Dr. Rafael Quintes D. Gomes - Psiquiatra

Dr. Rafael Quintes D. Gomes - Psiquiatra Médico Psiquiatra CRMSP 169787 RQE 71951 Maiores informações em gomespsiquiatria.com
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Possui graduação em Medicina e residência médica em Psiquiatria pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Atuação em Psiquiatria Clínica.

16/04/2026

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Estimulantes costumam ser primeira linha no tratamento do TDAH.

Mas existem situações clínicas em que atomoxetina pode ser uma estratégia farmacológica mais adequada:

1️⃣ História de abuso de substâncias

2️⃣ Ansiedade significativa associada

3️⃣ Intolerância a estimulantes

4️⃣ Preferência por tratamento não estimulante

5️⃣ Sintomas persistentes ao longo do dia e da noite

Como inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina, atomoxetina possui um mecanismo diferente dos estimulantes tradicionais.

Na prática clínica, a escolha muitas vezes depende de um fator central:

👉 perfil de risco e comorbidades do paciente.



Dr. Rafael Gomes
Psiquiatra e professor

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15/04/2026

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Metilfenidato costuma ser uma escolha inicial comum no tratamento do TDAH.

Mas existem cenários clínicos em que lisdexanfetamina pode oferecer algumas vantagens farmacológicas:

1️⃣ Necessidade de cobertura mais prolongada ao longo do dia

2️⃣ Pacientes com resposta curta ou flutuações com metilfenidato

3️⃣ História de baixa adesão a múltiplas tomadas diárias

4️⃣ Presença de compulsão alimentar associada

5️⃣ Busca por perfil farmacocinético mais estável

Como pró-droga da dextroanfetamina, lisdexanfetamina depende de metabolização para ativação, o que contribui para liberação mais gradual.

Na prática clínica, a decisão muitas vezes não é apenas “qual estimulante usar”.

É qual perfil farmacocinético se adapta melhor à rotina do paciente.



Dr. Rafael Gomes
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14/04/2026

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Aripiprazol e quetiapina são frequentemente utilizados como estratégias de potencialização em depressão.

Mas o perfil farmacológico de cada um favorece cenários clínicos diferentes.

Aripiprazol pode ser mais interessante quando:

1️⃣ Persistem sintomas de anedonia ou baixa motivação

2️⃣ Existe lentificação psicomotora

3️⃣ O paciente já apresenta fadiga importante

4️⃣ Há necessidade de evitar sedação excessiva

5️⃣ O objetivo é potencialização sem impacto relevante no sono

Como agonista parcial dopaminérgico D2, aripiprazol pode ajudar em sintomas ligados à motivação e energia.

Já a quetiapina tende a ser mais útil quando ansiedade e insônia dominam o quadro.

Em psicofarmacologia, muitas decisões dependem de uma pergunta simples:

👉 qual sintoma ainda está limitando o paciente?

A resposta costuma guiar a escolha.



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13/04/2026

Duloxetina e venlafaxina pertencem à mesma classe farmacológica (ISRSN), mas nem sempre são equivalentes na prática clínica.

Existem alguns cenários em que duloxetina pode ser uma escolha mais interessante:

1️⃣ Depressão associada a dor crônica
Especialmente dor musculoesquelética ou fibromialgia.

2️⃣ Sintomas somáticos predominantes
Quando dor e humor deprimido caminham juntos.

3️⃣ Pacientes sensíveis a efeitos noradrenérgicos intensos

4️⃣ História de intolerância a venlafaxina

5️⃣ Quadros em que dor e fadiga são sintomas centrais

Apesar de ambas atuarem na recaptação de serotonina e noradrenalina, o perfil farmacodinâmico e as indicações clínicas podem favorecer duloxetina em alguns pacientes.

Na prática clínica, a escolha entre dois antidepressivos da mesma classe muitas vezes depende de qual sintoma está dominando o quadro.



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12/04/2026

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Escitalopram é uma escolha frequente no tratamento da depressão.

Mas em alguns cenários clínicos, vortioxetina pode oferecer vantagens farmacológicas:

1️⃣ Queixa cognitiva predominante
Dificuldade de concentração, memória e lentificação mental.

2️⃣ Pacientes com alta demanda cognitiva no trabalho

3️⃣ História de disfunção sexual com ISRS

4️⃣ Resposta parcial prévia a antidepressivos serotoninérgicos

5️⃣ Quadros depressivos com sintomas residuais cognitivos

O perfil multimodal da vortioxetina — modulando múltiplos receptores serotoninérgicos além da recaptação — pode explicar parte desses efeitos.

Na prática clínica, muitos pacientes não permanecem deprimidos apenas pelo humor.

Frequentemente permanecem deprimidos pela disfunção cognitiva residual.

Identificar isso muda a escolha farmacológica.



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11/04/2026

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Insônia é um dos sintomas mais comuns em pacientes com depressão.

Zolpidem costuma ser uma escolha rápida para indução do sono, mas em alguns cenários clínicos trazodona pode ser uma estratégia mais interessante.

