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Essa semana continuei atendendo, estudando o que precisava, fazendo supervisão, trabalhando da forma cuidadosa que costu...
22/05/2026

Essa semana continuei atendendo, estudando o que precisava, fazendo supervisão, trabalhando da forma cuidadosa que costumo trabalhar. Mas precisei me recolher mais também.

Tive menos energia para reflexões densas, menos disponibilidade emocional para alguns temas, menos vontade de estar o tempo todo produzindo presença por aqui.

Faz parte da clínica, na minha visão, conseguir olhar pra si com o mesmo olhar funcional que olhamos para pessoas que atendemos: o que está disponível no repertório agora? O que custa caro demais essa semana? O que pode esperar?

Às vezes a gente associa “dar o melhor de si” a produzir mais, render mais, aparecer mais, sustentar tudo com a mesma intensidade. Mas a vida não funciona de forma linear. Nós também não.
Tem semanas em que o melhor possível vai incluir potência, criação, estudo, expansão. E tem semanas em que o melhor possível vai parecer pausa, silêncio, limite e preservação.

Acho que estou aprendendo, aos poucos, a não transformar autocuidado em culpa só porque ele diminui meu ritmo. Que o cuidado com quem cuida também é parte da análise - não um anexo dela.

Fazer menos pode signif**ar justamente continuar sem se abandonar no processo!

Camila Menezes 💙
Psicóloga clinica
CRP 06/123197

Essa pergunta parece simples, mas ela toca em uma parte muito importante da vida relacional: a forma como aprendemos a n...
15/05/2026

Essa pergunta parece simples, mas ela toca em uma parte muito importante da vida relacional: a forma como aprendemos a nos proteger dentro dos vínculos.

Às vezes, vulnerabilidade é dizer que algo machucou.
É pedir cuidado.
É admitir medo.
É falar “eu não estou bem”.
É mostrar insegurança.
É não conseguir sustentar a versão mais forte, racional e organizada de si mesma.

E o que acontece depois disso importa muito.

Se, ao se mostrar vulnerável, você encontra crítica, deboche, impaciência, silêncio punitivo ou desinteresse, seu corpo aprende. Aprende que ali talvez não seja seguro precisar. Que talvez seja melhor diminuir a emoção, escolher bem as palavras, não pedir muito, não demonstrar tanto.

Com o tempo, isso pode parecer maturidade, independência ou autocontrole. Mas, em muitos casos, é só proteção.

Por outro lado, quando a sua vulnerabilidade encontra presença, escuta e cuidado, a relação começa a construir outro tipo de história. Uma história em que não é preciso estar o tempo todo pronta, forte, explicada ou defensiva para continuar sendo amada.

A intimidade não aparece apenas nas grandes declarações. Ela se forma nesses pequenos momentos em que alguém se mostra mais exposto e o outro decide o que fará com isso.

Relações reais também têm falhas, desencontros e reparos. Mas existe uma diferença importante entre errar e transformar a vulnerabilidade do outro em lugar de punição.

Hoje, meu convite é para pensarmos:
com quem eu vivo, eu me sinto mais livre para existir ou mais treinada para me esconder?

E outra pergunta também é necessária:
o que eu tenho feito quando alguém se mostra frágil perto de mim?

Camila Menezes 💙
Psicóloga Clínica
CRP 06/123197

Ser mãe da Alice foi o acontecimento mais transformador da minha vida (e olha que passei por poucas e -não- boas). Ela m...
10/05/2026

Ser mãe da Alice foi o acontecimento mais transformador da minha vida (e olha que passei por poucas e -não- boas). Ela me mostrou uma força que eu mesma não sabia que existia!

Mas maternar também é conviver diariamente com ambivalências. Existe muito medo coexistindo com coragem. Muito caos junto de paz. Muitos momentos em que me sinto suficiente e outros em que parece impossível dar conta de tudo.

A impressão de que sempre poderíamos fazer mais, estar mais presentes, equilibrar melhor aparece vez ou outra.
E, sinceramente, nem sei se existe um equilíbrio real nisso tudo.

