Dra. Ana Paula Melro

Dra. Ana Paula Melro Cirurgiã Pediátrica. Cirurgias Eletivas e Urgências em recém-nascidos, bebês, crianças e adolescentes

29/07/2026

Por trás de cada cirurgia pediátrica, existe muito cuidado.

Antes de um procedimento começar, há uma equipe preparada, planejamento, técnica, atenção aos detalhes e, principalmente, respeito pela criança e pela família.

Na Cirurgia Pediátrica, cada caso exige um olhar individualizado: entender a história, avaliar os exames, conversar com os responsáveis e escolher a melhor conduta com segurança.

O centro cirúrgico é um ambiente de muita responsabilidade — e também de muito compromisso com o bem-estar da criança.

Mais do que realizar uma cirurgia, o objetivo é cuidar com técnica, conhecimento, acolhimento e humanidade.

Porque quando uma criança precisa de tratamento cirúrgico, a família também precisa se sentir orientada, segura e amparada.

Informação, confiança e cuidado caminham juntos.

Dra. Ana Paula Melro | Cirurgiã e Urologista Pediátrica
CRM 82303 | draanapaulamelro.com.br

Alguns diagnósticos assustam pelo nome. Mas entender o que eles significam já traz mais tranquilidade.A hipospádia é uma...
23/07/2026

Alguns diagnósticos assustam pelo nome. Mas entender o que eles significam já traz mais tranquilidade.

A hipospádia é uma alteração congênita em que a abertura por onde sai a urina, meato uretral, não está exatamente na ponta do p***s.

Ela pode estar um pouco abaixo da glande, no corpo do p***s ou, em casos mais complexos, mais próxima da bolsa escrotal.

Além da posição anômala do meato uretral, algumas crianças também podem apresentar:

• curvatura do p***s;
• prepúcio formado de maneira incompleta;
• alteração no direcionamento do jato urinário.

Na maioria das vezes, o bebê não sente dor por causa da hipospádia e consegue urinar normalmente.

Mas isso não significa que o quadro deva ser ignorado.

A avaliação com especialista é importante para entender o tipo de hipospádia, a presença ou não de curvatura pe***na a posição da abertura uretra e a necessidade de tratamento.

Nem todos os casos precisam de cirurgia. Quando indicada, a correção costuma ser planejada de acordo com o tipo de hipospadia distal ou proximal, visando o posicionamento adequado do meato uretral e os aspectos funcional e estético do p***s.

Um ponto importante: quando há suspeita de hipospádia, geralmente recomenda-se evitar circuncisão antes da avaliação especializada, pois a pele do prepúcio dorsal pode ser útil no planejamento cirúrgico e reconstrução da uretra.

Com informação clara e acompanhamento adequado, a família consegue tomar decisões com mais segurança e tranquilidade.

Se o seu bebê recebeu esse diagnóstico, procure avaliação com especialista em Urologia Pediátrica para entender o caso com calma e segurança.

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“Meu bebê está com o rim dilatado no ultrassom. E agora?”Essa é uma dúvida muito comum entre gestantes e pais, e uma das...
21/07/2026

“Meu bebê está com o rim dilatado no ultrassom. E agora?”

Essa é uma dúvida muito comum entre gestantes e pais, e uma das causas possíveis é o megaureter obstrutivo.

Para entender de forma simples: o ureter é o canal que leva a urina do rim até a bexiga.

Quando esse canal está mais dilatado do que o esperado, chamamos de megaureter.

Em alguns casos, essa dilatação acontece porque existe uma dificuldade na passagem da urina na parte final do ureter, próximo a bexiga. O segmento distal do ureter apresenta alterações musculares junto a bexiga constituindo um segmento adnâmico. Nestes casos temos megaureter obstrutivo primário.

Mas atenção: receber esse diagnóstico não significa, automaticamente, que a criança precisará de cirurgia.

Muitos bebês podem ser acompanhados com exames periódicos, observando:

• grau de dilatação do ureter e pelve renal;
• função renal (cintilografia renal);
• presença ou não de infecções urinárias;
• evolução ao longo do crescimento, pois pode ocorrer melhora espontânea.

