zinco, magnésio e vitamina B12, e para proteger o organismo contra patógenos.
A azia e o refluxo, na maioria dos casos, são causados pela falta de ácido. Quando o estômago não tem ácido suficiente, o alimento fermenta, gera pressão intraabdominal, abre o esfíncter esofágico e o pouco ácido que existe sobe para o esôfago. Portanto, a queimação não é por excesso de ácido, mas pelo ácido no lugar errado.
Sem ácido suficiente, as proteínas chegam ao intestino sem ter sido adequadamente digeridas, causando disbiose e inflamação. A absorção de ferro, zinco, magnésio e B12 f**a gravemente comprometida. O ácido gástrico é a principal barreira contra bactérias e fungos. Sem ele, SIBO, candidíase e disbiose intestinal se instalam.
O omeprazol agrava a hipocloridria. Quem já tem pouco ácido e toma omeprazol está piorando exatamente o problema que precisava tratar.
Você toma omeprazol há anos? Comenta aqui.

🔍 Referências: Heidelbaugh JJ. Proton pump inhibitors and risk of vitamin and mineral deficiency. Ther Adv Drug Saf. 2013;4(3):125-133. DOI: 10.1177/2042098613482931 Schubert ML, Peura DA. Control of gastric acid secretion. Gastroenterology. 2008;134(7):1842-1860. DOI: 10.1053/j.gastro.2008.05.021

Anabolizantes têm lugar na medicina, mas esse lugar não é a estética banalizada. Eles podem ser necessários em situações...
20/06/2026

Anabolizantes têm lugar na medicina, mas esse lugar não é a estética banalizada. Eles podem ser necessários em situações graves, como na sarcopenia avançada, quando a perda de massa muscular compromete força, mobilidade, autonomia e qualidade de vida.

O problema começa quando uma droga criada para tratar doença passa a ser vendida como atalho para ganhar músculo, emagrecer mais rápido ou “melhorar a performance”. No curto prazo, pode até parecer resultado. Mas, com o tempo, esse caminho pode cobrar caro: disfunção hormonal, dependência, alterações metabólicas e riscos importantes para a saúde.

Construir massa muscular de verdade exige base: alimentação, treino, sono, equilíbrio hormonal e saúde metabólica. Porque tudo que promete resultado rápido demais costuma esconder um custo que aparece depois.

A vitamina C é muito mais importante do que a maioria das pessoas imagina. Ela participa da formação de colágeno, da pro...
18/06/2026

A vitamina C é muito mais importante do que a maioria das pessoas imagina. Ela participa da formação de colágeno, da produção hormonal, da absorção de ferro, da síntese de neurotransmissores e da resposta do corpo ao estresse.

O problema é que muitas pessoas até consomem vitamina C, mas continuam com níveis baixos. Isso pode acontecer porque não basta ingerir. O corpo precisa absorver, transportar e utilizar essa vitamina nos tecidos certos.

Por isso, antes de pensar apenas em “tomar vitamina C”, é preciso olhar para a forma, a biodisponibilidade e a necessidade real do organismo. Porque micronutriente mal absorvido não sustenta metabolismo nenhum.

Eu alcancei a remissão completa da hipertensão há mais ou menos uns 15 anos. Desde então eu decidi trabalhar pela medici...
17/06/2026

Eu alcancei a remissão completa da hipertensão há mais ou menos uns 15 anos. Desde então eu decidi trabalhar pela medicina da saúde, que foca no tratamento da causa das doenças.

A hipertensão que antes matava de forma precoce, hoje é “controlada” com comprimidos. Só que por trás desse controle há um problema mal resolvido: a causa da pressão alta não está sendo tratada.

O excesso de carboidratos refinados e alimentos ultraprocessados gera resistência à insulina, e essa resistência inflama silenciosamente os tecidos responsáveis por manter o equilíbrio da pressão: rins, vasos e endotélio. O que o remédio faz é apenas conter a consequência, enquanto o processo continua avançando por dentro.

A boa notícia é que o corpo sabe voltar ao equilíbrio. Quando a alimentação é corrigida, a inflamação diminui, o metabolismo responde e a pressão pode se ajustar NATURALMENTE. Ou seja, a remissão da hipertensão não vem de um medicamento, mas sim do respeito ao metabolismo.

A SOP acabou de ganhar um novo nome oficial. Em maio de 2026, um consenso global publicado no The Lancet, envolvendo 56 ...
17/06/2026

