Alessandra de Jesus

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Acolhendo histórias, fortalecendo vidas
📚 Especialização Depressão e Prevenção ao Suicídio
🤝 Aconselhamento para Líderes
Representante CGMEB/ Campinas-SP
🎓 Cursando Psicologia & Psicanálise
💬 Espaço seguro para diálogo, escuta ativa e orientação

01/06/2026

LEIA O TEXTO

Existe uma fantasia muito perigosa no ser humano moderno:
a de que caráter não volta.

As pessoas acreditam que podem usar, manipular, humilhar, abandonar, mentir, pisar, desrespeitar…
e depois seguir a vida como se o mundo fosse um corredor sem eco.

Mas a vida tem memória emocional.

Ela observa silenciosamente como você trata quem não pode te oferecer nada.
Como você responde quando alguém está vulnerável.
Como você age quando tem poder nas mãos.

Porque é muito fácil ser gentil quando se precisa de aprovação.
Difícil é sustentar humanidade quando se tem vantagem.

Tem gente que reclama da frieza que recebe hoje…
mas passou anos oferecendo ausência.
Tem gente que chama de “inveja” o afastamento dos outros…
quando, na verdade, passou a vida inteira transformando relações em disputa.
Tem gente que se sente abandonada…
depois de ter feito do afeto dos outros um depósito de conveniência.

E aqui está a parte mais dura:
a vida raramente pune de forma teatral.
Ela devolve de maneira simbólica.

Você despreza?
Depois não entende por que ninguém permanece.

Você manipula?
Depois começa a viver cercado de desconfiança.

Você mente?
Depois entra no desespero de nunca mais saber quem está sendo verdadeiro com você.

Freud explica, mas eu traduzo:
muita gente chama de azar aquilo que é apenas repetição da própria forma de existir.

A vida não é um tribunal moral.
Mas ela é um espelho extremamente sofisticado.

E, cedo ou tarde, quase todo mundo acaba morando emocionalmente dentro daquilo que construiu nos outros.

Andrea Vermont (escrito)

Hoje apresentamos o Seminário da Disciplina Medidas e Avaliação em Psicologia II falando sobre o BFP - Bateria Fatorial ...
20/05/2026

Hoje apresentamos o Seminário da Disciplina Medidas e Avaliação em Psicologia II falando sobre o BFP - Bateria Fatorial de Personalidade, foi um trabalho em equipe, muito aprendizado, crescimento, cada etapa exigiu estudo, diálogo, parceria, responsabilidade e reforçando o quanto a avaliação psicológica precisa ser feita com ética, cuidado e sensibilidade.

Gratidão à professora Andréia por propor uma atividade tão signif**ativa para a nossa formação e por nos incentivar a crescer, aprender e caminhar juntos

Seguimos construindo conhecimento, um passo de cada vez.


01/05/2026

Enquanto eu não discernir os ciclos, continuarei andando em círculos!

A Bíblia diz:
"Examinemos e coloquemos à prova os nossos caminhos, e voltemos para o Senhor.”
Lamentações 3:40

O deserto não é apenas um lugar geográfico,
é estado interno, é quando a vida insiste em repetir experiências porque algo em nós ainda não foi olhado com verdade.

Psicologicamente, ciclos que se repetem revelam *
conteúdos emocionais não elaborados, aquilo que não é conscientizado retorna , não como punição, mas como convite à maturidade.

Na abordagem humanista, Carl Rogers, nos ensina que a transformação acontece quando a pessoa assume uma postura honesta diante de si mesma. Enquanto projetamos no outro a causa das nossas dores, permanecemos presos ao passado. O crescimento começa quando o olhar deixa de ser acusatório e passa a ser responsável.

A Palavra confirma esse movimento interno:

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida."
(Provérbios 4:23)*

Guardar o coração não é evitar sentir, é cuidar da origem das escolhas!

Já , Viktor Frankl, na abordagem existencial, nos lembra que o ser humano só amadurece quando encontra "sentido", inclusive na dor. O deserto só se torna passagem quando entendemos *para que* estamos nele, e não apenas "por que"estamos sofrendo.

A Bíblia reforça:

“O meu povo perece por falta de conhecimento.”
(Oséias 4:6)*

Não é falta de fé, é falta de consciência!

