16/07/2026
Existe uma pergunta que tem me acompanhado nos últimos meses: qual é, de fato, a minha missão?
Durante muito tempo eu acreditei que minha missão era ler as cartas. E não porque isso não fosse importante. Muito pelo contrário.
Minha história com o oráculo começou quando eu tinha apenas cinco anos de idade. As cartas cresceram comigo. Elas fizeram parte da minha infância, da minha formação e de toda a minha caminhada. Foram milhares de atendimentos, incontáveis histórias e pessoas que confiaram em mim para atravessar momentos decisivos de suas vidas.
Hoje, olhando para trás, percebo uma coisa com muita clareza. As cartas apenas foram uma das portas por onde a minha missão começou.
Elas nunca foram o destino. Elas foram o caminho.
Enquanto eu aprendia a interpretar símbolos, outra busca também crescia silenciosamente dentro de mim.
Uma curiosidade quase insaciável pelos mistérios da existência. Nunca me bastou saber o que um símbolo significava. Eu queria compreender por que ele existia. Por que repetimos padrões, adoecemos emocionalmente. Por que algumas histórias parecem atravessar gerações. Por que determinados lugares despertam algo tão profundo na nossa alma. Por que símbolos carregam tantos significados. Por que diferentes povos, culturas e tradições espirituais, mesmo separados por oceanos e séculos, tantas vezes chegam às mesmas respostas.
As cartas foram a primeira linguagem através da qual aprendi a conversar sobre os mistérios da existência.
Mas elas nunca limitaram a minha busca.
Ao longo desses anos mergulhei em diferentes estudos. Astrologia, simbolismo, desenvolvimento humano, comportamento, espiritualidade, tradições ancestrais, religiões, terapias e tantas outras formas que a humanidade encontrou para compreender a si mesma.
E quanto mais eu estudava, mais percebia que nenhuma dessas áreas existia isoladamente. Todas conversavam entre si. Todas apontavam para uma mesma direção. A consciência.
Hoje percebo que o meu trabalho nunca foi entregar respostas prontas, foi provocar perguntas. Perguntas capazes de transformar a maneira como alguém enxerga a própria história, a própria dor e a própria existência.
Continua … 🔮👇🏻