Dr. Ronald Reverdito

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Dr. Ronald Reverdito Cirurgião do Aparelho Digestivo com foco de atuação em cirurgia do fígado, pâncreas e via biliar.

A cirurgia robótica da via biliar é uma possibilidade em centros especializados, especialmente em casos que envolvem rec...
21/09/2026

A cirurgia robótica da via biliar é uma possibilidade em centros especializados, especialmente em casos que envolvem reconstruções delicadas, dissecções próximas a grandes vasos e ressecções selecionadas.
 
Mas, em tumores complexos da via biliar, a decisão precisa ser guiada por segurança oncológica, não apenas pela tecnologia.
 
Diretrizes como ESMO e NCCN reforçam que o tratamento deve priorizar ressecção adequada, margens livres, avaliação linfonodal quando indicada e planejamento multidisciplinar. A via de acesso vem depois.

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Em cirurgias hepáticas, o planejamento não envolve apenas retirar uma lesão, um tumor ou a parte do fígado comprometida....
18/09/2026

Em cirurgias hepáticas, o planejamento não envolve apenas retirar uma lesão, um tumor ou a parte do fígado comprometida. Uma das perguntas mais importantes é: quanto fígado saudável vai permanecer depois da cirurgia?
 
Esse volume que f**a no paciente é chamado de remanescente hepático futuro. Ele precisa ser suficiente não apenas em tamanho, mas também em função. Isso porque um fígado com cirrose, esteatose avançada, lesão por quimioterapia ou colestase pode ter menor capacidade de recuperação, mesmo quando o volume parece adequado.
 
Quando o remanescente é insuficiente, existe risco de insuficiência hepática pós-operatória, uma das complicações mais graves após grandes ressecções do fígado. Por isso, antes da cirurgia, o especialista avalia exames de imagem, volume hepático, função do fígado, exames laboratoriais, anatomia vascular, extensão da doença e condição clínica do paciente.
 
Em alguns casos, quando a retirada necessária seria grande demais, existem estratégias para tornar a cirurgia mais segura. Uma delas é a embolização portal, procedimento que redireciona o fluxo de sangue para a parte do fígado que f**ará no paciente, estimulando seu crescimento antes da operação.
 
A literatura sobre cirurgia hepática reforça que o remanescente hepático futuro é um dos pontos centrais do planejamento, e técnicas como embolização portal e outras estratégias de modulação do volume hepático podem permitir ressecções mais seguras em pacientes selecionados.
 
Por isso, na cirurgia do fígado, operar bem não é apenas remover o problema. É planejar para que o fígado que f**a consiga sustentar a recuperação do paciente com segurança.

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16/09/2026

Hoje, a tecnologia permite enxergar estruturas que o olho humano não conseguiria identif**ar sozinho durante uma cirurgia.
 
No vídeo, explico como esses recursos ajudam o cirurgião a planejar melhor, operar com mais segurança e tomar decisões mais precisas durante o procedimento.

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A cirurgia robótica do fígado faz parte da evolução da cirurgia minimamente invasiva, mas sua indicação precisa ser indi...
14/09/2026

A cirurgia robótica do fígado faz parte da evolução da cirurgia minimamente invasiva, mas sua indicação precisa ser individualizada.
 
Em pacientes selecionados, hepatectomias minimamente invasivas podem estar associadas a menor perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, mantendo segurança oncológica quando bem indicadas.
 
Consensos internacionais sobre cirurgia hepática minimamente invasiva reforçam que a escolha do acesso deve considerar localização da lesão, extensão da cirurgia, anatomia, experiência da equipe e segurança do procedimento.
 
Revisões recentes também mostram resultados favoráveis da hepatectomia robótica em comparação com a cirurgia aberta em alguns cenários, mas ainda não estabelecem superioridade universal sobre uma laparoscopia bem realizada.

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A cirurgia acontece em uma área pequena, mas envolve uma cadeia inteira de decisões. Cada movimento depende do que foi p...
11/09/2026

A cirurgia acontece em uma área pequena, mas envolve uma cadeia inteira de decisões.
 
Cada movimento depende do que foi planejado antes, do que a anatomia mostra durante e da capacidade de ajustar a conduta com segurança no momento certo.

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09/09/2026

A resposta é não, mas a inteligência artificial já começa a ocupar um papel importante na medicina.
 
No vídeo, explico como essa tecnologia pode apoiar decisões, planejamento e segurança, sem substituir aquilo que continua sendo essencial: o julgamento e a responsabilidade do cirurgião.

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A cirurgia robótica do pâncreas deve ser analisada além da tecnologia. O que realmente importa é entender em quais casos...
07/09/2026

A cirurgia robótica do pâncreas deve ser analisada além da tecnologia. O que realmente importa é entender em quais casos ela oferece benefício real, com segurança e boa indicação.
 
Estudos como DIPLOMA e LEOPARD reforçam vantagens da abordagem minimamente invasiva na pancreatectomia distal, como menor perda sanguínea, recuperação mais rápida e menor tempo de internação em casos selecionados. Já em cirurgias mais complexas, como a pancreatoduodenectomia, conhecida como cirurgia de Whipple, os resultados dependem fortemente da experiência da equipe, da curva de aprendizado e do volume do centro.
 
A tecnologia é uma ferramenta. O resultado continua dependendo da indicação correta, do planejamento cirúrgico e da experiência de quem conduz o procedimento.

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Fístula biliar acontece quando a bile, que deveria seguir seu trajeto normal pelos canais biliares até o intestino, pass...
04/09/2026

Fístula biliar acontece quando a bile, que deveria seguir seu trajeto normal pelos canais biliares até o intestino, passa a vazar para fora desse caminho.

Isso pode ocorrer após cirurgias no fígado, vesícula ou vias biliares, em situações de trauma abdominal ou em complicações envolvendo os ductos biliares. Dependendo do caso, o vazamento pode aparecer por um dreno, formar uma coleção dentro do abdome ou provocar sinais de infecção.

Os sintomas variam conforme o volume do vazamento e a condição do paciente. Dor abdominal, febre, mal-estar, alteração nos exames, saída de bile pelo dreno ou acúmulo de líquido na cavidade abdominal são sinais que precisam ser avaliados com atenção.

O tratamento não é igual para todos. Em alguns casos, a drenagem adequada da coleção já pode resolver o problema. Em outros, pode ser necessário associar antibióticos, exames de imagem, procedimentos endoscópicos como a CPRE, radiologia intervencionista ou até uma nova cirurgia em situações selecionadas.

Diretrizes internacionais sobre lesões da via biliar reforçam que a conduta deve considerar o tipo da lesão, o local do vazamento, a presença de infecção, a estabilidade clínica do paciente e a experiência da equipe responsável pelo tratamento.

Por isso, fístula biliar não é apenas “bile vazando”. É uma complicação que exige estratégia, tempo certo de intervenção e planejamento individualizado.

Quando a bile sai do caminho certo, o tratamento também precisa encontrar o caminho mais seguro.

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02/09/2026

Por muito tempo, existiu a ideia de que uma cirurgia maior signif**ava um tratamento mais completo.

Hoje, a cirurgia moderna caminha em outra direção: fazer o necessário, com segurança, preservando ao máximo o paciente e escolhendo a melhor estratégia para cada caso.

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