Talvez exista mais aceitação…
e que TREM (como dizem os mineiros) difícil é esse!!!

Aceitar o que não podemos controlar e agir no que é possível…
Aceitar o que conseguimos oferecer dentro da vida que temos, do corpo que temos, do tempo que temos.

A única certeza que tenho é que Alice me aproxima da minha melhor versão todos os dias. E essa melhor versão inclui ausência.
Ausência…
quando num sábado de manhã vou tomar café com uma amiga.
Quando me afasto para continuar nutrindo meu casamento.
Ausência quando não a coloco pra dormir porque escolhi celebrar o aniversário de uma amiga querida.
Quando viajo a trabalho e me nutro de outros temas e propósitos.
Ausência todas as vezes que escolhi nutrir minhas outras versões além da mãe que sou.

Espero que um dia minha filha saiba que ser mãe não é a única fonte de felicidade, prazer e propósito na vida de uma mulher e que, assim como eu, ela tenha o privilegio de escolher como quer viver! ❤️

Eu sou profundamente feliz por ser mãe da Alice. No entanto, espero que todas nós possamos escolher os caminhos que fazem sentido. Sobre maternidade, sobre nossos corpos, sobre os rumos das nossas próprias vidas. Sem sermos consideradas menos mulheres por isso! 🫂

Meu abraço apertado em quem tem um dia difícil hoje e também em quem está celebrando de alguma forma. 💙

E por aqui, seguimos tentando construir caminhos possíveis dentro de uma vida real! ✨☀️

Tem uma pergunta que eu considero fundamental na supervisão clínica: quem é a terapeuta que está analisando esse caso?Co...
06/05/2026

Tem uma pergunta que eu considero fundamental na supervisão clínica: quem é a terapeuta que está analisando esse caso?

Costumamos olhar para a história do cliente, para os padrões de comportamento, para os contextos de vida, para os vínculos, para as contingências que mantêm o sofrimento. E tudo isso é necessário. Mas existe uma parte da análise que, às vezes, f**a menos visível: o lugar de onde a terapeuta está olhando.

A terapeuta não entra na sessão como uma observadora neutra. Ela entra com a própria história, seus valores, suas regras, seus medos, suas experiências de cuidado, suas formas de lidar com conflito, frustração, silêncio, dependência, raiva, crítica e impotência.

Mas minhas supervisões eu SEMPRE pergunto: como você se sente em relação a este caso?

Porque, quando a terapeuta não observa o próprio repertório, alguns vieses podem aparecer disfarçados de análise. A pressa para intervir pode ter mais a ver com a dificuldade de sustentar desconforto. A irritação com uma cliente pode dizer algo sobre o caso, mas também pode dizer algo sobre os limites da própria terapeuta. A vontade de “salvar” pode parecer cuidado, mas às vezes responde mais à ansiedade da profissional do que à necessidade clínica daquele momento.

Autoconhecimento, nesse sentido, é parte do trabalho clínico.

Não basta saber formular hipóteses sobre o cliente. A gente também precisa aprender a perguntar: o que esse caso evoca em mim? Que tipo de cliente eu tenho mais dificuldade de escutar? Onde eu fico rígida? Onde eu me apresso? Onde eu evito? Onde eu confundo responsabilidade clínica com culpa?

E talvez esse seja um dos trabalhos mais importantes da supervisão: criar espaço para que a terapeuta possa olhar para o caso, mas também para o modo como ela está presente nele! 💙

Camila Menezes 💙
Psicóloga Clínica
CRP 06/123197

As cores que eu precisava ver, o som que eu precisava escutar… para voltar melhor do que fui e permanecer! 💙🌊✨
05/05/2026

As cores que eu precisava ver, o som que eu precisava escutar…
para voltar melhor do que fui e permanecer! 💙🌊✨

29/04/2026

Você chega ao consultório e traz consigo muito mais do que seus livros e cursos e não deixa de ser quem você é.

Nos cobramos tanto para sermos “a terapeuta perfeita” que esquecemos que, antes de tudo, somos duas pessoas em uma dança de conexão.

