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Às vezes, uma vida parece carregar um peso sem explicação, como se existisse uma dor antiga tentando continuar através d...
28/05/2026

Às vezes, uma vida parece carregar um peso sem explicação, como se existisse uma dor antiga tentando continuar através de alguém.

Na visão sistêmica, isso pode ser chamado de emaranhamento sistêmico: quando uma pessoa, inconscientemente, passa a repetir destinos, emoções, exclusões ou dores de membros da família que vieram antes.
Em muitos artistas e figuras conhecidas, é possível perceber histórias marcadas por perdas, solidão, sofrimento emocional e sensação de não pertencimento.

Vincent van Gogh, por exemplo, recebeu o nome de um irmão que nasceu morto exatamente um ano antes dele. Cresceu visitando uma lápide com o próprio nome. Muitos estudiosos e terapeutas sistêmicos observam nessa história possíveis marcas profundas de identidade e pertencimento.

Já Salvador Dalí também nasceu após a morte de um irmão mais velho, que tinha o mesmo nome. Em sua autobiografia, relata que ouviu dos pais que era a “reencarnação” do irmão falecido. Uma criança que cresce tentando ocupar o lugar de outra pode carregar um peso invisível difícil de explicar racionalmente.

Na constelação familiar, olhamos para esses vínculos ocultos com muito respeito e profundidade e não para buscar culpados, mas para compreender o que talvez esteja sendo repetido sem consciência.

Muitas vezes, ansiedade, sensação de vazio, autossabotagem, tristeza profunda ou dificuldade de encontrar o próprio lugar podem ter raízes em histórias familiares não elaboradas.

Quando aquilo que foi excluído encontra reconhecimento, algo pode começar a se reorganizar internamente, cada um no seu lugar.

E, aos poucos, a pessoa deixa de viver a serviço de uma dor antiga… para finalmente viver a própria vida.

A constelação familiar é uma ferramenta muito eficaz para situações como essa. Para agendamento, whatsapp no link da bio.

Um carrossel de fotos mal tiradas de mais de 20 anos, de telas que não tenho mais, nem queiram saber o porquê.E tem algo...
22/05/2026

Um carrossel de fotos mal tiradas de mais de 20 anos, de telas que não tenho mais, nem queiram saber o porquê.

E tem algo muito simbólico em olhar para essas telas hoje. Todas foram pintadas numa tentativa última de expressar o indizível. Na época ainda não fazia terapia e essas eram as minhas ferramentas de sobrevivência: pintura e escrita.

Sempre muito apaixonada por artes, quando tive meu primeiro contato com as pinturas de Salvador Dalí, foi um grande alívio. Ali nas obras dele eu encontrava respostas para perguntas internas e hoje mais que nunca, compreendo as palavras que Nise da Silveira diz, "as palavras não alcançam  o inconsciente. As imagens sim."

Eu não só passei a buscar por suas obras, como também queria te-las...atravessa-las.

A persistência da memória, de Dalí, fala profundamente sobre o inconsciente. O relógio derretendo traz a relatividade do tempo cronológico. No inconsciente não existe tempo e nem espaço, por isso que algo vivido há muitos anos pode permanecer vivo, atual e presente nas relações, emoções e escolhas do hoje.

Aquilo que parece estranho, desconexo ou incoerente talvez seja justamente a linguagem do inconsciente tentando se mostrar. 

Nosso inconsciente não fala de forma lógica, mas sim através de sonhos, símbolos, imagens, sensações, arte e repetições.

Hoje percebo que, de alguma forma, minhas telas já contavam a história do rumo que eu tomaria na vida. Curioso isso né?

A arte, às vezes, sabe antes.

Um carrossel de fotos mal tiradas de mais de 20 anos, de telas que não tenho mais, nem queiram saber o porquê.E tem algo...
22/05/2026

Um carrossel de fotos mal tiradas de mais de 20 anos, de telas que não tenho mais, nem queiram saber o porquê.

E tem algo muito simbólico em olhar para essas telas hoje. Todas foram pintadas numa tentativa última de expressar o indizível. Na época ainda não fazia terapia e essas eram as minhas ferramentas de sobrevivência: pintura e escrita.

Sempre muito apaixonada por artes, quando tive meu primeiro contato com as pinturas de Salvador Dalí, foi um grande alívio. Ali nas obras dele eu encontrava respostas para perguntas internas e aí é bem como Nise da Silveira diz, "as palavras não alcançam o inconsciente. As imagens sim."

Eu não só passei a buscar por suas obras, como também queria te-las...atravessa-las.

A persistência da memória, de Dalí, fala profundamente sobre o inconsciente. O relógio derretendo traz a relatividade do tempo cronos. No inconsciente não existe tempo e nem espaço, por isso que algo vivido há muitos anos pode permanecer vivo, atual e presente nas relações, emoções e escolhas do hoje.

Aquilo que parece estranho, desconexo ou incoerente talvez seja justamente a linguagem do inconsciente tentando se mostrar. 

Nosso inconsciente não fala de forma lógica, mas sim através de sonhos, símbolos, imagens, sensações, arte e repetições.

Hoje percebo que, de alguma forma, minhas telas já contavam a história da mulher que eu me tornaria. Curioso isso né?

A arte, às vezes, sabe antes. 

Imagens de acervo pessoal.

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Campinas, SP

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