Quando o olhar está excessivamente nas pessoas , no que fizeram, no que falharam, no que não corresponderam , a mente permanece num , locus de controle externo. E enquanto o poder está fora, a vida não avança.

A psicologia analítica de Carl Jung chama isso de "sombra" partes não reconhecidas de nós mesmos que insistem em se manifestar nas relações e nos conflitos. Aquilo que não integramos internamente, encontramos externamente.

E a Escritura ecoa essa verdade:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos.”
(Salmos 139:23)

Não há libertação sem autoexame, não há propósito sem responsabilidade emocional!

Já na abordagem cognitiva, **Aaron Beck** nos mostra que padrões de pensamento distorcidos sustentam ciclos de sofrimento. Mudar a vida exige mudar a forma de interpretar a realidade , e isso começa com consciência, porque quando a consciência desperta,
o ciclo se encerra, o propósito se revela, e o caminho, finalmente, se abre!



17/04/2026

Na Psicologia, aprendemos que julgar é mais fácil do que compreender, porque compreender exige maturidade emocional, empatia e disposição para olhar para dentro. Pessoas que tiram conclusões rápidas sobre o outro, sem considerar o que está por trás, geralmente estão tentando proteger algo frágil dentro de si.

A abordagem humanista, inspirada em Carl Rogers, nos lembra que todo ser humano precisa ser visto com aceitação, empatia e respeito. Quando essas necessidades emocionais não são atendidas, surgem relações marcadas por críticas, desvalorização e perda da admiração.

A falta de admiração em um relacionamento não aparece de repente. Ela se constrói aos poucos, quando:

sentimentos são invalidados;

não há escuta verdadeira;

o outro deixa de ser reconhecido como alguém em processo;

o diálogo dá lugar ao julgamento.

Segundo Donald Winnicott, vínculos saudáveis precisam ser um espaço emocional seguro. Quando esse espaço se rompe, a relação deixa de nutrir e começa a ferir.

É profundamente doloroso amar e não se sentir admirado, reconhecido ou valorizado. Essa dor não é exagero , é um sinal emocional legítimo. Querer mudar, mesmo cansado e triste, não é fraqueza; é consciência.

A imaturidade emocional aparece quando:

o outro é responsabilizado por tudo;

não há autorreflexão;

projeta-se no próximo aquilo que não se consegue enfrentar em si.

Crescer emocionalmente exige coragem. Coragem para olhar para dentro, rever padrões, reconhecer limites e entender que relacionamentos só amadurecem quando ambos estão dispostos a se transformar.

Cuidar do vínculo começa pelo cuidado consigo.

Onde há empatia, há possibilidade de restauração
Onde há reflexão, o julgamento perde força!

15/04/2026

A ligação entre mãe e filho começa antes de qualquer palavra. Começa no sentir. No toque, no jeito de olhar, na forma como a mãe segura, acalma, protege. É ali que o filho aprende, sem saber, se o mundo é um lugar seguro ou assustador.

Quando uma mãe acolhe o filho, ela não está apenas cuidando do corpo dele, está cuidando da alma. Cada vez que responde ao choro, que percebe o medo, que oferece colo, ela ensina: “você importa”. Isso f**a guardado dentro da criança como uma base para a vida inteira.

E essa relação não transforma só o filho. A mãe também muda. Ela aprende a amar de um jeito novo, muitas vezes se doa além do que imaginava ser capaz. No cuidado diário, mesmo no cansaço, ela cresce, amadurece, sente. Mãe e filho crescem juntos.

Não é sobre ser perfeita. Nenhuma mãe é. O que realmente constrói essa conexão é estar presente, mesmo com falhas. É errar e voltar, perder a paciência e depois acolher, cansar e ainda assim continuar.

Isso ensina ao filho algo muito bonito: que o amor não é ausência de erros, mas presença apesar deles.

Quando essa ligação é vivida com cuidado, o filho cresce sabendo que pode confiar, pedir ajuda, se expressar. Leva isso para a escola, para os relacionamentos, para a vida adulta. E quando essa conexão foi difícil ou marcada por dores, reconhecer isso também é um passo de cura , porque compreender a própria história ajuda a não repetir feridas.

No fundo, a relação entre mãe e filho nos lembra de algo muito humano: ninguém nasce pronto. A gente se constrói no encontro, no cuidado, no vínculo. É no colo, no afeto e na presença que o ser humano aprende a ser gente!

