Dr. Hercio Cunha

Dr. Hercio Cunha Dr. Hercio Cunha: Especializado em tratamento cirúrgico da Obesidade, Balão Intragástrico e emagr

O USO INCONSISTENTE DE GLP-1 — Viver parando e recomeçando o tratamento da obesidade com agonistas do GLP-1 pode tornar,...
12/08/2026

O USO INCONSISTENTE DE GLP-1 — Viver parando e recomeçando o tratamento da obesidade com agonistas do GLP-1 pode tornar, aos poucos, a medicação menos eficaz. Este é o alerta de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Mas atenção: eles afirmam isso baseando-se em um ensaio pré-clínico, ou seja, com ratos. No entanto, vale a pena conhecer o que sugere o estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation Insight.

Os pesquisadores observaram dois grupos de ratos com excesso de peso ao longo de quatro meses. O primeiro foi tratado com semaglutida durante todo esse tempo. Já o segundo recebia a medicação por duas semanas e parava por mais duas, alternando esses ciclos.

Nos primeiros 15 dias, todos os animais perderam mais ou menos o mesmo peso. Porém, os ratinhos que interrompiam o tratamento recuperavam rapidamente peso nas semanas sem o remédio. E, quando voltavam a usá-lo, dificilmente voltavam ao menor peso alcançado no início do tratamento.

No final, o grupo que fez uso intermitente de GLP-1 pesava, em média, 20% a mais que as cobaias que usaram a medicação de maneira consistente.

Uma possível explicação para a diminuição do efeito do remédio, segundo os autores, está na composição corporal, que eles avaliaram por meio de exames de ressonância magnética dos animais. Apesar do percentual de perda de gordura ser maior, 40% do peso eliminado pelos ratinhos vieram da massa magra e a capacidade de recuperação do músculo é mais lenta.
Por isso, os autores especulam: é bem provável que o organismo acione mecanismos para resistir à perda de peso a fim de protegê-la.

Eles defendem a realização de novos estudos para esclarecer melhor esses mecanismos e lembram que a importância de trabalhos assim é reforçar, para nós, que a eficácia no tratamento de qualquer doença crônica, como a obesidade, depende do comprometimento e da consistência ao usar medicamentos para controlá-las. Não é bom ficar parando e recomeçando o tempo todo.
Aqui está o DOI: 10.1172/jci.insight.205174

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A perimenopausa —período que antecede a menopausa, quando a menstruação finalmente cessa— tem um papel importante na vir...
11/08/2026

A perimenopausa —período que antecede a menopausa, quando a menstruação finalmente cessa— tem um papel importante na virada de chave metabólica do corpo.

A menopausa é quando a menstruação termina. Mas, anos antes, já começa essa tendência de acumular gordura (principalmente na barriga), de ganhar peso e de perder músculo. Isso muda tudo. O ponto que ela sublinhou é comportamental: "Se você não fizer nada, vai ganhar peso. Se fizer algo em termos de estilo de vida, sem dúvida, é possível controlar essa tendência.

Os benefícios de controlar o peso nessa fase são enormes. Mulheres com obesidade tendem a viver a menopausa com mais sintomas e mais complicações, porque dois fatores inflamatórios se somam. Portanto, além de controlar o risco para doenças cardiovasculares e tumores, um estilo de vida mais saudável e com controle de peso pode ajudar a passar por essa fase de maneira mais tranquila.

Quando a mulher se aproxima da menopausa e há uma queda do hormônio estrogênio. Ele é como um GPS que direciona a gordura do corpo. Antes, [o hormônio] mandava a gordura para o quadril e para a coxa. Quando cai, esse GPS se perde e a gordura começa a se acumular na região abdominal, que é a gordura visceral, a mais perigosa para a saúde. Isso explica porque o risco cardiovascular da mulher é menor que o do homem até os 45 anos e se iguala após a menopausa.

Outro ponto importante em que a queda hormonal e a obesidade se cruzam na menopausa é na cognição. O estrogênio protege o cérebro. A obesidade é uma doença inflamatória que atinge todos os órgãos, inclusive o cérebro. Quando somam menopausa e obesidade, aumenta o risco de déficit cognitivo, demências, depressão e transtornos de humor.
Fonte: VivaBem Uol

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Dicas importantes para quem está se formando agora!!!
11/08/2026

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Colesterol LDL continua sendo um dos principais fatores de risco para infarto e AVC, mas a cardiologia moderna mostra qu...
10/08/2026

Colesterol LDL continua sendo um dos principais fatores de risco para infarto e AVC, mas a cardiologia moderna mostra que ele é apenas uma parte da história. A cardiologista Dra. Ana Paula Garcia explica por que a prevenção cardiovascular está cada vez mais personalizada.

