Dr Flávio Pierette Ferrari - Alergologista e Imunologista

Dr Flávio Pierette Ferrari - Alergologista e Imunologista Dr. Flávio Pierette Ferrari - Alergista e Imunologista
Atendimento: Cacoal e Ji-Paraná (RO)

28/07/2026

Por que a Anvisa proibiu o clobutinol?

A Anvisa suspendeu recentemente a venda e o uso de qualquer medicamento à base de clobutinol, uma substância muito comum em xaropes vendidos por aí como "a solução" para a tosse das crianças.

E aqui há dois problemas sérios. O primeiro: esses xaropes raramente funcionam. A própria palavra "xarope" não é uma classe de remédio, é só um formato, geralmente adoçado pra disfarçar o gosto. Xarope caseiro, garrafada, benzedeira, tudo leva esse nome, e quase nada disso traz benefício real pra saúde do seu filho.

O segundo, mais grave: além de desnecessário, pode fazer mal. O clobutinol foi proibido justamente porque pode causar arritmias cardíacas, com risco de parada cardíaca e morte súbita. Mas reforço: o clobutinol não é o problema isolado. O verdadeiro problema é o hábito da medicação desnecessária.

Os bons profissionais, com boa formação, são os que usam pouco remédio, só o que realmente vai beneficiar a criança. Receita com vários itens raramente ajuda. E remédio sem respaldo científico não deve ser usado em criança.

👉 Seu filho já teve alguma reação com xaropes? Compartilha comigo nos comentários.

10/07/2026

Por que existem tantas "terapias" sem comprovação científica?

Nos últimos anos, surgiram muitas terapias e abordagens que ganham espaço nas redes sociais e na boca de influenciadores, mas que não têm nenhuma comprovação científica por trás. E isso, quando o assunto é saúde, é perigoso.

Existe uma explicação para esse fenômeno. Com um número cada vez maior de médicos chegando ao mercado todos os anos, cresce também a busca por novas formas de praticar medicina. E nem sempre essas novas formas seguem o exercício correto, baseado em ciência e evidências.

Então como o paciente se protege? Na dúvida, siga a medicina baseada em evidências, as especialidades reconhecidas e os profissionais que fizeram residência e têm RQE (Registro de Qualificação de Especialista). Esse é o caminho mais seguro para a sua saúde.

💬 Você já se deparou com algum tratamento "da moda" sem comprovação? Me conta nos comentários.

06/07/2026

Preciso ingerir o alimento para ter uma reação alérgica?

Nem sempre. A maioria das reações acontece pela ingestão, mas pessoas muito alérgicas podem reagir por outras formas de contato. Existem até relatos de reações graves apenas ao sentir o cheiro de um alimento sendo cozido. São situações extremas e pouco comuns, mas reais. O simples manuseio do alimento também pode desencadear sintomas.

E existe tratamento além de evitar o alimento? Existem abordagens cada vez mais utilizadas, como a dessensibilização, que consiste em oferecer o alimento de forma controlada e contínua, sob supervisão e com medicação, para reduzir o risco de reações graves. Mas é importante entender: isso não significa cura.

O tratamento mais eficaz continua sendo evitar o alimento ao qual você é alérgico. Toda alergia alimentar exige vigilância e cuidado constante.

💬 Você tem dúvidas sobre alergia alimentar? Deixa nos comentários.

30/06/2026

Na primeira vez que como um alimento já posso ter reação alérgica?

Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta surpreende: não existe alergia no primeiro contato.

💬 Você já teve uma reação que pareceu surgir do nada? Me conta nos comentários.

22/06/2026

Posso ser alérgico a um alimento cru e não ao cozido?

Sim, isso é possível, e tem explicação. O cozimento em alta temperatura pode desnaturar as proteínas do alimento, quebrando-as em frações menores. Se o componente que causa a alergia for uma dessas proteínas maiores, o alimento pode acabar sendo tolerado depois de cozido.

Mas atenção: isso não é uma regra e não vale para todos os casos. Ninguém pode afirmar com certeza qual tempo ou processo de cocção torna o alimento realmente seguro.

Por isso, a recomendação é clara: na dúvida, se você tem alergia a um alimento, evite consumi-lo em qualquer forma.

💬 Você conhece alguém que reage ao alimento cru mas não ao cozido? Compartilhe esse vídeo.

16/06/2026

Quais são os sintomas de alergia alimentar?

Essa é uma dúvida muito comum, e saber reconhecer os sinais pode fazer toda a diferença, especialmente nos casos mais graves. O sintoma mais característico de todos é a urticária: aquelas placas na pele que coçam muito, com vermelhidão ao redor, e que somem deixando a pele normal. O angioedema também é comum, com inchaço nos lábios, ao redor da boca e nos olhos.

