16/08/2026
Teve um tempo que eu desacreditei das pessoas. Confiar em alguém de novo parecia difícil. Foi aí que parei de procurar respostas nas outras pessoas e comecei a olhar pra minha própria casa.
Prestei atenção no que me fazia bem e mal. Percebi quantas vezes dizia “sim” querendo dizer “não” e entendi o que não queria mais aceitar.
Aprendi a fechar a porta pro que me fazia mal e me afastar do que já não fazia sentido.
Aprendi que minha maior tranquilidade estava em saber que, no fim do dia, eu tinha um lugar seguro pra voltar.
E esse lugar sou eu.
Reconstruí uma vida em que eu gosto de morar. Tenho meus planos, minhas pessoas, meus momentos, minha rotina. Descobri que conseguia f**ar bem sem esperar alguém chegar pra que a minha vida fizesse sentido.
Foi depois de viver assim que me senti aberta pra confiar de novo.
Fiz um pedido a Deus: se fosse pra compartilhar minha vida com alguém, que fosse com uma pessoa que eu escolhesse e que agregasse à vida que eu já tinha construído.
Foi aí que conheci o Bruno.
Ele não virou a minha casa. Ele chegou pra compartilhar comigo uma casa em que eu já gostava de morar.
E o que essa história tem a ver com você?
Te contei porque, antes de encontrar alguém, precisei descobrir que minha vida podia ser boa do jeito que era. Acho que isso muda a forma como a gente se relaciona.
Quando você sabe que consegue f**ar bem sozinha, não precisa aceitar qualquer pessoa só pra não f**ar sozinha.
Você pode conhecer alguém, gostar, esperar, deixar entrar, e também perceber quando aquela pessoa não combina com a vida que você construiu.
Meu desejo é que você não confunda a dificuldade de encontrar alguém com a necessidade de aceitar qualquer pessoa. Que você construa uma vida da qual não queira fugir.
E, quando alguém chegar, você possa se perguntar: “Eu quero você dentro da vida que eu construí?”
Ou então: “Eu gosto de quem eu sou nessa relação?”
Foi isso que mudou pra mim.
Eu não procurei alguém pra me fazer sentir em casa.
Eu já estava em casa. E foi de dentro dessa casa que eu escolhi o Bruno pra entrar.