A cirurgia pode ser considerada quando existe piora progressiva, infecções de repetição, obstrução importante ou risco para a função renal.
Em casos selecionados podemos utilizar o tratamento endoscópico com balão dilatador proporcionando um tratamento minimamente invasivo.

O mais importante é o acompanhamento com avaliação clínica e exames seriados.

Com avaliação especializada em Cirurgia e Urologia Pediátrica, é possível entender a gravidade do caso e definir o melhor cuidado para proteger o rim da criança.

Informação clara traz mais segurança para a família.

Dra. Ana Paula Melro | Cirurgiã e Urologista Pediátrica
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Você já ouviu falar em uma malformação em que o pâncreas pode “abraçar” uma parte do intestino?Esse é o chamado pâncreas...
16/07/2026

Você já ouviu falar em uma malformação em que o pâncreas pode “abraçar” uma parte do intestino?

Esse é o chamado pâncreas anular.

Apesar do nome diferente, a explicação pode ser simples: durante a formação do bebê, uma parte do pâncreas (cabeça) pode se desenvolver ao redor do duodeno, que é a primeira parte do intestino delgado.

O pâncreas anular é um a condição rara e ocorre quando um anel de tecido pancreático envolve o duodeno. Trata-se de uma condição congênita (presente desde o nascimento) que pode não causar sintomas.

Em alguns casos, esse “anel” pode apertar o duodeno e dificultar a passagem do leite ou dos alimentos.

Nos recém nascidos, os sinais podem incluir:
• dificuldade para mamar;
• vômitos frequentes geralmente biliosos (esverdeados)
• barriga distendida;
• dificuldade na progressão da alimentação;
• sinais de obstrução intestinal.

Mas é importante lembrar: cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Nem todo pâncreas anular causa sintomas importantes ao nascimento.

ATENÇÃO !
O diagnóstico do pâncreas anular pode ser suspeitado no período gestacional, através da ultrassonografia obstétrica onde identifica a dilatação do duodeno e sinal da dupla bolha.
Portanto ao nascimento é mandatório progredir a investigação com radiografia simples do abdome e radiografia contrastada do esôfago- estomago e duodeno.

Quando existe obstrução do duodeno, o tratamento cirúrgico é necessário para permitir que o alimento siga seu caminho pelo intestino de forma adequada.

Em lactentes e crianças maiores, o pâncreas anular pode provocar vômitos frequentes, baixo ganho pondero estatural e ausência de melhora com tratamento clinico.

O mais importante é que a família não enfrente esse diagnóstico sozinha.

Com avaliação especializada, exames adequados e acompanhamento cuidadoso, é possível entender o quadro e definir o melhor tratamento para a criança.
Informação clara e precisa também faz parte do cuidado.

Dra. Ana Paula Melro | Cirurgia e Urologia Pediátrica
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Seu filho passa horas sem ir ao banheiro, mesmo depois de tomar bastante líquido?Esse comportamento é mais comum do que ...
24/06/2026

Seu filho passa horas sem ir ao banheiro, mesmo depois de tomar bastante líquido?

Esse comportamento é mais comum do que parece e tem nome: disfunção miccional. A criança aprende a adiar a micção por medo de sentir dor, por distração ou por ansiedade em relação ao banheiro. Com o tempo, esse padrão pode trazer consequências reais para a saúde urinária.

Fique atento a esses sinais:
▫️ Cruzar as pernas ou fazer movimentos para adiar a ida ao banheiro
▫️ Urinar menos de 3 vezes ao dia
▫️ Jato urinário fraco ou interrompido
▫️ Pequenos escapes de urina na roupa
▫️ Dor abdominal baixa recorrente
▫️ Infecções urinárias de repetição

Quanto antes esse padrão for identificado, mais fácil e eficaz é o tratamento — que começa por hábitos simples como horários regulares, hidratação adequada e postura correta no banheiro.

Quando os sinais persistem, a avaliação com o urologista pediátrico define a causa e o caminho certo para cada caso.

Cuidar da saúde urinária do seu filho desde cedo é cuidar da qualidade de vida dele a longo prazo.

