25/08/2026
🧠 Vitamina D melhora a função cognitiva?
Um estudo da Emory University avaliou 54 adultos com distúrbios do sono e comprometimento cognitivo leve — duas condições que podem aparecer antes da demência.
Os participantes que relataram consumir pelo menos 5.000 UI de vitamina D por dia apresentaram, em média, 3,78 pontos a mais no teste MoCA do que aqueles que não utilizavam o suplemento. Isso representa uma diferença de aproximadamente 13% na avaliação de memória, atenção, linguagem e outras funções cognitivas.
Doses menores não apresentaram a mesma associação.
Por que isso é interessante?
O comprometimento cognitivo leve representa uma fase intermediária entre o envelhecimento cognitivo esperado e a demência. Essa pode ser uma importante janela de oportunidade para identificar fatores modificáveis e preservar a saúde cerebral.
Além disso, a vitamina D participa do funcionamento muscular e nervoso e pode influenciar o sono e o ciclo sono-vigília. Sono ruim e declínio cognitivo mantêm uma relação de mão dupla: alterações do sono podem prejudicar o cérebro, enquanto doenças neurodegenerativas também podem comprometer o sono.
⚠️ Mas atenção: o estudo é preliminar, transversal e incluiu apenas 54 participantes. Portanto, os resultados mostram uma associação — não provam que doses elevadas previnam ou tratem demência.
Antes de suplementar, é importante considerar exames, alimentação, exposição solar, função renal, medicamentos e necessidades individuais.
Vitamina D pode ser uma peça importante, mas saúde cerebral não depende de um único suplemento. Sono adequado, atividade física, controle metabólico, alimentação, convívio social e estímulo cognitivo continuam fundamentais.
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