30/12/2022
Síndrome do Ano Novo
Tudo novo de novo…
Inícios e recomeços são intrínsecos ao ser humano.
Vivemos de abrir e fechar ciclos.
Angústias do final do ano marcam com exatidão aquilo que se foi, que se perdeu, trazendo muitas vezes a tristeza das promessas não realizadas e o medo de novas frustrações provenientes de novas promessas feitas no final de mais um ano.
Uma avalanche de sentimentos antagônicos chega com as reflexões sobre a vida nesse período.
É a passagem do tempo…
É esse fenômeno chamado “tempo “ que nos leva a pensar no ontem e no amanhã.
Nos planos e objetivos alcançados ou não, no ano velho.
E então, eis que surge sorrateiramente do fundo da alma, um saudosismo ou um misto de frustração pelo que ficou pra trás e a insegurança de que tudo será melhor no próximo ano.
As estatísticas sinalizam o aumento de estresse e depressão nessa época do ano.
Compromissos sociais, consumismo e expectativa do futuro esgotam as poucas energias que ainda restam para fechar o ciclo de doze meses.
Novas metas estipuladas e outras tantas promessas são pensadas para o novo ano.
Mentiras? De maneira nenhuma!
Acreditamos em nossas promessas de ano novo com a esperança genuína de nos tornarmos mais próximos da versão que gostaríamos de ser.
Mas apenas esperança não será o suficiente. É preciso coragem e muita disciplina para mudar.
Esperar, acreditar e querer não basta!
Já dizia Drumond, “Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, como um número e outra vontade de acreditar, que daqui para diante vai ser diferente “.
Sim, há um tempo para todas as coisas debaixo do céu, e há um novo tempo chegando para corrigir os erros e melhorar os acertos e fazer diferente! Feliz novo ano, nova vida, novo tempo ✨✨