Dra. Ana Paula Melro | Cirurgiã e Urologista Pediátrica CRM 82303 | Campinas/SP draanapaulamelro.com.br

Fonte: SBP — Disfunção Vesical e Intestinal (2023) · ICCS — International Children's Continence Society

Existem mensagens que aquecem o coração e reforçam o propósito do nosso trabalho. 💙Semana passada recebi de uma amiga o ...
22/06/2026

Existem mensagens que aquecem o coração e reforçam o propósito do nosso trabalho. 💙

Semana passada recebi de uma amiga o print de uma conversa em um grupo de WhatsApp. Uma mãe buscava indicação para o tratamento do seu bebê e, espontaneamente, meu nome foi lembrado e recomendado.

Mais do que uma indicação, esse tipo de reconhecimento representa algo muito valioso: a confiança das famílias e das pessoas que acompanham meu trabalho.

Ser lembrada quando uma criança precisa de cuidado é uma responsabilidade que recebo com gratidão, carinho e compromisso.

Cada consulta, cada orientação e cada cirurgia são realizadas com o objetivo de oferecer um atendimento humano, individualizado e baseado nas melhores evidências científicas.

Agradeço a todas as famílias, colegas e amigos que confiam no meu trabalho e ajudam a levar informação e cuidado a quem precisa.

Vocês fazem parte dessa história.

Muito obrigada pela confiança!

Pneumonia de repetição no mesmo lado? Criança que cansa rápido? Raio-X com diafragma elevado?Pode ser eventração diafrag...
19/06/2026

Pneumonia de repetição no mesmo lado? Criança que cansa rápido? Raio-X com diafragma elevado?

Pode ser eventração diafragmática e tem tratamento.

A eventração diafragmática é uma condição em que o diafragma existe, mas não funciona como deveria. O músculo está presente, porém anormalmente fino, fraco ou paralisado, permanecendo elevado de forma crônica.

Diferente da hérnia diafragmática congênita, não há uma abertura no diafragma. Os órgãos continuam no abdome. Mas o pulmão do lado afetado não tem espaço para se expandir adequadamente e isso pode causar consequências respiratórias reais (atelectasia, pneumonias)

▫️ Pode ser congênita (presente desde o nascimento) ou adquirida após lesão do nervo frênico
▫️ Em recém-nascidos: dificuldade respiratória, taquipneia, infecções de repetição
▫️ Em crianças maiores: intolerância ao exercício, dispneia aos esforços ou achado incidental no raio-X
▫️ Casos leves e assintomáticos podem ser acompanhados sem cirurgia
A cirurgia está indicada quando há sintomas respiratórios persistentes, hipoplasia pulmonar confirmada, infecções de repetição no mesmo lado ou diafragma elevado mais de 2 espaços intercostais no exame de imagem.

O procedimento chama-se plicatura do diafragma: o cirurgião pediátrico "dobra", sutura e fixa o músculo na posição correta, devolvendo espaço ao pulmão. Pode ser feito por toracotomia convencional ou videotoracoscopia.

Se o pediatra identificou uma alteração no diafragma no raio-X, a avaliação com o cirurgião pediátrico define o próximo passo.

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Fonte: UpToDate — Diaphragmatic Eventration in Children · Ashcraft Pediatric Surgery, 6ª ed.

Cirurgião pediátrico não é um cirurgião geral que opera crianças. É uma especialidade própria, com formação exclusiva vo...
16/06/2026

Cirurgião pediátrico não é um cirurgião geral que opera crianças. É uma especialidade própria, com formação exclusiva voltada ao corpo em desenvolvimento, da anatomia ao comportamento fisiológico de cada fase da infância.

Crianças não respondem à cirurgia como adultos. Seus órgãos são menores, seus tecidos ainda estão em formação, e sua recuperação segue lógicas completamente diferentes. Por isso existe um especialista treinado especificamente para isso.

O cirurgião pediátrico trata:
▫️ Hérnias inguinal e umbilical
▫️ Fimose patológica e doenças do prepúcio
▫️ Criptorquidia, testículo que não desceu ao escroto
▫️ Malformações congênitas do trato digestivo ( atresias intestinais) , urinário e respiratório, defeitos de parede abdominal complexas ( gastrosquise e onfalocele )
▫️ Apendicite e urgências abdominais ( invaginação intestinal )
▫️ Doenças urológicas, refluxo, hidronefrose, hipospádia, disfunção miccional

Quando o pediatra identifica algo que precisa de avaliação cirúrgica, ele encaminha para o cirurgião pediátrico. E o timing desse encaminhamento importa muito.

