Psicólogo Leandro C.C.Brito

Psicólogo Leandro C.C.Brito Trabalho com a abordagem psicanalítica. Pós graduado em Saúde Mental Neuropsicologia.

Toda relação deixa marcas!Nenhum encontro passa em branco. Desde os primeiros vínculos, vamos sendo inscritos no outro —...
12/05/2026

Toda relação deixa marcas!

Nenhum encontro passa em branco. Desde os primeiros vínculos, vamos sendo inscritos no outro — e é nessa trama que o sujeito se constitui. Como já apontava Donald Winnicott, “é no ambiente suficientemente bom que o self pode emergir”. O vínculo funda o sujeito.

Amar também é lidar com a falta. Não existe relação sem desencontro, sem hiato. Para Jacques Lacan, “amar é dar o que não se tem”. Amor e falta coexistem — e é justamente isso que torna o laço humano tão potente quanto desafiador.

No início da vida, a figura materna ocupa um lugar central. Mas é importante dizer: a mãe não é perfeita — e nem precisa ser. Ainda segundo Winnicott, a “mãe suficientemente boa” é aquela que falha, mas também repara. É nessa oscilação que a criança aprende a existir no mundo real.

O problema não está apenas na falta, mas também no excesso. Relações invasivas, superprotetoras ou sem espaço para o outro também deixam marcas. O excesso sufoca, assim como a ausência desampara.

É no equilíbrio — entre presença e ausência, cuidado e autonomia — que se estrutura um sujeito mais integrado.
Um bom exemplo disso aparece no filme Divertida Mente, onde vemos como as experiências emocionais e os vínculos familiares moldam a subjetividade da personagem Riley. Cada relação, cada mudança, cada afeto vivido deixa marcas que participam da construção de quem ela é.

No fim, não se trata de evitar marcas — isso é impossível. Trata-se de compreender quais marcas estamos ajudando a construir.

Psicólogo Leandro C.C. Brito
CRP 05/56257

As telas não são o problema — o vazio que elas tentam preencher, talvez seja.O livro A fábrica de cretinos digitais leva...
12/05/2026

As telas não são o problema — o vazio que elas tentam preencher, talvez seja.

O livro A fábrica de cretinos digitais levanta um alerta importante: o uso excessivo de telas pode impactar atenção, memória e linguagem no cérebro em desenvolvimento. A neuropsicologia confirma — crianças precisam de experiências reais, interativas e simbólicas para se desenvolver plenamente.

Mas há um ponto que vai além dos dados: o que a criança encontra (ou não encontra) fora da tela?

Na clínica, vemos que muitas vezes a tecnologia ocupa o lugar do vínculo, regula emoções e silencia angústias que precisariam ser escutadas. Não é só sobre tempo de uso — é sobre presença, relação e significado.

A questão não é apenas tirar a tela. É sustentar o encontro.

Psicólogo Leandro C.C. Brito
CRP 05/56257

Por que repetimos padrões?Na clínica psicanalítica, a repetição não é vista como um erro — mas como uma tentativa. Tenta...
08/05/2026

Por que repetimos padrões?

Na clínica psicanalítica, a repetição não é vista como um erro — mas como uma tentativa. Tentativa do psiquismo de elaborar aquilo que ainda não pôde ser simbolizado. Repetimos relações, escolhas e até sofrimentos não por falta de consciência apenas, mas porque há algo insistindo em se dizer por outros caminhos.

Sigmund Freud já apontava a “compulsão à repetição” como uma força que ultrapassa o princípio do prazer. Hoje, autores contemporâneos ampliam essa leitura. Para o psicanalista francês Jacques-Alain Miller, “o sujeito repete onde não consegue lembrar”, indicando que a repetição ocupa o lugar de uma memória que não se tornou palavra.

Na mesma direção, a psicanalista brasileira Maria Rita Kehl afirma que “repetir é uma forma de manter vivo aquilo que ainda não pôde ser elaborado”. Ou seja, o padrão que se repete carrega uma mensagem — ainda que cifrada — sobre a história do sujeito.

Do ponto de vista clínico, o trabalho não é simplesmente “quebrar padrões”, mas escutá-los. O que se repete aponta para marcas inconscientes, muitas vezes ligadas às primeiras relações afetivas. É na possibilidade de dar sentido a essas repetições que algo novo pode emergir.

A repetição, então, deixa de ser prisão e pode se tornar passagem.

Psicólogo Leandro C.C. Brito
CRP 05/56257





🧠 O que é atenção?Na neuropsicologia, a atenção é a capacidade de selecionar, manter e alternar o foco diante dos estímu...
05/05/2026

🧠 O que é atenção?
Na neuropsicologia, a atenção é a capacidade de selecionar, manter e alternar o foco diante dos estímulos do ambiente. Ela não é única — envolve diferentes componentes, como atenção sustentada (manter o foco), seletiva (filtrar distrações) e alternada (mudar de tarefa com flexibilidade).

⚠️ Como identificar possíveis déficits?
Dificuldade em se concentrar, esquecer tarefas com frequência, parecer “no mundo da lua”, impulsividade, baixo rendimento escolar ou dificuldade em finalizar atividades podem ser sinais importantes — especialmente quando persistentes e impactam o dia a dia.

🔍 Como a neuropsicologia pode ajudar?
A avaliação neuropsicológica investiga, com base científica, o funcionamento da atenção e de outras funções cognitivas. A partir disso, é possível compreender o perfil individual e direcionar intervenções mais precisas.

