Dra. Fernanda Proa

Dra. Fernanda Proa Sobre o amor que está no ínterim. Sobre a Vida, para além de todas as coisas!

Cuidar da mente também é parte do tratamento.🤍 A forma como você dorme, come, respira, reage, se organiza e atravessa os...
01/05/2026

Cuidar da mente também é parte do tratamento.🤍

A forma como você dorme, come, respira, reage, se organiza e atravessa os dias reflete na sua saúde mental.

Receber um diagnóstico e atravessar todos os cuidados que ele exige pode trazer um peso importante para a mente. Por isso, saúde não se limita ao tratamento da doença, mas envolve também sustentar a pessoa em sua totalidade.

Pequenos hábitos, quando mantidos com constância, ajudam a criar mais estabilidade emocional e física ao longo do tratamento.

Não se trata de fazer tudo ao mesmo tempo, mas de construir um cuidado possível, real e gentil com a própria rotina.

Nas imagens, deixo algumas dicas que podem ajudar nesse processo.🤗

Dra. Fernanda Proa

Oncologista
Medicina do Estilo de Vida
Survivorship
Cuidados Paliativos
CRM151-882
📍Espaço Núr
☎ (19) 99976-6489

Em meio à urgência pela cura, muitos pacientes entram em uma lógica de resistência: “eu preciso aguentar”. Aguentam o ca...
28/04/2026

Em meio à urgência pela cura, muitos pacientes entram em uma lógica de resistência: “eu preciso aguentar”.

Aguentam o cansaço excessivo, náuseas, dores, desconfortos, alterações no sono, falta de apetite, ansiedade.

Aguentam sintomas que, aos poucos, passam a ser vistos como “normais” dentro do tratamento e, por isso, muitas vezes deixam de ser compartilhados.⚠️

Mas existe algo importante que todo paciente precisa lembrar: sentir desconforto não é algo que precisa ser enfrentado em silêncio.

Na oncologia, acompanhar como o tratamento está sendo vivido é tão importante quanto acompanhar como ele está agindo no organismo.

Porque cada efeito colateral, cada sintoma e cada mudança no bem-estar contam uma parte importante dessa jornada e merecem atenção, cuidado e acolhimento.

Nem sempre o objetivo é apenas tratar a doença, é também cuidar de quem está vivendo o tratamento. Tornar o caminho mais leve quando possível, ajustar rotas, oferecer suporte e promover qualidade de vida.

Conforto também é tratamento e falar sobre o que você sente não atrasa a sua jornada, pelo contrário, ajuda a torná-la mais humana, mais segura e mais cuidadosa.

Cuidar também é escutar, e, acima de tudo, fazer com que ninguém precise atravessar esse processo suportando mais do que deveria. 🤚🏼

Dra. Fernanda Proa
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📍Radium Instituto Oncologia
☎ (19) 3753 4100

Cada diagnóstico carrega mais do que um nome técnico ou um código em prontuário.  Ele é, antes de tudo, um ponto de enco...
25/04/2026

Cada diagnóstico carrega mais do que um nome técnico ou um código em prontuário.

Ele é, antes de tudo, um ponto de encontro entre ciência e trajetória de vida, onde há uma história que começa a ser narrada, e outra que já vinha sendo escrita, com nuances, sinais e silêncios que, muitas vezes, só ganham sentido retrospectivamente.

Quando falamos em diagnóstico, não nos referimos apenas à identificação de uma condição clínica. Falamos também de um marco: um instante que reorganiza prioridades, redefine percepções e convida a uma escuta mais atenta de si.

É um capítulo que pede cuidado, não apenas no corpo, mas na forma como cada pessoa elabora o que lhe acontece.

Por isso, olhar para o diagnóstico é reconhecer sua dupla dimensão, ele orienta condutas médicas, fundamenta decisões terapêuticas, mas também atravessa emoções, vínculos e projetos.

Nenhuma história é igual à outra e é justamente nessa singularidade que reside a importância de um acompanhamento que respeite contextos, tempos e escolhas.

Se há algo que a prática oncológica nos ensina diariamente, é que tratar vai além de intervir, é acompanhar, esclarecer, sustentar.

Com rigor técnico, sim, mas também com presença genuína, porque, no fim, cada diagnóstico não encerra uma história, ele inaugura novas possibilidades de compreendê-la e conduzi-la.

