24/08/2026
“Mas eu nem gosto de açúcar…”
E esse é um relato que eu escuto bastante no consultório.
O problema é que resistência à insulina não acontece apenas em quem come doces.
Excesso de carboidratos refinados, pouca fibra, baixa ingestão de proteína, sedentarismo, excesso de gordura visceral, sono ruim e até alterações hormonais podem contribuir para esse cenário.
E tem outro detalhe importante: muitas vezes o açúcar não está no brigadeiro ou no chocolate.
Ele pode aparecer indiretamente em uma rotina com pão, biscoitos, sucos, bebidas adoçadas, grandes porções de massas e refeições com pouca proteína e fibra.
Por isso, quando vejo glicemia, insulina, triglicerídeos e HOMA-IR alterados, eu não pergunto apenas:
“Você come muito açúcar?”
Eu investigo como está a alimentação como um todo, a composição corporal, o exercício, o sono e o contexto metabólico dessa paciente.
Porque tratar resistência à insulina não é simplesmente mandar cortar o açúcar.
É entender o que está fazendo aquele metabolismo perder eficiência e trabalhar em cima disso.