Considere essa abordagem quando:

1️⃣ A insônia ocorre no contexto de depressão

2️⃣ O paciente já está em uso de antidepressivo

3️⃣ Existe risco de uso prolongado de hipnóticos

4️⃣ Há despertares noturnos frequentes

5️⃣ Deseja-se evitar dependência associada a hipnóticos

O antagonismo 5-HT2A e a ação anti-histamínica da trazodona explicam seu efeito sedativo em doses baixas.

Na prática clínica, a decisão muitas vezes não é apenas “qual medicação faz dormir”.

É qual intervenção ajuda o sono sem piorar o curso do transtorno depressivo.



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10/04/2026

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Em alguns quadros depressivos, aumentar ou trocar antidepressivo pode não ser a melhor estratégia.

Lamotrigina pode ser particularmente útil quando alguns elementos aparecem no quadro clínico:

1️⃣ História de bipolaridade tipo II ou suspeita de espectro bipolar

2️⃣ Depressão recorrente com pouca resposta a antidepressivos

3️⃣ Predomínio de sintomas depressivos com pouca ativação ansiosa

4️⃣ Pacientes sensíveis a efeitos adversos de antidepressivos

5️⃣ Quadros em que estabilização do humor é prioridade

O mecanismo relacionado à modulação glutamatérgica e estabilização do humor explica parte de seu papel nesses cenários.

Em muitos pacientes, insistir em sucessivas trocas de antidepressivo pode não resolver o problema.

Às vezes o que falta não é outro antidepressivo.

É estabilização do humor.



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09/04/2026

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Em depressão com resposta parcial, trocar antidepressivo costuma ser a decisão mais comum.

Mas em alguns casos, potencialização com quetiapina pode ser uma estratégia mais eficiente.

Considere essa abordagem quando:

1️⃣ Existe resposta parcial ao antidepressivo

2️⃣ Insônia relevante acompanha o quadro depressivo

3️⃣ Ansiedade significativa associada

4️⃣ História de múltiplas falhas antidepressivas

5️⃣ Sintomas residuais persistentes apesar de dose adequada

Em doses baixas a moderadas, a quetiapina pode atuar modulando sistemas serotoninérgicos e dopaminérgicos relevantes no tratamento da depressão.

Trocar antidepressivo reinicia o processo terapêutico.

Potencializar pode aproveitar a resposta que já começou.



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09/02/2025

Agora você quer receber uma aula sobre quando prescrever um benzodiazepínico? Então comenta “benzodiazepinico” que eu envio no seu direct!

Referências:

Waring WS. Clinical use of antidepressant therapy and associated cardiovascular risk. Drug Healthc Patient Saf. 2012;4:93-101. doi:10.2147/DHPS.S28804 [PubMed 22936860]

Sabah KM, Chowdhury AW, Islam MS, Saha BP, Kabir SR, Kawser S. Amitriptyline-induced ventricular tachycardia: a case report. BMC Res Notes. 2017;10(1):286. doi:10.1186/s13104-017-2615-8 [PubMed 28709467]

Nelson JC. Tricyclic and tetracyclic drugs. In: The American Psychiatric Association Publishing Textbook of Psychopharmacology, Fifth Edition, Schatzberg AF, Nemeroff CB (Eds), American Psychiatric Association Publishing, Arlington, VA 2017. p.30

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08/02/2025

Sherlock, agora você quer receber uma aula exclusiva sobre como trocar antipsicóticos na prática? Comenta “manejoantipsicotico” que eu te envio.

Referências:

Fang F, Sun H, Wang Z, Ren M, Calabrese JR, Gao K. Antipsychotic drug-induced somnolence: incidence, mechanisms, and management. CNS Drugs. 2016;30(9):845-867. doi:10.1007/s40263-016-0352-5 [PubMed 27372312]

Stroup TS, Gray N. Management of common adverse effects of antipsychotic medications. World Psychiatry. 2018;17(3):341-356. doi:10.1002/wps.20567 [PubMed 30192094]

Kim MS, Kim SW, Han TY, Son SJ, Lee JH, Kim EJ. Ziprasidone-induced hypersensitivity syndrome confirmed by reintroduction. Int J Dermatol. 2014;53(4):e267-e268. doi:10.1111/ijd.12246 [PubMed 24117439]

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07/02/2025

Manda “benzodiazepinicos” nos comentários que eu te envio uma aula sobre quando e como prescrever benzodiazepínicos.

Referências:

Craske M, Bystritsky A. Generalized anxiety disorder in adults: Management. Post TW, ed. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate Inc. http://www.uptodate.com. Accessed January 19, 2022.

Mancuso CE, Tanzi MG, Gabay M. Paradoxical reactions to benzodiazepines: literature review and treatment options. Pharmacotherapy. 2004;24(9):1177-1185. doi: 10.1592/phco.24.13.1177.38089. [PubMed 15460178]

Nelson J, Chouinard G. Guidelines for the clinical use of benzodiazepines: pharmacokinetics, dependency, rebound and withdrawal. Canadian Society for Clinical Pharmacology. Can J Clin Pharmacol. 1999;6(2):69-83. [PubMed 10519733]

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