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O diagnóstico pode representar um ponto de ruptura na forma como a mulher passa a enxergar a própria vida. Antes mesmo d...
16/04/2026

O diagnóstico pode representar um ponto de ruptura na forma como a mulher passa a enxergar a própria vida.

Antes mesmo de qualquer tratamento, existe um impacto emocional importante, que já modifica percepções, rotina e a forma de se projetar no futuro.

Esse momento pode gerar sofrimento psicológico significativo, e precisa ser reconhecido como parte central do cuidado, pois a mulher pode se deixar definir pelo seu diagnóstico e se esquecer de quem é.

Por isso, mais do que falar da doença, é fundamental olhar para quem a recebe: a mulher que existe antes, durante e além do diagnóstico. E é sobre isso que falei nas imagens, confira e compartilhe esse cuidado.

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Vivemos um tempo em que parece que o valor de alguém está diretamente ligado ao quanto se entrega, se mantém ativo, se s...
14/04/2026

Vivemos um tempo em que parece que o valor de alguém está diretamente ligado ao quanto se entrega, se mantém ativo, se sustenta em movimento constante.

Nesse cenário, adoecer parece quase um desvio de rota e, injustamente, muitas vezes é interpretado como fragilidade, desistência ou perda de valor. Mas não é.‼️

Não somos máquinas, não operamos em linha de produção, não há linearidade possível quando se fala de corpo, de mente, de vida.

Há dias de presença intensa e outros de silêncio necessário e recolhimento, e isso não diminui ninguém, apenas revela a complexidade do que é ser humano.

A doença não é falta de esforço, não é ausência de mérito, não é entrega menor.

É vida em outro ritmo.⚠️

Talvez o ponto mais urgente do nosso tempo seja esse: recuperar a noção de humanidade que não cabe na lógica da performance.

Você não precisa corresponder a uma ideia de constância, precisa apenas existir no tempo possível de hoje.🤍

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No consultório, eu observo que grande parte do medo relacionado ao câncer não vem apenas do diagnóstico, mas da forma co...
09/04/2026

No consultório, eu observo que grande parte do medo relacionado ao câncer não vem apenas do diagnóstico, mas da forma como ele é interpretado.

Informações fragmentadas, relatos de terceiros e conteúdos genéricos criam uma narrativa que nem sempre corresponde à realidade individual do paciente.

É comum que, diante de uma suspeita ou confirmação, surjam comparações: “aconteceu assim com alguém que eu conheço”, mas na prática clínica, cada caso é único, o câncer não é uma doença única, e sim um conjunto de condições com comportamentos, respostas e prognósticos distintos.

Por isso, buscar respostas fora do contexto médico pode gerar interpretações equivocadas e aumentar a ansiedade, e informação sem direcionamento não acolhe, confunde.

Levar dúvidas (quaisquer que sejam, mesmo aquelas que o paciente considera simples) ao médico é parte essencial do cuidado, é nesse espaço que as informações são organizadas, contextualizadas e transformadas em estratégia.

Perguntar, esclarecer e compreender não apenas reduz o medo, mas permite decisões mais seguras e conscientes.

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Meu dia começa cedo, muitas vezes dentro do hospital. Eu adoro hospital. Adoro enxergar a vida que acontece entre uma picada de agulha e outra. 

08/04/2026

Receber um diagnóstico, aguardar um resultado, iniciar ou dar continuidade a um tratamento, são processos que não atingem apenas o corpo, mas também os sentimentos, os pensamentos e a forma como cada pessoa se percebe no mundo.

Por isso, mais do que interpretar exames, é essencial escutar histórias, que mostram que cada detalhe importa: as dúvidas que às vezes não são ditas, os medos que se insinuam nas entrelinhas, as expectativas que silenciosamente acompanham cada consulta.

O diálogo, nesse contexto, não é apenas uma troca de informações, mas sim um espaço de acolhimento, de construção conjunta e de cuidado genuíno.

É onde o conhecimento técnico encontra a sensibilidade, e onde o paciente deixa de ser um caso para ser, de fato, alguém em sua totalidade.

Se você está atravessando esse caminho, permita-se perguntar, expressar, compartilhar.

E, a nós profissionais, que jamais nos falte escuta, presença e delicadeza para sustentar cada história com o respeito que ela merece.

