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O Núcleo de Terapia Nutricional Enteral e Parenteral, é uma empresa médica prestadora de serviços e consultorias em Nutrologia e Terapia Nutricional hospitalar, ambulatorial e domiciliar, em Brasília e região.

06/06/2026

A NUTEP já está em clima de Copa! 🇧🇷⚽️

Montamos nosso álbum com algumas das figurinhas da terapia nutricional.

E aí, qual delas é a mais difícil de encontrar? 🏆

Ao avaliar o estado nutricional de um paciente, é comum observar exames laboratoriais como albumina, proteína C reativa,...
05/06/2026

Ao avaliar o estado nutricional de um paciente, é comum observar exames laboratoriais como albumina, proteína C reativa, pré-albumina e outros marcadores. No entanto, interpretar esses resultados de forma isolada pode levar a conclusões equivocadas.

Em situações de inflamação aguda ou crônica, o organismo prioriza a produção de proteínas relacionadas à resposta inflamatória e imunológica. Como consequência, proteínas tradicionalmente utilizadas na avaliação nutricional, como a albumina e a pré-albumina, podem apresentar redução mesmo quando a ingestão alimentar não é a principal causa da alteração.

Por isso, uma albumina baixa nem sempre significa desnutrição. Muitas vezes, ela reflete a intensidade da resposta inflamatória, a gravidade da doença de base, alterações na hidratação ou perdas aumentadas. Da mesma forma, uma PCR elevada indica a presença de um processo inflamatório ativo e ajuda a contextualizar a interpretação de outros parâmetros laboratoriais.

Na prática clínica, a avaliação nutricional deve considerar o paciente como um todo. História de perda de peso, redução da ingestão alimentar, composição corporal, exame físico nutricional, evolução clínica e exames laboratoriais precisam ser analisados em conjunto para que o diagnóstico seja mais preciso.

Entender a interação entre inflamação e nutrição é fundamental, especialmente em pacientes hospitalizados, críticos ou com doenças crônicas, onde a resposta inflamatória pode mascarar ou potencializar alterações nutricionais. Mais do que olhar um número no exame, é necessário compreender o contexto clínico por trás dele.

Afinal, nem todo marcador alterado aponta diretamente para desnutrição, mas todo resultado deve ser interpretado dentro da realidade metabólica e clínica de cada paciente. 💙



Refs 📑

ESPEN. Cederholm T, et al. GLIM Criteria for the Diagnosis of Malnutrition. A Consensus Report From the Global Clinical Nutrition Community. Clinical Nutrition, 2019.

ASPEN. White JV, et al. Consensus Statement: Characteristics Recommended for the Identification and Documentation of Adult Malnutrition. JPEN, 2012.

04/06/2026

Muitas pessoas acreditam que a equipe multiprofissional de terapia nutricional passa no leito apenas para conferir a dieta, mas a avaliação é muito mais ampla. Durante a visita, analisamos se o suporte nutricional está realmente atendendo às necessidades do paciente e contribuindo para sua recuperação.

São avaliados aspectos como o estado nutricional atual, histórico de perda de peso, presença de edema, aceitação alimentar, funcionamento do trato gastrointestinal, ocorrência de náuseas, vômitos, diarreia ou constipação, além da evolução clínica e dos exames laboratoriais relacionados ao estado nutricional e metabólico.

Também verificamos se a oferta de calorias e proteínas está adequada para a condição clínica, se a terapia nutricional está sendo bem tolerada e se existem intercorrências que exijam ajustes na conduta.

Nos pacientes em nutrição enteral, observamos fatores como posicionamento da sonda, volume efetivamente administrado, interrupções da dieta, sinais de intolerância e risco de broncoaspiração. Já nos pacientes em nutrição parenteral, monitoramos parâmetros clínicos e laboratoriais para garantir a segurança da terapia e reduzir o risco de complicações metabólicas e infecciosas.

Além disso, a EMTN atua de forma integrada com médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fonoaudiólogos e demais profissionais da equipe assistencial, discutindo estratégias que permitam oferecer o melhor suporte nutricional possível para cada paciente.

A terapia nutricional não se resume a prescrever uma dieta. Ela exige monitoramento contínuo, avaliação criteriosa e tomada de decisões baseadas na evolução clínica, porque nutrir adequadamente também é tratar. 💙



Refs 📑

Ministério da Saúde. Terapia Nutricional e Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN).

BRASPEN, Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral. Diretrizes Brasileiras de Terapia Nutricional.