Muitas vezes, na tentativa de preservar nossa “competência”, negligenciamos o que há de mais vivo na relação terapêutica: o aqui-agora.

Aprendemos a focar na técnica, a conduzir bem, a fazer as perguntas certas. Mas, na prática, o que acontece ali não é só aplicação de método. É encontro. Duas pessoas, com histórias, vulnerabilidades e formas de ver o mundo, se afetando em tempo real.

Mas como transformar essa presença em intervenção clínica ef**az? não é apenas o “saber que” (teoria), mas o “saber como” (experiência).

Estar presente com tudo o que somos já é tanto! Estar presente - de verdade - já é trabalho clínico. Perceber o que você sente, o que evita, o que tenta controlar… também. Não como algo para se julgar, mas como parte do que pode ser cuidado e colocado a serviço da relação.

Ser terapeuta é um exercício constante de coragem e consciência!

O que você está evitando enfrentar na sua vida agora e como isso afeta o seu atendimento hoje? 💭

✨A fala do vídeo foi retirada do livro: FAP descomplicada ✨

Camila Menezes 💙
Psicóloga Clínica
CRP 06/123197

Lembrete para o final de semana: Falar de coisa sem importânciaFazer algo que não te torna melhor profissionalRir de alg...
24/04/2026

Lembrete para o final de semana:

Falar de coisa sem importância
Fazer algo que não te torna melhor profissional
Rir de algo que não ensina nada

Tudo isso pode te tornar uma psi melhor!

Passei o feriado falando de amenidades e voltei com a cabeça mais leve do que tinha em semanas.
Fui lembrando que descanso mental - de verdade - exige sair do papel.
E que isso é mais difícil do que parece quando a profissão mora dentro da gente.

Se o seu tempo livre continua sendo só mais uma extensão da psicologia, talvez você não esteja descansando de verdade.

Como é o descanso por aí?

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

Tem um ponto na clínica que costuma passar despercebido: a gente escuta a queixa, entende a história, se envolve com o q...
16/04/2026

Tem um ponto na clínica que costuma passar despercebido: a gente escuta a queixa, entende a história, se envolve com o que a cliente traz, mas nem sempre consegue dizer com clareza qual é o comportamento que está mantendo aquele sofrimento.

Muitas vezes, a nossa vontade de ajudar a cliente acaba se tornando um obstáculo para a mudança.

Na pressa de aliviar o sofrimento, é fácil nos perdermos no conteúdo da fala e esquecermos de observar o processo que está acontecendo bem ali, na nossa frente. Acolher é fundamental, mas acolher sem identif**ar o comportamento que mantém a dor pode acabar reforçando, sem querer, o próprio padrão que a cliente quer mudar.

O desafio clínico não é apenas ouvir o que a cliente diz sobre a vida dela lá fora, mas ter a sensibilidade de notar como ela reproduz essa mesma vida dentro do consultório, na relação com você. É quando o “problema” deixa de ser um relato do passado e se torna uma experiência viva no presente que a terapia ganha potência real.

É fácil cair na armadilha de focar apenas na queixa verbal da cliente. Mas e se eu te dissesse que a chave para a mudança pode estar no que acontece aqui e agora, na sua frente, na sessão?

Como você lida com esse equilíbrio entre validar a dor e apontar o comportamento que a mantém? Qual tipo de queixa você acha mais difícil de traduzir na prática? 👀

Camila Menezes 💙
Psicóloga Clínica
CRP 06:124197

Enfim, 35! ✨✨✨E depois de tudo, com a grande certeza que envelhecer é um privilégio incrível! 🥹E hoje eu me dou o direit...
10/04/2026

Enfim, 35! ✨✨✨
E depois de tudo, com a grande certeza que envelhecer é um privilégio incrível! 🥹

E hoje eu me dou o direito de apenas ser… sem trabalho, meu dia sendo meu!

Vivendo os pequenos detalhes que a vida pode me dar! Ela vai acontecendo no intervalo entre um atendimento e outro, no café que esfria enquanto a Alice me mostra algo novo, na risada alta, e na sorte de ter pessoas que aceitam minha vulnerabilidade.