Em reações mais graves, surgem sintomas sistêmicos: coração acelerado, alterações da pressão, dificuldade para respirar, crises de asma em quem é asmático, vômitos e diarreia. Essas são as manifestações clássicas da alergia alimentar anafilática imediata.

Um ponto importante: muitos sintomas que as pessoas associam à alergia são, na verdade, intolerância, que é uma reação não alérgica, ou reações a substâncias presentes nos alimentos. A diferença é fundamental. O que ajuda a identificar a alergia verdadeira é o padrão: os sintomas tendem a ser clássicos e se repetem com frequência.

Reconhecer isso é essencial para identificar quem tem risco de reação anafilática, o quadro mais grave da alergia alimentar. 💬 Você já teve algum desses sintomas e não sabia identificar? Me conta nos comentários.

10/06/2026

Alergia alimentar tem cura?

Depende. Em crianças pequenas com alergia a leite ou ovo, a resposta é animadora: na grande maioria dos casos, a alergia desaparece com o tempo à medida que o sistema imunológico amadurece.
Já em adultos, ou em alergias a alimentos como amendoim, camarão e frutos do mar, a realidade é diferente. Raramente esses casos evoluem para tolerância espontânea, e a vigilância precisa ser constante ao longo da vida.

O que isso significa na prática? Evitar os alimentos causadores de reação grave não é opcional, é uma rotina. E não existe tratamento milagroso que mude isso sem acompanhamento médico adequado.
No vídeo eu explico quando existe chance real de melhora e quando o cuidado precisa ser permanente.

Você ou alguém da sua família convive com alergia alimentar? Me conta nos comentários.

alergista

05/06/2026

Imunoterapia para alergia sublingual ou injetável: qual é melhor?

Durante muito tempo, a vacina subcutânea era considerada mais eficaz. Hoje, isso mudou. A imunoterapia sublingual é tão eficaz quanto a injetável e ainda é mais segura, com menos reações adversas.

A exceção importante é a vacina para veneno de insetos, como abelhas, marimbondos e formigas. Para esse tipo de alergia, a única forma com eficácia comprovada ainda é a subcutânea.

Sobre exames: o único necessário antes de iniciar é a confirmação de que você é alérgico ao alérgeno que será tratado, seja pelo Prick Test ou pela dosagem de IgE no sangue. Se você tem rinite alérgica, espirra com poeira e tem teste positivo para ácaro, não precisa de mais nenhum exame para começar.

💬 Você faz ou já fez imunoterapia para alergia? Me conta sua experiência nos comentários.

alergologista

02/06/2026

Para quais alergias a imunoterapia é indicada?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes sobre a vacina para alergia e a resposta é mais específica do que muita gente imagina. A imunoterapia é indicada principalmente para rinite alérgica, conjuntivite e asma. As vacinas contra ácaros são as mais eficazes e estudadas, mas pólens de gramíneas, epitélios de animais e fungos também podem ser tratados.

Pontos importantes: imunoterapia não funciona para urticária, ainda não é indicada para alergia alimentar e não deve ser feita só porque um exame deu positivo. É preciso ter a doença que aquele alérgeno causa e que ela seja respiratória.

Sobre a idade: pode ser feita a partir dos três anos, com melhor resposta a partir dos cinco. Gestantes podem continuar o tratamento, mas não devem iniciar. Idosos também podem fazer, desde que haja relação clara entre o alérgeno e os sintomas.

💬 Você tem dúvidas sobre a imunoterapia? Me conta nos comentários.

alergologista

29/05/2026

Por que o dermografismo some em algumas pessoas e volta em outras?

Essa é uma das dúvidas mais angustiantes de quem convive com a condição. E a resposta honesta é: depende de cada caso.

O que os dados epidemiológicos mostram é que a grande maioria das pessoas tem um período de lesões constantes que dura entre seis meses e três anos e que após esse período, a maioria entra em remissão. Mas pode voltar depois de alguns anos, e isso é normal.

Sobre o tempo de tratamento: o quanto for necessário. E isso não é uma resposta evasiva, é uma realidade baseada em ciência. Os anti-histamínicos modernos são medicações muito seguras, que atuam diretamente na corrente sanguínea sem sobrecarregar o fígado. Podem ser usados pelo tempo que for preciso, com acompanhamento médico.
Não existe exame que diga quando vai melhorar. O que existe é acompanhamento adequado, manejo correto da medicação e hábitos de vida adaptados à condição.

💬 Você está em tratamento para dermografismo? Me conta como está sendo nos comentários.

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