💡 Terapias e intervenções indicadas
✔️ Reabilitação neuropsicológica
✔️ Terapia cognitivo-comportamental (TCC)
✔️ Treino cognitivo estruturado
✔️ Orientação familiar e escolar
✔️ Em alguns casos, acompanhamento médico

A intervenção adequada promove autonomia, melhora no desempenho e qualidade de vida.

Psicólogo Leandro C.C. Brito
CRP 05/56257

🔵 Segunda-feira — Psicanálise & Cinema: Análises profundas de filmes e séries sob o olhar psicanalítico.Devoradores de E...
20/04/2026

🔵 Segunda-feira — Psicanálise & Cinema: Análises profundas de filmes e séries sob o olhar psicanalítico.

Devoradores de Estrelas — tanto no romance quanto em sua adaptação — ultrapassa a ficção científica e se inscreve como uma narrativa sobre solidão radical, responsabilidade ética e o confronto com o desamparo humano diante do desconhecido. A obra original Project Hail Mary, de Andy Weir, constrói um protagonista que não apenas luta pela sobrevivência, mas pela sustentação simbólica de sentido em um universo que ameaça o colapso.

Ao longo da história, Ryland Grace é lançado em uma experiência limite — algo que dialoga diretamente com o conceito freudiano de desamparo primordial. Para Sigmund Freud, o sujeito é marcado por uma condição inicial de vulnerabilidade que jamais desaparece completamente; ela retorna em situações extremas, exigindo rearranjos psíquicos para não sucumbir à angústia.

Já na leitura lacaniana, evocando Jacques Lacan, o que vemos é um sujeito confrontado com o Real — aquilo que escapa à simbolização. O “devorador de estrelas” não é apenas uma ameaça física, mas uma irrupção do impossível, algo que não pode ser plenamente integrado ao campo do sentido. Diante disso, Grace não responde apenas com cálculo científico, mas com laço: é na relação com o outro (Rocky) que emerge uma saída possível. O vínculo torna-se, então, uma tentativa de bordear o Real.
O próprio Andy Weir escreve: “A ciência é sobre resolver problemas, mas também é sobre confiar uns nos outros para encontrar respostas.” — uma frase que sintetiza a travessia psíquica do protagonista. Não se trata apenas de salvar o planeta, mas de sustentar o desejo em meio ao vazio.

Assim, Devoradores de Estrelas nos provocam: quando tudo falha — linguagem, controle, previsibilidade — o que resta ao sujeito? Talvez a resposta não esteja em “devorar” soluções, mas em construir laços que permitam suportar aquilo que nunca será totalmente compreendido. ✨

Psicólogo Leandro C.C. Brito
CRP 05/56257

Explorar brinquedos na avaliação neuropsicológica permite acessar, de forma lúdica, funções como atenção, planejamento e...
18/04/2026

Explorar brinquedos na avaliação neuropsicológica permite acessar, de forma lúdica, funções como atenção, planejamento e regulação emocional.

No brincar, a criança revela espontaneamente sua forma de pensar, sentir e se relacionar com o mundo.

Psicólogo Leandro C.C. Brito.
CRP 05/56257

👶🧠 Amnésia Infantil: Por que Não Lembramos de Nossa Primeira Infância? 🌈A peculiaridade da amnésia infantil intriga pais...
18/04/2026

👶🧠 Amnésia Infantil: Por que Não Lembramos de Nossa Primeira Infância? 🌈

A peculiaridade da amnésia infantil intriga pais e profissionais da saúde mental. Esta exploração neuropsicológica busca desvendar porque as memórias da primeira infância frequentemente escapam de nossa consciência.

➡️ Desenvolvimento Cognitivo:
Explicaremos como o cérebro em desenvolvimento e a formação tardia de estruturas de memória contribuem para a amnésia infantil.

➡️ Natureza Transitória:
Memórias formadas nesse estágio são muitas vezes fugazes, devido à imaturidade do sistema nervoso central, resultando em esquecimento com o tempo.

➡️ Importância da Linguagem:
A ausência de linguagem desenvolvida também impacta a codificação e a retenção de memórias na infância.

🚀 Fomente o entendimento da amnésia infantil. Encoraje pais e cuidadores a valorizarem os laços emocionais e a nutrição afetiva desde os primeiros anos.

Psicólogo Leandro C.C. Brito
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Bom dia!!Começando mais um dia de atendimento presencial na Leka Psicologia Psicólogo Leandro C.C.Brito CRP 05/56257
13/04/2026

Bom dia!!
Começando mais um dia de atendimento presencial na Leka Psicologia

Psicólogo Leandro C.C.Brito
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Existem muitos fatores que podem afetar a nossa saúde mental e emocional. Entre eles, podemos destacar a falta de sono, ...
09/04/2026

Existem muitos fatores que podem afetar a nossa saúde mental e emocional. Entre eles, podemos destacar a falta de sono, estresse excessivo, má alimentação, falta de atividade física, o uso abusivo de substâncias, a falta de conexão social e a sobrecarga de responsabilidades.

Essesfatores podem ser considerados inimigos da saúde mental,pois podem levar a problemas como ansiedade, depressão,insônia, entre outros. É importante estar atento a essesfatores e buscar maneiras de equilibrar nossa rotina paraevitar que esses inimigos sejam mais fortes do que nós.

A psicanálise pode ser uma ferramenta poderosa para ajudar a desenvolver habilidades de autoconhecimento e enfrentamento de situações estressantes. Lembre-se: cuidarda sua saúde mental é tão importante quanto cuidar da suasaúde física.

Psicólogo Leandro C. C. Brito
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09/04/2026

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