29/05/2023
Em todo o Brasil, nos últimos dias, estamos observando uma alta expressiva de quadros respiratórios, em manifestações mais graves, nos hospitais e consultórios. Entre eles um dos mais comuns é a bronquiolite.
A bronquiolite é uma doença respiratória comum em bebês e crianças pequenas. É geralmente causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), mas também pode ser causada por outros vírus como influenza, rinovírus, parainfluenza, adenovírus e outros. O VSR é altamente contagioso e se espalha facilmente através do contato direto com secreções respiratórias ou objetos contaminados.
A bronquiolite ocorre quando as vias aéreas menores nos pulmões, chamadas bronquíolos, ficam inflamadas e obstruídas. Os sintomas iniciais podem se assemelhar a um resfriado comum, como nariz escorrendo, espirros, tosse leve e febre baixa. À medida que a doença progride, os sintomas podem piorar e incluir respiração rápida e difícil, chiado no peito, falta de apetite e irritabilidade. O pico de piora dos sintomas é por volta do 5º dia.
A bronquiolite é especialmente preocupante em menores de 6 meses de idade, prematuros ou com condições médicas como doenças cardíacas ou pulmonares. Esses têm maior risco de complicações ou dificuldade respiratória grave, e podem precisar de internação hospitalar.
Ainda não existe uma vacina para prevenção do VSR e, mesmo após ser infectada, a criança não adquire imunidade permanente. Ou seja: se ela entrar em contato com o vírus novamente, pode desenvolver a doença mais uma vez.
Para prevenir a bronquiolite e sua disseminação é importante cuidar da higiene das mãos, lavá-las regularmente e higienizá-las com álcool 70%, evitar o contato próximo com pessoas resfriadas, evitar aglomerações, manter as vacinas em dia e manter o acompanhamento pediátrico de rotina.
O tratamento é principalmente de suporte, o que significa que visa aliviar os sintomas e garantir que a criança esteja confortável. Isso inclui manter a hidratação adequada, garantir o repouso, usar soro fisiológico para limpar as vias aéreas e administrar medicamentos para aliviar a febre ou a dor, conforme indicado pelo médico.
Com amor,
Dra Letícia Moro.
CRM 174232/RQE 87157