Freires GG, Ceniccola GD, Falcomer AL, Castro MG. Avaliação da atuação da equipe multiprofissional de terapia nutricional em nutrição enteral e parenteral. BRASPEN Journal, 2022.

03/06/2026

Você sabe quando utilizar peso ideal e quando utilizar peso ajustado no paciente com obesidade?

O peso ideal pode ser calculado utilizando um IMC de referência de 25 kg/m²:

Peso ideal = IMC ideal de 25 kg/m² x altura x altura (ESPEN 2021)

Já o peso ajustado é calculado pela fórmula:

Peso ajustado: PA - PI [IMCi= 25 kg/m²] x 0,33 + PI (ESPEN 2021)

Mas a principal dúvida não é como calcular, e sim quando utilizar.

Em pacientes obesos críticos, é comum utilizarmos o peso atual para estimar as necessidades energéticas e o peso ideal para calcular a oferta proteica, seguindo as recomendações de terapia nutricional para pacientes graves.

Já em pacientes obesos não críticos, principalmente no contexto ambulatorial ou de internação clínica, o peso ajustado costuma ser uma alternativa interessante para estimar tanto calorias quanto proteínas, evitando distorções causadas pelo excesso de peso corporal.

Por isso, o mais importante é entender o contexto clínico do paciente. A mesma pessoa pode ter cálculos diferentes dependendo do cenário em que se encontra dentro de uma mesma internação. 💙



Refs 📑

American Society for Parenteral and Enteral Nutrition. McClave SA et al. Guidelines for the Provision and Assessment of Nutrition Support Therapy in the Adult Critically Ill Patient. JPEN. 2016.

European Society for Clinical Nutrition and Metabolism. Singer P et al. ESPEN guideline on clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition. 2019

29/05/2026

Na fase aguda da doença inflamatória intestinal, especialmente em pacientes hospitalizados, há importante repercussão metabólica e nutricional.

A inflamação sistêmica contribui para aumento do catabolismo e das necessidades proteico-energéticas, enquanto sintomas como dor abdominal, diarreia e anorexia reduzem a ingestão alimentar.

Além disso, a atividade inflamatória intestinal pode comprometer a absorção de nutrientes e aumentar perdas de líquidos, eletrólitos e proteínas.

Esse contexto favorece perda de massa magra, piora do estado nutricional e impacto negativo na recuperação clínica.

A terapia nutricional precoce é recomendada, com preferência pela via enteral quando possível, considerando seus benefícios na manutenção da função intestinal.

O acompanhamento deve ser individualizado e integrado ao manejo clínico da fase aguda da doença. 💙



Refs 📑

Bischoff SC et al. ESPEN guideline on Clinical Nutrition in inflammatory bowel disease. Clinical Nutrition, 2020.

Lamb CA et al. British Society of Gastroenterology consensus guidelines on the management of inflammatory bowel disease in adults. Gut, 2019.

Forbes A et al. ESPEN guideline: Clinical nutrition in inflammatory bowel disease. Clinical Nutrition, 2017.

29/05/2026

A síndrome hepatorrenal é uma complicação grave da cirrose hepática avançada, em que os rins passam a funcionar mal sem existir uma lesão direta neles. Isso acontece por alterações na circulação sanguínea causadas pela doença do fígado.

Atualmente, a SHR pode ser dividida em:
• SHR-IRA: piora rápida da função renal.
• SHR-NA: perda da função renal mais lenta e progressiva.

O tratamento geralmente envolve albumina humana e medicamentos vasoconstritores, para melhorar o fluxo sanguíneo renal.

Além disso, a terapia nutricional tem papel fundamental. Pacientes com cirrose apresentam grande risco de desnutrição e perda muscular, por isso a ingestão adequada de proteínas é essencial durante a internação.

O acompanhamento multiprofissional e o diagnóstico precoce fazem toda diferença no prognóstico desses pacientes. 💙



Refs 📑

European Association for the Study of the Liver (EASL). (2018). EASL Clinical Practice Guidelines for the management of patients with decompensated cirrhosis. Journal of Hepatology, 69(2), 406-460.

Plauth, M., et al. (2019). ESPEN guideline on clinical nutrition in liver disease. Clinical Nutrition, 38(2), 485-521.

Biggins, S. W., et al. (2021). Diagnosis, Evaluation, and Management of Ascites, Spontaneous Bacterial Peritonitis, and Hepatorenal Syndrome by the AASLD. Hepatology, 74(2), 1014-1021.