A SOP acabou de ganhar um novo nome oficial. Em maio de 2026, um consenso global publicado no The Lancet, envolvendo 56 organizações científ**as e mais de 14 mil pacientes, oficializou a mudança. A Síndrome dos Ovários Policísticos passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina, a SOMP. E esse novo nome confirma o que a medicina metabólica já sabia há anos: o problema nunca esteve somente nos ovários.
A SOMP é uma síndrome metabólica, hormonal e sistêmica. A sua raiz é resistência à insulina, inflamação crônica, excesso de estrogênio disfuncional e deficiência de progesterona. Portanto, tratar apenas os ovários com anticoncepcional é como tratar a fumaça sem apagar o fogo.
Muitas mulheres com SOMP têm receptores de progesterona menos responsivos. Além disso, por conta da inflamação crônica, parte da progesterona disponível é convertida em estrona, um estrogênio disfuncional. O anticoncepcional não resolve isso. A progestina sintética não é progesterona. São moléculas completamente diferentes, com efeitos opostos no corpo da mulher.
Tratar a SOMP de verdade exige corrigir a resistência à insulina, modular a inflamação, regular o intestino, corrigir deficiências nutricionais e repor hormônios bioidênticos com critério. A SOMP não precisa ser a sua sentença. Com o acompanhamento metabólico correto, é possível resgatar o equilíbrio hormonal de verdade.
Você já sabia da mudança de nome? Comenta aqui.

🔍 Referências: Teede HJ, et al. Renaming polycystic o***y syndrome. Lancet. 2026. DOI: 10.1016/S0140-6736(26)00025-4 Azziz R, et al. Polycystic o***y syndrome. Nat Rev Dis Primers. 2016;2:16057. DOI: 10.1038/nrdp.2016.57

A maioria das pessoas não sabe disso, mas todos os alimentos de cor escura - café, chocolate, cacau, chá preto - contêm ...
15/06/2026

A maioria das pessoas não sabe disso, mas todos os alimentos de cor escura - café, chocolate, cacau, chá preto - contêm xantinas. ☕

E as xantinas aceleram processos degenerativos no cérebro. Isso signif**a que aquele hábito diário de tomar café ou comer chocolate pode estar contribuindo silenciosamente para a deterioração cognitiva em longo prazo. 🧠

A questão é que esse efeito é gradual e imperceptível no dia a dia, você só vai perceber as consequências décadas depois.

🍫 O chocolate é especialmente problemático porque combina dois vilões: xantinas (do cacau) e açúcar (adicionado). Dependendo da concentração de açúcar que o chocolate tem, não adianta compensar com uma base de alimentação saudável - o estrago já está sendo feito.

⚖️ Mas é importante deixar claro: o açúcar é MUITO pior que as xantinas. Se você tiver que escolher entre dois males, o açúcar é o maior inimigo. O açúcar destrói a função mitocondrial, promove inflamação sistêmica crônica, causa resistência à insulina e acelera brutalmente o envelhecimento cerebral.

Por isso, se você vai consumir chocolate, escolha versões com pelo menos 85% de cacau para reduzir ao máximo o açúcar. Mesmo assim, o consumo deve ser eventual, não diário, não semanal.

Se você realmente se preocupa com saúde cerebral e longevidade cognitiva, alimentos ricos em xantinas devem ser minimizados ou evitados.

Referências:
1️⃣Oñatibia-Astibia A, et al. Health benefits of methylxanthines in neurodegenerative diseases. Mol Nutr Food Res. 2017. doi: 10.1002/mnfr.201600670

2️⃣Kolahdouzan M, Hamadeh MJ. Methylxanthines and Neurodegenerative Diseases: An Update. Nutrients. 2021. doi: 10.3390/nu13030803

O intestino não serve apenas para digerir alimentos. Ele conversa com o cérebro, participa da produção e da modulação de...
11/06/2026

O intestino não serve apenas para digerir alimentos. Ele conversa com o cérebro, participa da produção e da modulação de neurotransmissores, influencia o humor, o sono, a energia, a imunidade e até a forma como o corpo responde à inflamação.

Quando existe disbiose, má alimentação ou uma barreira intestinal fragilizada, o impacto pode aparecer longe do abdômen: ansiedade, cansaço, alergias, doenças autoimunes, compulsões, alterações hormonais e dificuldade para regular o metabolismo.

Por isso, cuidar do intestino é uma das formas mais importantes de cuidar da saúde como um todo. Antes de olhar apenas para o sintoma, olhe para a raiz.

Quando substâncias sintéticas derivadas da testosterona são usadas sem real indicação clínica, o corpo da mulher pode pa...
10/06/2026

Quando substâncias sintéticas derivadas da testosterona são usadas sem real indicação clínica, o corpo da mulher pode pagar um preço alto: dependência, alterações metabólicas, resistência à insulina, queda de cabelo, mudanças na pele e sinais de masculinização.

O problema é que, no começo, muitas mulheres se sentem melhor. Mais disposição, mais energia, mais força, mais produtividade. Mas isso não signif**a saúde. Muitas vezes, signif**a apenas um estímulo artificial que mascara desequilíbrios mais profundos e cria um ciclo difícil de interromper.

Reposição hormonal bem indicada é uma coisa. Usar hormônios sintéticos para emagrecer rápido, ganhar músculo ou “performar melhor” é outra completamente diferente. Antes de aceitar qualquer protocolo, investigue, questione e cuide do básico com seriedade

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SGAS II Street De Grandes Áreas Sul 611 Centro Médico Lúcio Costa 611, Bloco 1, Conjunto F Sala 139/Asa Sul
Brasília, DF
70200-700

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