29/03/2026

Na Psicologia, aprendemos que nem todo comportamento que parece cuidado é, de fato, saudável. Muitas vezes, discursos revestidos de zelo espiritual podem estar atravessados por medo, ansiedade, necessidade de controle e insegurança emocional , ainda que de forma inconsciente.

Segundo a abordagem humanista, especialmente em Carl Rogers, relações que promovem crescimento emocional precisam ser marcadas por empatia, aceitação e congruência. Quando o cuidado gera culpa excessiva, medo espiritual ou dependência emocional, ele deixa de ser terapêutico e passa a ser adoecedor.

Na prática clínica, chamamos atenção para a espiritualização da culpa, quando a fé é usada como instrumento de pressão:

“Se você não fizer isso, Deus vai cobrar.”

Toda “cobrança” está aliada à colheita do que se planta!

Esse tipo de discurso fortalece um superego rígido, conceito da Psicanálise, que produz obediência por medo, não por convicção. O resultado costuma ser ansiedade, confusão interna e enfraquecimento da autonomia emocional.

Do ponto de vista do desenvolvimento emocional, Donald Winnicott nos ensina que ambientes saudáveis são aqueles que funcionam como ambientes suficientemente bons, onde a pessoa pode amadurecer sem ser esmagada por exigências irreais.

Espiritualmente falando, isso também é cuidado pastoral: respeitar processos, limites e fases da vida.

Quando a liderança espiritual passa a centralizar decisões, anular o discernimento pessoal ou criar medo de afastamento de Deus, entramos no campo da dependência emocional.

A Psicologia compreende que vínculos saudáveis fortalecem a identidade; vínculos adoecidos geram submissão, medo e perda do senso de si.

A fé saudável caminha junto com a responsabilidade consciente. Como aponta Viktor Frankl, o ser humano precisa encontrar sentido, não coerção. Onde há sentido, há escolha. Onde há coerção, há apenas sobrevivência emocional.

Jesus, em sua prática relacional, nunca conduziu pessoas pelo medo. Ele acolhia, perguntava, caminhava junto. Isso é profundamente coerente com a escuta terapêutica: o cuidado começa ouvindo, não impondo.

Por isso, é legítimo refletir:

Isso me aproxima de Deus com paz ou me prende pelo medo?

Isso fortalece minha consciência ou enfraquece minha autonomia emocional?

Isso gera vida ou ansiedade constante?

A fé que cura não silencia o coração, não anula a identidade e não exige adoecimento para provar fidelidade. Ela gera liberdade interior, amadurecimento emocional e responsabilidade espiritual.

Que como líderes e pastores, tenhamos coragem de alinhar zelo com empatia, verdade com saúde emocional e espiritualidade com maturidade psíquica.
Porque o Reino de Deus não se estabelece pelo controle, mas pelo amor que gera vida!

18/03/2026
18/03/2026

Reflexão:

Nem todo ambiente que fala, é um ambiente que escuta!

Ambientes tóxicos podem estar no trabalho, na família, na igreja ou em qualquer espaço relacional.
Eles não se definem pelo lugar, mas pelo padrão de comportamento que se repete.

Quando pessoas dizem tudo o que pensam “sem filtro”, acreditando que isso é sinceridade, muitas vezes estamos diante do que Carl Rogers já alertava:
sem empatia, aceitação e escuta genuína, o ambiente deixa de ser facilitador e passa a ser adoecedor.

A psicologia nos mostra que falar sem considerar o impacto emocional no outro não é autenticidade.
Como ensina Marshall Rosenberg, a forma como nos comunicamos pode construir pontes ou gerar violência relacional, mesmo sem intenção.

Quando a comunicação perde o cuidado, surgem espaços onde:

– sentimentos são invalidados
– o medo de errar se instala
– o silêncio vira mecanismo de proteção

Segundo os estudos sobre inteligência emocional de Daniel Goleman, ambientes saudáveis são aqueles que desenvolvem empatia, autoconsciência e autorregulação , não controle, humilhação ou imposição de verdades.

Ambientes saudáveis corrigem, mas não ferem.
Escutam, antes de reagir.
Estabelecem limites sem violência emocional.

Nomear o que machuca não é conflito.
É cuidado com a saúde emocional.

psi_alejesus

12/03/2026
12/03/2026



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