Nem sempre alimentar é sinônimo de segurança. Em pacientes hospitalizados, a broncoaspiração é um risco real e muitas ve...
27/05/2026

Nem sempre alimentar é sinônimo de segurança. Em pacientes hospitalizados, a broncoaspiração é um risco real e muitas vezes silencioso.

Avaliar, adaptar e monitorar a alimentação é essencial para prevenir complicações graves. 💙



Refs 📑

Singer P et al. ESPEN guideline on clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition, 2019.

Cichero JAY, Lam P. Thickened liquids for dysphagia management: a current review. Current Opinion in Otolaryngology & Head and Neck Surgery, 2014.

Nem todo pós-operatório bariátrico evolui da mesma forma, e é exatamente por isso que o acompanhamento multiprofissional...
22/05/2026

Nem todo pós-operatório bariátrico evolui da mesma forma, e é exatamente por isso que o acompanhamento multiprofissional faz tanta diferença.

Neste caso, a paciente evoluiu com náuseas, vômitos refratários e importante intolerância alimentar poucas semanas após a gastroplastia, necessitando de terapia nutricional por via alternativa para garantir recuperação clínica e suporte nutricional adequado.

Com manejo individualizado e progressão cuidadosa da dieta, foi possível controlar os sintomas, recuperar a aceitação alimentar e promover uma boa evolução clínica.

A terapia nutricional vai muito além de “alimentar”: ela faz parte do tratamento e da recuperação do paciente pós-cirúrgico. 💙

21/05/2026

O paciente neurocrítico apresenta desafios nutricionais específicos que impactam diretamente no prognóstico.

Lesões neurológicas agudas, como TCE, AVC e hemorragias, desencadeiam resposta hipermetabólica e hipercatabólica, com aumento das necessidades energéticas e proteicas.

Alterações do nível de consciência, disfagia e necessidade de ventilação mecânica frequentemente inviabilizam a via oral, exigindo início precoce de terapia nutricional enteral.

A disfunção autonômica e gastrointestinal pode comprometer a tolerância à dieta, com risco de atraso no aporte adequado.

Além disso, o controle glicêmico rigoroso é essencial, uma vez que tanto hiperglicemia quanto hipoglicemia estão associados a piores desfechos neurológicos.

A perda de massa muscular é rápida e significativa, impactando reabilitação e funcionalidade.

Diretrizes recomendam avaliação nutricional precoce, monitoramento contínuo e individualização da terapia, com atenção à oferta proteico-energética adequada.

No paciente neurocrítico, a terapia nutricional é parte central do cuidado intensivo. 💙



Refs 📑

Singer P et al. ESPEN guideline on clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition, 2019.

Bischoff SC et al. ESPEN guideline on clinical nutrition in neurology. Clinical Nutrition, 2018.

Carney N et al. Guidelines for the management of severe traumatic brain injury. Neurosurgery, 2017.

Alterações no paladar são frequentes em pacientes hospitalizados e frequentemente subvalorizadas na prática clínica.Cond...
19/05/2026

Alterações no paladar são frequentes em pacientes hospitalizados e frequentemente subvalorizadas na prática clínica.

Condições como infecções, inflamação sistêmica, uso de medicamentos (antibióticos, quimioterápicos, opioides), deficiência de micronutrientes (como zinco) e alterações neurológicas podem levar à disgeusia ou hipogeusia.

Essas alterações impactam diretamente a aceitação alimentar, contribuindo para redução da ingestão, risco de desnutrição e pior evolução clínica.

Além disso, mudanças no sabor e no aroma dos alimentos podem gerar aversões alimentares e reduzir a adesão à terapia nutricional.

A identificação precoce e a individualização da abordagem dietética, incluindo ajuste de temperos, temperatura, textura e preferências alimentares, são estratégias importantes para minimizar esse impacto.

Considerar o paladar do paciente é parte essencial do cuidado nutricional hospitalar. 💙





Refs 📑

Cederholm T et al. ESPEN guidelines on clinical nutrition and hydration in geriatrics. Clinical Nutrition, 2019.

Boltong A, Keast R. The influence of chemotherapy on taste perception and food hedonics: a systematic review. Cancer Treatment Reviews, 2012.

Endereço

Vitrium Centro Médico, SGAS 613/614, L2 Sul, Salas 75, 77 E 79
Brasília, DF
70.200-730

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Terça-feira 08:00 - 19:00
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