Durante muitos anos, a conversa sobre colesterol parecia simples: bastava olhar o resultado do LDL, conhecido como “colesterol ruim”, para decidir se estava tudo bem ou se era preciso iniciar tratamento.

Hoje sabemos que essa avaliação é muito mais complexa. Duas pessoas podem apresentar exatamente o mesmo valor de LDL e, ainda assim, ter riscos completamente diferentes de sofrer um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). Isso acontece porque o colesterol é apenas uma das peças que compõem o quebra-cabeça da saúde cardiovascular.

A cardiologia entrou na era da prevenção personalizada, em que o objetivo não é tratar apenas um número, mas entender o risco real de cada indivíduo.

O colesterol continua importante, mas não conta toda a história

O LDL permanece como um dos principais responsáveis pela formação das placas de gordura nas artérias, processo conhecido como aterosclerose. Quanto maior a exposição ao colesterol elevado ao longo da vida, maior tende a ser o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Entretanto, outros fatores influenciam diretamente essa evolução. Idade, pressão alta, diabetes, tabagismo, obesidade, histórico familiar de infarto precoce, doença renal crônica e estilo de vida podem aumentar ou reduzir esse risco, mesmo quando o colesterol apresenta valores semelhantes entre duas pessoas.
Mais: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/por-que-olhar-apenas-o-colesterol-ruim-nem-sempre-e-suficiente/

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07/08/2026
Azia depois de pequenas refeições costuma ser atribuída ao excesso de ácido estomacal, mas essa leitura nem sempre expli...
07/08/2026

Azia depois de pequenas refeições costuma ser atribuída ao excesso de ácido estomacal, mas essa leitura nem sempre explica o quadro inteiro. Em parte das pessoas, a queimação vem junto de estufamento, arrotos, sensação de comida parada e digestão lenta, sinais que também podem aparecer quando o estômago produz menos ácido do que o necessário para quebrar os alimentos e coordenar o esvaziamento gástrico.

Quando a azia pode ter relação com pouco ácido no estômago?

O ácido gástrico participa da digestão de proteínas, ativa enzimas e ajuda o estômago a liberar o alimento no ritmo adequado. Quando essa produção cai, a comida pode permanecer mais tempo no estômago, aumentando fermentação, distensão e pressão para cima. Esse cenário favorece refluxo e queimação, mesmo sem excesso de acidez.

Isso não significa que toda azia seja sinal de baixa acidez. Gastrite, hérnia de hiato, obesidade, uso de álcool, café, cigarro e refeições muito gordurosas continuam entre as causas comuns. O ponto importante é que o sintoma isolado não revela sozinho o mecanismo por trás do desconforto.

O que a pesquisa mostra sobre refluxo e alívio dos sintomas?

Uma pesquisa publicada em 2021 avaliou adultos com refluxo e observou que medidas posturais simples podem ajudar no controle dos sintomas. A revisão sugere benefício ao dormir com a cabeceira elevada, estratégia ligada à menor exposição do esôfago ao conteúdo do estômago, como descreve o estudo sobre redução dos sintomas de refluxo com elevação da cabeceira.

Esse achado reforça um detalhe relevante: a azia não depende apenas da quantidade de ácido, mas também do trajeto desse conteúdo e da função da válvula entre estômago e esôfago. Por isso, avaliar posição ao deitar, volume das refeições e tempo de esvaziamento pode ser mais útil do que presumir ácido demais em todos os casos.
Mais: https://www.tuasaude.com/news/2026/07/21/sentir-azia-mesmo-comendo-pouco-nem-sempre-e-so-acido-demais-as-vezes-e-o-contrario-um-sinal-de-baixa-producao-de-acido-no-estomago/

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MAIS UM PROBLEMA NA CONTA DOS ULTRAPROCESSADOS — Pode existir gordura nas redondezas dos músculos, tanto aquela que é su...
06/08/2026

MAIS UM PROBLEMA NA CONTA DOS ULTRAPROCESSADOS — Pode existir gordura nas redondezas dos músculos, tanto aquela que é subcutânea e que chega a encostar neles quanto a que se acomoda entre suas fibras.

