10/05/2026
Ser mãe nem sempre se parece com os comerciais de televisão.
Às vezes, a maternidade chega acompanhada de amor imenso. Outras vezes, de silêncio, culpa, cansaço, ausência ou luto.
Existe a mãe que embala o filho nos braços e a que embala apenas memórias.
A mãe que cria sozinha, mesmo exausta, tentando ser abrigo enquanto também procura um lugar seguro dentro de si.
Existe a mãe que perdeu um bebê antes mesmo de ouvir sua voz, mas que ainda assim carrega uma maternidade inteira no peito.
A mãe que enfrenta um pós-parto difícil e aprende, aos poucos, que amor também pode coexistir com medo, confusão e esgotamento.
Há mães que moram longe dos filhos e vivem de chamadas de vídeo, saudades e contagem regressiva para reencontros.
Mães que já partiram deste mundo, mas continuam existindo em receitas, cheiros, conselhos e lembranças.
Mães com Alzheimer, que talvez já não reconheçam os rostos dos filhos, enquanto os filhos tentam reconhecer nelas os fragmentos do que um dia foram.
Existe também quem não fale mais com a mãe.
Porque nem toda relação materna foi acolhimento. Nem toda mãe soube amar da forma que o outro precisava. E ainda assim, essa dor também merece ser validada.
Há mulheres que desejam ser mães e não conseguiram. Outras que escolheram não ser. E existem aquelas que exercem maternidade sem laços de sangue: avós, tias, madrastas, irmãs, cuidadoras, mulheres que acolhem, sustentam e permanecem.
O Dia das Mães pode ser celebração, mas para muitos também é saudade, ausência, conflito ou sobrevivência emocional.
Por isso, talvez a maior delicadeza dessa data seja lembrar que cada maternidade carrega uma história invisível.
E toda história merece respeito.
Se hoje não é um dia feliz pra você, respeite seu momento e sinta sua dor.
Hoje, desejo acolhimento para todas as formas de maternidade.
Mesmo as que o mundo insiste em não reconhecer. 💐
Feliz dia das mães! 🎁