Fono Mariana M. Appezzato

Fono Mariana M. Appezzato Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Fono Mariana M. Appezzato, Terapeuta da fala, Rua Drive Paulo C. Nogueira, 21, Campinas.

Fonoaudióloga com Especialização em Fala e Linguagem, Mestre e Doutoranda em Distúrbios da Comunicação Humana (UNIFESP/EPM) e Aprimoranda em Apraxia de Fala na Infância.

Essa frase aparece em quase toda anamnese quando o motivo da consulta é queixa de fala (aí também?). E ela sempre vem co...
09/08/2026

Essa frase aparece em quase toda anamnese quando o motivo da consulta é queixa de fala (aí também?). E ela sempre vem com um tom de alívio, como se isso já resolvesse a preocupação.

Meu primeiro pensamento nunca é duvidar da família. Eles realmente entendem. O cérebro de quem convive todos os dias com a criança faz um trabalho incrível de completar lacunas usando contexto, rotina e repetição de padrões.

Mas isso me diz muito pouco sobre a inteligibilidade real da fala dela. O dado que eu preciso é como essa criança se comunica com quem não tem esse repertório compartilhado: a professora, o coleguinha novo, o vizinho.

Uma criança que só é compreendida pela família chega à escola em desvantagem silenciosa. Ninguém percebe de imediato, porque ela evita falar, e evitar falar parece só timidez.

Por isso, quando ouço "em casa a gente entende tudo", minha próxima pergunta é sempre sobre fora de casa.

Esse tipo de pergunta certa, na hora certa, é o que estruturei em cada módulo da Trilha da Linguagem, com inscrições abertas até dia 10 de setembro. Quem entrar agora leva de bônus o curso Introdução à Apraxia de Fala na Infância, e dá pra parcelar em até 3x no cartão.

Link na bio.

O subsistema semântico esconde sinais que a gente normaliza com muita facilidade, principalmente porque parecem só "cois...
05/08/2026

O subsistema semântico esconde sinais que a gente normaliza com muita facilidade, principalmente porque parecem só "coisa de criança pequena".

Uma nomeação trocada, um "aquele troço lá" repetido, uma dificuldade de categorizar. Isolados, não dizem muita coisa. Mas quando aparecem juntos e persistem além do esperado para a idade, contam uma história diferente sobre como essa criança está organizando o vocabulário por dentro.

A pergunta que eu sempre me faço não é se a criança erra. Todas erram. A pergunta é se aquilo está limitando a capacidade dela de se fazer entender nas situações que realmente importam pra ela.

Você já parou pra observar esse subsistema com esse nível de detalhe na sua avaliação?

Se essa forma de olhar te interessa, é exatamente esse tipo de raciocínio, subsistema por subsistema, que organizei na Trilha da Linguagem, com inscrições abertas até dia 10 de setembro. Quem entrar agora leva de bônus o curso Introdução à Apraxia de Fala na Infância, e dá pra parcelar em até 3x no cartão.

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Eu demorei pra decidir reabrir a Trilha da Linguagem, mas não teve jeito. Recebi tantas mensagens ao longo desses meses ...
04/08/2026

Eu demorei pra decidir reabrir a Trilha da Linguagem, mas não teve jeito.

Recebi tantas mensagens ao longo desses meses perguntando quando eu ia reabrir, e a maioria delas tinha a mesma frase no meio: "eu sei o que fazer na teoria, mas na hora do atendimento me perco".

A Trilha da Linguagem voltou, com inscrições abertas até dia 10 de setembro.
É um percurso estruturado pelos quatro subsistemas da linguagem infantil: semântico, morfossintático, fonológico e pragmático.

Em cada subsistema, você encontra de onde partir na avaliação, o que observar como bandeira vermelha, quais ferramentas usar em cada situação, como organizar os dados, como traduzir isso em linguagem clínica precisa e como fundamentar a decisão terapêutica.

Depois do dia 10/9, a Trilha fecha de novo, sem data prevista para retornar.

Quem entrar agora leva de bônus o curso Introdução à Apraxia de Fala na Infância.

E o melhor: Dá para parcelar em até 3x no cartão, tem certificado e eu sei que sua vida vai ficar mais clara depois da Trilha.

Link na bio.

27/07/2026

É nessa escuta que surgem detalhes que nenhum questionário consegue captar e que fazem toda a diferença na avaliação clínica.

Você também conduz suas anamneses assim ou ainda sente dificuldade em aprofundar essa conversa com as famílias?

Conte nos comentários. 💙

22/07/2026

"Atraso de linguagem" enquanto diagnóstico nunca me pareceu suficiente, porque essa expressão apenas descreve que a criança não está caminhando dentro do esperado para a idade cronológica, sem nos dizer em qual subsistema a alteração está concentrada nem qual é a relação entre eles.

Vocês ainda usam "atraso de linguagem" no laudo? Conta aqui como vocês têm registrado isso na prática de vocês.

Uma anamnese bem conduzida já começa a revelar o perfil de linguagem da criança antes de você aplicar qualquer instrumen...
15/07/2026

Uma anamnese bem conduzida já começa a revelar o perfil de linguagem da criança antes de você aplicar qualquer instrumento. O que a família observa em casa, nas condições em que a criança está mais relaxada e motivada, é um dado clínico que nenhum teste formal vai capturar.

Qual pergunta da anamnese você considera mais reveladora? Me conta aqui.

Morfossintaxe é o subsistema que mais gera dúvida entre 'variação normal' e 'bandeira clínica' porque a fronteira é flui...
13/07/2026

Morfossintaxe é o subsistema que mais gera dúvida entre 'variação normal' e 'bandeira clínica' porque a fronteira é fluida e depende de faixa etária, contexto e consistência. O que organiza esse raciocínio é saber o que perguntar para cada produção que você ouve.

06/07/2026

Você já cometeu algum erro na avaliação fonoaudiológica que te fez repensar sua prática?

Foi assim que percebi que meu maior erro era olhar cada subsistema da linguagem de forma isolada. Focava no vocabulário, na queixa da família, sem enxergar que a pragmática podia estar robusta mesmo com defasagem lexical. Sem esse mapa completo, o plano terapêutico não era eficiente, e nem eu nem a família via a evolução esperada.

Hoje entendo que olhar com lupa para um subsistema não basta. Precisamos ampliar o olhar para a relação entre eles, porque é isso que sustenta um raciocínio clínico que realmente evolui a criança.

Já passou por isso na sua prática? Conta aqui nos comentários.

Comunicar progresso para a família é uma habilidade clínica, não um detalhe administrativo. A forma como você descreve o...
01/07/2026

Comunicar progresso para a família é uma habilidade clínica, não um detalhe administrativo. A forma como você descreve o que mudou determina se a família vai sair da devolutiva com mais confiança no processo ou com mais dúvida sobre se vale continuar.

Miguel tinha tudo nos te**es. Era o tipo de caso que poderia ser encerrado com 'desenvolvimento dentro da normalidade' s...
29/06/2026

Miguel tinha tudo nos te**es. Era o tipo de caso que poderia ser encerrado com 'desenvolvimento dentro da normalidade' se a gente ficasse só nos números. O que salvou o raciocínio clínico ali foi a amostra de fala espontânea e a disposição de sentar com o desconforto de 'algo está errado e eu ainda não sei o que é'.

Esse incômodo clínico, quando a gente aprende a ouvir, é uma das ferramentas diagnósticas mais confiáveis que existem.

Caso clínico fictício.

Quem quer a trilha da linguagem de volta comenta EU!

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