O problema é quando a gente encontra gordura infiltrada nas próprias fibras musculares, no fenômeno da mioesteatose. Quanto mais intenso ele for, maior será a tendência à resistência à insulina e ao desenvolvimento do diabetes.

Agora, um estudo publicado na revista Radiology, assinado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, associa o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados a essa infiltração de gordura nos músculos.

Para fazer tal associação, os autores analisaram a ressonância magnética de 615 participantes do Osteoarthrites Initiative, com idade média de 60 anos, todos sobrepeso ou obesidade ou, ainda, com dor nos joelhos ou no quadril.

Após determinarem o grau de mioestatose pelo exame de imagens, eles checaram a proporção de calorias da dieta vindas de ultraprocessados e a frequência com que esses alimentos foram consumidos nos doze meses anteriores.

Desse modo, demonstraram que quanto mais presentes os ultraprocessados na alimentação, maior a quantidade de gordura nas fibras musculares.

Este é o DOI do artigo: /10.1148/radiol.251129

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Doença cresce no país com aumento do diagnóstico entre pacientes mais jovens; pesquisas mostram que muita gente ignora o...
05/08/2026

Doença cresce no país com aumento do diagnóstico entre pacientes mais jovens; pesquisas mostram que muita gente ignora os sintomas, o que compromete o tratamento.

Os casos de câncer de intestino vem crescendo no país, hoje esse é o tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele é responsável por mais de 23 mil mortes por ano no Brasil.

A doença tem relação direta com o estilo de vida e costuma dar sinais antes de avançar, mas pesquisas mostram que boa parte da população ignora esses sintomas, o que dificulta o tratamento.

Os sinais que o corpo dá antes do diagnóstico

O câncer colorretal costuma se manifestar de forma silenciosa nos estágios iniciais. Por isso, reconhecer os sintomas é decisivo.
Os principais pontos de atenção são:

• sangue nas fezes
• sangramento retal
• diarreia frequente
• constipação
• fezes afinadas por vários dias
• perda de peso sem motivo aparente
• cólicas ou dor abdominal persistente
• anemia sem causa identificada

Uma pesquisa do A.C. Camargo mostra que boa parte da população reconhece os principais sinais de alerta do câncer de intestino, mas ainda falha na busca por diagnóstico.
Mais: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/07/21/cancer-de-intestino-da-primeiros-sinais-no-banheiro-veja-habitos-de-risco-e-como-diagnosticar.ghtml

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O Balão Intragástrico é uma opção para perda de peso para pessoas com sobrepeso ou obesidade que não tiveram sucesso com...
04/08/2026

O Balão Intragástrico é uma opção para perda de peso para pessoas com sobrepeso ou obesidade que não tiveram sucesso com métodos tradicionais, como dieta e exercício, e que não desejam ou não podem se submeter à cirurgia bariátrica. Ele é um procedimento minimamente invasivo, com recuperação rápida, e pode ser uma ferramenta eficaz para auxiliar na reeducação alimentar e na adoção de hábitos mais saudáveis.

Vantagens do balão intragástrico:

* Procedimento minimamente invasivo:

Não envolve cirurgia, cortes ou anestesia geral, reduzindo os riscos e o tempo de recuperação.

* Perda de peso:

Ajuda a reduzir o apetite e a promover a sensação de saciedade, levando a uma perda de peso significativa.

* Reversível:

O balão é temporário e pode ser retirado, permitindo que o paciente retorne ao seu estado natural.

* Preparo para cirurgia bariátrica:

Pode ser utilizado para ajudar pacientes a emagrecer antes de uma cirurgia bariátrica.

* Redução de riscos:

Pode auxiliar na redução de riscos de doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão.

* Reeducação alimentar:

Facilita a adoção de hábitos alimentares saudáveis, que são cruciais para a manutenção do peso após a retirada do balão.

Em resumo, o balão intragástrico pode ser uma opção eficaz e segura para pessoas que buscam uma solução menos invasiva para perda de peso e que estejam dispostas a se comprometer com um estilo de vida mais saudável.

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