12/06/2026
Por muito tempo, eu achei que estava construindo uma vida plena. Mas o que eu não sabia era que a vida nunca está nem aí para os nossos planos!
Minha agenda estava cheia. Calma aí, cheia não, lotadaaaa!
Minhas prateleiras estavam cheias. Só que existe uma diferença importante entre estar preenchido e estar ocupado.
E por isso eu acumulava coisas! Trabalhos e coisas materiais e supérfluas! Porém, nem sempre acumulamos porque precisamos de mais. Às vezes, acumulamos porque não sabemos o que fazer com o vazio. Enão estou falando apenas de objetos. Há quem acumule compromissos e responsabilidades (como eu 😳).
Há quem acumule cursos, metas, projetos e jornadas intermináveis de trabalho. Há quem acumule objetos, selos, fotos, memórias e até rancor!
Nós vivemos em uma cultura que celebra o excesso, mas raramente nos ensina a escutar aquilo que ele está tentando esconder.
E naclínica, aprendi que muitas vezes o problema não está no que falta fora. Está na tentativa constante de não olhar para o que falta dentro. E talvez o vazio não seja um defeito da vida que precisa ser corrigido. Talvez ele seja um convite…
Um convite para desacelerar, para se escutar, para reconhecer desejos que foram deixados para trás enquanto tentávamos preencher cada espaço disponível.
Porque existem faltas que nenhum objeto, nenhuma promoção e nenhuma agenda lotada conseguem resolver.
E foi justamente quando parei de tentar preencher tudo que comecei a compreender o que realmente precisava de cuidado.
O que você tem usado para não olhar para si?