Menos pressa de chegar, mais atenção ao caminho. Menos busca por perfeição, mais espaço para o que é real (e para o que me faz sorrir assim, sem esforço).

Meu aniversário continua sendo meu feriado particular. Não porque eu queira parar o tempo, mas porque hoje eu escolho habitá-lo com toda a minha presença. Menos controle, mais conexão. Menos protocolo, mais vida!!!!

💙💙💙

📸

Existe uma ideia confortável (e perigosa) na clínica: se eu validei, estou no caminho certo! Nem sempre. ⚠️Muitas vezes,...
09/04/2026

Existe uma ideia confortável (e perigosa) na clínica: se eu validei, estou no caminho certo! Nem sempre. ⚠️

Muitas vezes, na pressa de aliviar o sofrimento ou por puro excesso de empatia, acabamos validando o que não devia. E é aqui que a intervenção perde a mão.
Validação não é uma resposta genérica, nem apenas um posicionamento “acolhedor”. Validação é uma intervenção com função.

Quando bem feita, ela:
✅ Organiza a experiência interna do cliente.
✅ Reduz a intensidade emocional paralisante.
✅ Comunica compreensão profunda.
✅ E, principalmente: abre espaço para a mudança.

Mas, para que isso aconteça, precisamos olhar algumas questões.
Validar envolve discriminar o que, naquela experiência, faz sentido reconhecer e o que, embora compreensível, é exatamente o que mantém o problema vivo.

Quando essa diferença não está clara, a validação deixa de ajudar e passa a reforçar o comportamento inef**az - às vezes, com uma fala muito bonita.

Isso aparece principalmente quando a dor é intensa ou quando nós, terapeutas, temos pressa em aliviar o desconforto (o nosso e o do cliente).

Validação não é automática. Não é intuitiva. E não é só estilo.É uma habilidade clínica que exige também exige critério.

Na sua prática clínica:
O que você percebe que valida com mais facilidade? E o que você sente que ainda evita questionar por medo de invalidar?

Vamos trocar experiências aqui! ✨

Camila Menezes 💙
Psicóloga Clínica
CRP 06/123197

Sonhei a noite toda com minha avó. Talvez a proximidade do meu aniversário esteja me convidando para olhar para minha vi...
02/04/2026

Sonhei a noite toda com minha avó. Talvez a proximidade do meu aniversário esteja me convidando para olhar para minha vida, para os anos que se passaram e para os que quero que venham.

Hoje a imagem da minha avó não me marca pela ausência, e sim pela presença.

Ela guardou por quase 30 anos esse vestido. Era o tesouro dela e hoje o vi na minha filha. Fiquei pensando como ela gostaria de estar aqui, como eu gostaria que ela estivesse… talvez não esteja da forma que eu gostaria, mas está.

Ela está nos pequenos momentos do dia a dia. No cheiro da flor que ela gostava, no arroz que ela amava, no como ela me chamava, nos programas de tv que víamos juntas, nesse vestidinho que um dia foi meu e foi dela por muitos, muitos anos. E principalmente no colo que ela me dava!

Luto é curioso…
depois de um tempo ele continua doendo, mas também abraça.
Toda vez que ele dói, me lembro de celebrar a sua existência, só dói porque foi importante!
Ela se foi há 7 anos e por vezes eu ainda choro, mas isso só acontece porque eu amei, porque eu vivi um grande amor! E cada lágrima me lembra da sua existência, me lembra da textura da sua pele e como amar é bom!

Uma vez, vi que o luto é como glitter, que no começo toma conta de tudo e aos poucos vai se dissipando, mas ele nunca vai embora totalmente, anos depois aparece um pedacinho e bate aquela lembrança viva. Com dor, com amor. Tudo ao mesmo tempo, coexistindo.

Com ela aprendi sobre cuidado, amor e memória. Me lembro de como amava apertar suas bochechas fofinhas, curiosamente, as mesmas que encontro em mim.

Minha avó me deixou muito. Esse vestido e todo colo que pude receber nessa vida.

Acho que é disso que a vida é feita 🥹✨

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

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