21/08/2026
A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença caracterizada pelo aumento da espessura do músculo cardíaco, geralmente com maior acometimento do ventrículo esquerdo e do septo interventricular, sem que esse espessamento seja explicado apenas por condições como hipertensão arterial ou doença valvar.
🧬 Na maioria dos casos, existe um importante componente genético. Por isso, quando o diagnóstico é confirmado, a avaliação dos familiares pode ser indicada.
O espessamento do miocárdio pode dificultar o relaxamento e o enchimento do coração e, em alguns pacientes, provocar obstrução dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo.
Os sintomas são muito variáveis. Algumas pessoas permanecem assintomáticas, enquanto outras podem apresentar:
• falta de ar aos esforços;
• dor no peito;
• palpitações;
• tontura ou desmaios;
• redução da capacidade física.
⚠️ A CMH também está associada a maior risco de fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e arritmias ventriculares. Em uma parcela dos pacientes, existe risco aumentado de morte súbita cardíaca — por isso, a estratificação individual de risco é fundamental.
O diagnóstico pode envolver eletrocardiograma, ecocardiograma, ressonância magnética cardíaca, monitorização do ritmo e avaliação genética, conforme cada caso.
💊 O tratamento é individualizado e pode incluir medicamentos para controle dos sintomas, terapias específicas para CMH obstrutiva e, em casos selecionados, desfibrilador implantável (CDI) ou terapias de redução septal.