01/12/2025
A gente aprende cedo a aceitar migalhas emocionais.
Às vezes, desde a infância, vamos ocupando um lugar silencioso: o lugar de quem espera, de quem se adapta, de quem “dá um jeitinho”, de quem cabe em qualquer espaço. Porque nunca teve um espaço feito para si.
E, sem perceber, carregamos isso para a vida adulta.
Passamos a nos relacionar com pessoas:
– abusivas,
– tóxicas,
– que se aproximam por conveniência,
– que não têm responsabilidade emocional,
– que oferecem pouco porque só têm pouco por dentro.
E essas relações, inevitavelmente, acionam dentro de nós sentimentos dolorosos de:
– não sou bom/boa o suficiente,
– não sou importante,
– não sou desejado(a),
– não tenho valor.
Depois das interações, a mente dispara perguntas conhecidas:
“Será que eu falei algo errado?”
“Será que eu não fui agradável?”
“Será que eu sou sempre a última opção?”
Mas a verdade é mais simples, e é libertadora:
A questão não é sobre você.
É sobre o outro.
Sobre o outro que não tem o que oferecer, além do vazio da própria existência.
Por isso, não queira:
(Continua nos comentários)