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Cânceres de mama, colo do útero, ovário e endométrio, seguem entre as principais causas de adoecimento e mortalidade em ...
02/04/2026

Cânceres de mama, colo do útero, ovário e endométrio, seguem entre as principais causas de adoecimento e mortalidade em mulheres.

Ainda assim, a ciência é consistente em um ponto: o diagnóstico precoce modifica significativamente o prognóstico.⚠️

Por isso, hoje reforço a importância de observar o corpo e reconhecer sinais decisivos para o diagnóstico precoce e melhores resultados no tratamento.

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Quando o outono chega e uma árvore perde suas folhas, algo muda, mas a vida não para. As raízes seguem absorvendo, o tro...
31/03/2026

Quando o outono chega e uma árvore perde suas folhas, algo muda, mas a vida não para.

As raízes seguem absorvendo, o tronco sustenta, os processos continuam acontecendo, mesmo que não sejam visíveis.

Durante um tratamento, pode surgir essa sensação:

Como se tudo tivesse diminuído, desacelerado, entrado em espera.

Mas receber um diagnóstico não coloca a vida em pausa.

Assim como a árvore atravessa esse ciclo sabendo que uma nova fase virá de crescimento, de renovação, de florescimento, você também está em um processo de cuidado, fortalecimento e reconstrução.

E esse processo não é um intervalo da vida, é parte dela.

Por isso, não precisa esperar, porque viver não é apenas quando tudo está perfeito.

Existe vida durante o tratamento, e ela deve ser vivida!

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Se eu te perguntar o que é coragem, aposto que você me daria respostas bem diferentes daquilo que eu vejo todos os dias ...
24/03/2026

Se eu te perguntar o que é coragem, aposto que você me daria respostas bem diferentes daquilo que eu vejo todos os dias no consultório.

Muitas vezes, caracterizamos a coragem como força, firmeza, ausência de medo, mas ela pode ser sustentada de outra maneira.

A coragem que eu vejo não aparece pronta:

Ela está no olhar que carrega medo, mas não desvia.
No corpo cansado que, ainda assim, comparece.
Na pessoa que chora, e continua.

A vivência com pacientes oncológicos me ensina que coragem não é um estado emocional contínuo, é uma atitude, uma decisão que se repete, mesmo quando não há força aparente.

Seguir com o tratamento, comparecer, sustentar o processo, permitir-se ser cuidado, tudo isso exige uma coragem que não é definida, mas transforma profundamente.

É uma coragem que não nega o medo, mas caminha com ele.

Como médica, eu aprendo todos os dias que ser forte não é não sentir, é continuar, mesmo sentindo. 💪🏼

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A palavra paliar vem do latim pallium, que significa “manto”: aquele que protege, acolhe e ampara diante da tempestade. ...
20/03/2026

A palavra paliar vem do latim pallium, que significa “manto”: aquele que protege, acolhe e ampara diante da tempestade.

E é exatamente isso que os cuidados paliativos fazem: envolvem o paciente com cuidado, abordam o sofrimento humanos em todas as suas esferas, com dignidade e presença, mesmo nos momentos mais desafiadores.

Ainda existe um equívoco recorrente de que cuidados paliativos significam que “não há mais o que fazer”. Na prática, é exatamente o contrário, há muito a ser cuidado sempre.

Os cuidados paliativos começam desde o diagnóstico de doenças graves e caminham junto ao tratamento, com um objetivo central: aliviar o sofrimento e preservar a qualidade de vida, em suas dimensões física, emocional, social e espiritual.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa abordagem melhora de forma consistente o bem-estar de pacientes e familiares.

E a meta-análise “Impacto dos cuidados paliativos na qualidade de vida em pacientes com câncer avançado: uma meta-análise de ensaios clínicos randomizados”, que reuniu 25 estudos clínicos com mais de 5.000 pacientes, demonstrou melhora significativa na qualidade de vida, já nos primeiros meses de acompanhamento.

Essas informações reforçam que tratar apenas a doença é limitado, mas cuidar da pessoa é transformador.

Cuidado paliativo não é sobre o fim, é sobre como se vive, com qualidade, dignidade e sentido, em cada etapa da jornada.

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Este conteúdo apresenta dados da seguinte referência científica: Fatemeh Hoomani Majdabadi et al. Eur J Cancer Care (Engl). 2022 Nov.

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