18/09/2026
Em cirurgias hepáticas, o planejamento não envolve apenas retirar uma lesão, um tumor ou a parte do fígado comprometida. Uma das perguntas mais importantes é: quanto fígado saudável vai permanecer depois da cirurgia?
Esse volume que f**a no paciente é chamado de remanescente hepático futuro. Ele precisa ser suficiente não apenas em tamanho, mas também em função. Isso porque um fígado com cirrose, esteatose avançada, lesão por quimioterapia ou colestase pode ter menor capacidade de recuperação, mesmo quando o volume parece adequado.
Quando o remanescente é insuficiente, existe risco de insuficiência hepática pós-operatória, uma das complicações mais graves após grandes ressecções do fígado. Por isso, antes da cirurgia, o especialista avalia exames de imagem, volume hepático, função do fígado, exames laboratoriais, anatomia vascular, extensão da doença e condição clínica do paciente.
Em alguns casos, quando a retirada necessária seria grande demais, existem estratégias para tornar a cirurgia mais segura. Uma delas é a embolização portal, procedimento que redireciona o fluxo de sangue para a parte do fígado que f**ará no paciente, estimulando seu crescimento antes da operação.
A literatura sobre cirurgia hepática reforça que o remanescente hepático futuro é um dos pontos centrais do planejamento, e técnicas como embolização portal e outras estratégias de modulação do volume hepático podem permitir ressecções mais seguras em pacientes selecionados.
Por isso, na cirurgia do fígado, operar bem não é apenas remover o problema. É planejar para que o fígado que f**a consiga sustentar a recuperação do paciente com segurança.
𝐃𝐫. 𝐑𝐨𝐧𝐚𝐥𝐝 𝐑𝐞𝐯𝐞𝐫𝐝𝐢𝐭𝐨 • 𝗖𝗥𝗠 𝗠𝗦 𝟱𝟴𝟯𝟬 | 𝗥𝗤𝗘 𝟰𝟱𝟱𝟴 𝗲 𝟰𝟱𝟱𝟵
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