Avaliação precoce evita cirurgia de urgência. E cirurgia de urgência em criança é sempre o cenário que queremos evitar.

Se você tem dúvidas sobre alguma condição do seu filho que possa precisar de avaliação cirúrgica, estou aqui para orientar com clareza e cuidado.

Salve este post e compartilhe com pais que ainda não conhecem essa especialidade.

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Fonte: CIPE — Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica · CFM Resolução 2.330/2023

1 em cada 3.000 bebês nasce com um defeito no diafragma e isso muda tudo no momento do parto.A hérnia diafragmática cong...
12/06/2026

1 em cada 3.000 bebês nasce com um defeito no diafragma e isso muda tudo no momento do parto.

A hérnia diafragmática congênita (HDC) é uma malformação em que o diafragma, o músculo que separa o tórax do abdome, não se fecha completamente durante a gestação.

Essa abertura permite que órgãos abdominais, estômago, intestinos e fígado, migrem para dentro do tórax e comprimam o pulmão durante o desenvolvimento. O resultado é um pulmão subdesenvolvido (hipoplasia pulmonar) e uma crise respiratória grave já nos primeiros minutos de vida.

▫️ O diagnóstico geralmente acontece na ecografia morfológica, entre 18 e 24 semanas de gestação
▫️ O bebê nasce e será encaminhado para UTI neonatal, intubação e estabilização antes de qualquer cirurgia
▫️ A cirurgia só é realizada quando a criança está estável: em geral, 24 a 72h após o nascimento
▫️ O cirurgião pediátrico reposiciona os órgãos e fecha o diafragma por videolaparoscopia ou cirurgia aberta

O timing não é escolha: é protocolo. Operar antes da estabilização aumenta o risco. Esperar demais também.

Para as famílias que recebem esse diagnóstico no pré-natal: o acompanhamento em centro especializado desde a gestação faz diferença real nos resultados. Não espere o nascimento para buscar referências.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) · UpToDate — Congenital Diaphragmatic Hernia

Ao nascer, quase todos os meninos têm o prepúcio aderido à glande e isso é completamente normal. É a chamada fimose fisi...
09/06/2026

Ao nascer, quase todos os meninos têm o prepúcio aderido à glande e isso é completamente normal. É a chamada fimose fisiológica, que regride espontaneamente com o crescimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, cerca de 90% dos casos se resolvem naturalmente até os 4 anos de idade.

O problema surge quando a fimose persiste com sinais de fibrose, inflamação crônica ou complicações, aí estamos diante da fimose patológica, que não regride sem tratamento.

A avaliação com o urologista pediátrico está indicada quando há:

▫️ Dificuldade ou dor ao urinar, jato fino, choro ao urinar
▫️ Balanopostite de repetição, inflamação ou infecção recorrente do prepúcio
▫️ Infecções urinárias de repetição, especialmente em meninos menores de 1 ano
▫️ Dificuldade de higiene com acúmulo de sm**ma e inflamação
▫️ Anel fibrosado com coloração esbranquiçada que não cede, fimose patológica confirmada
▫️ Adolescente com prepúcio não retrátil sem perspectiva de melhora espontânea

Quando a cirurgia está indicada, o procedimento realizado é a postectomia, a retirada parcial ou total do prepúcio, feita sob anestesia geral, em ambiente cirúrgico adequado. A técnica é definida caso a caso: plastia do prepúcio ou circuncisão radical. Na maioria das vezes, a criança recebe alta no mesmo dia.

No pós-operatório, os cuidados essenciais são higiene local cuidadosa, uso correto dos medicamentos prescritos e repouso das atividades físicas durante a cicatrização, com retorno ambulatorial para acompanhamento.

Cada criança é avaliada individualmente. Não existe protocolo único, existe o caso do seu filho.

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Dra. Ana Paula Melro | Cirurgiã e Urologista Pediátrica
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Fonte: SBP — Fimose: Tratamento Clínico x Tratamento Cirúrgico (2023)

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