Nutricionista Daiane Carine Klemba

Nutricionista Daiane Carine Klemba Cuidando da saúde hormonal e metabólica feminina em todas as fases da vida. Da adolescência à menopausa 🤍

Seu corpo não muda de uma hora para outra aos 35.Ele carrega a história dos últimos anos.Sono. Alimentação. Estresse. Me...
26/08/2026

Seu corpo não muda de uma hora para outra aos 35.

Ele carrega a história dos últimos anos.

Sono. Alimentação. Estresse. Metabolismo. Composição corporal. Exposições. Fase reprodutiva.

E é justamente por isso que saúde hormonal não deveria ser tratada olhando apenas um exame.

É preciso olhar a mulher como um todo.

Você olha qual tipo de B12 está tomando ou simplesmente compra a que está escrito “vitamina B12”?A cianocobalamina funci...
26/08/2026

Você olha qual tipo de B12 está tomando ou simplesmente compra a que está escrito “vitamina B12”?

A cianocobalamina funciona, sim. Mas quando tenho a possibilidade de escolher, não é a forma que costumo priorizar na minha prática clínica.

Eu geralmente prefiro a metilcobalamina (mecobalamina), uma das formas biologicamente ativas da vitamina B12.

Mas tem algo ainda mais importante do que escolher entre uma e outra: entender por que sua B12 está baixa.

Porque dependendo da causa, não adianta simplesmente comprar uma B12 e começar a tomar.

Forma, dose e até a via de suplementação precisam ser individualizadas.

Agora me conta: você já olhou no seu suplemento qual forma de B12 está tomando?

Tenho visto uma coisa se repetir cada vez mais no consultório: vitamina B12 baixa.E não, nem sempre é simplesmente porqu...
25/08/2026

Tenho visto uma coisa se repetir cada vez mais no consultório: vitamina B12 baixa.

E não, nem sempre é simplesmente porque a pessoa não come fontes suficientes dessa vitamina.

Quando a B12 aparece baixa, principalmente quando isso acontece repetidamente, eu gosto de olhar além do número no exame e entender o que está por trás dessa deficiência.

No carrossel eu expliquei por que isso tem se tornado tão comum, o que pode interferir na absorção e quando a reposição oral ou injetável pode fazer sentido.

Arraste para o lado e depois me conta: como está sua B12 no último exame?

24/08/2026

“Mas eu nem como açúcar…”

Só que resistência à insulina não começa e termina no doce.

Muitas vezes, a glicemia ainda nem parece tão preocupante, mas o corpo já precisa liberar mais insulina para conseguir dar conta dela.

É por isso que eu gosto de olhar além da glicemia: insulina, HOMA-IR, triglicerídeos, hemoglobina glicada, composição corporal e, claro, a rotina dessa paciente.

Alimentação, pouca massa muscular, sedentarismo, gordura visceral, sono ruim e alterações hormonais também podem interferir na sensibilidade à insulina.

Não é sobre simplesmente “cortar açúcar”.

É sobre entender por que aquele metabolismo está precisando trabalhar tanto para manter a glicose sob controle.

Você já olhou sua insulina de jejum ou só acompanha a glicemia?

24/08/2026

“Mas eu nem gosto de açúcar…”

E esse é um relato que eu escuto bastante no consultório.

O problema é que resistência à insulina não acontece apenas em quem come doces.

Excesso de carboidratos refinados, pouca fibra, baixa ingestão de proteína, sedentarismo, excesso de gordura visceral, sono ruim e até alterações hormonais podem contribuir para esse cenário.

E tem outro detalhe importante: muitas vezes o açúcar não está no brigadeiro ou no chocolate.

Ele pode aparecer indiretamente em uma rotina com pão, biscoitos, sucos, bebidas adoçadas, grandes porções de massas e refeições com pouca proteína e fibra.

Por isso, quando vejo glicemia, insulina, triglicerídeos e HOMA-IR alterados, eu não pergunto apenas:

“Você come muito açúcar?”

Eu investigo como está a alimentação como um todo, a composição corporal, o exercício, o sono e o contexto metabólico dessa paciente.

Porque tratar resistência à insulina não é simplesmente mandar cortar o açúcar.

É entender o que está fazendo aquele metabolismo perder eficiência e trabalhar em cima disso.

Se o Mounjaro mexe tanto com o metabolismo, será que ele poderia interferir na endometriose?Um artigo publicado em 2026 ...
24/08/2026

Se o Mounjaro mexe tanto com o metabolismo, será que ele poderia interferir na endometriose?

Um artigo publicado em 2026 levantou uma hipótese interessante sobre a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, como possível estratégia adjuvante a ser estudada na endometriose refratária.

Os autores discutem possíveis efeitos em diferentes mecanismos relacionados ao metabolismo, resposta imunológica, inflamação, fibrose e dor.

Mas atenção: isso ainda é uma hipótese científ**a.

O estudo não comprova que Mounjaro trate endometriose, reduza lesões ou deva ser utilizado para essa finalidade. Ainda precisamos de estudos clínicos para saber se esses mecanismos realmente se traduzem em benefícios para as mulheres.

E aqui está o ponto que mais me interessa nessa discussão:

enquanto a ciência investiga novas possibilidades, o cuidado com a saúde metabólica continua fazendo sentido.

A ESHRE ainda não considera que exista evidência suficiente para recomendar uma dieta ou exercício específicos como tratamento da endometriose. Mesmo assim, orienta alimentação equilibrada, atividade física e um estilo de vida saudável pelos benefícios à saúde.

A mulher com endometriose não é apenas a doença. Metabolismo, composição corporal, alimentação, sono e hábitos também merecem atenção.

O cuidado precisa olhar para a endometriose, mas também para a saúde da mulher como um todo.

Referências:
Jacobsen L et al. Int J Mol Sci. 2026;27(13):5678.
Becker CM et al. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.

A endometriose está f**ando cada vez menos “misteriosa” para a ciência.Um dos maiores estudos genéticos já realizados so...
23/08/2026

A endometriose está f**ando cada vez menos “misteriosa” para a ciência.

Um dos maiores estudos genéticos já realizados sobre a doença reuniu dados de mais de 1 milhão de mulheres, em 14 biobancos ao redor do mundo, e encontrou novas regiões genéticas associadas à endometriose.

Mas o que mais me chama atenção nesse estudo é que ele reforça algo importante: estamos falando de uma doença muito mais complexa do que simplesmente “ter estrogênio alto”.

Os pesquisadores encontraram evidências envolvendo diferentes genes, células do sistema imune e mecanismos relacionados à proliferação celular. Também identif**aram uma arquitetura genética compartilhada com diversos outros fenótipos.

E isso ajuda a entender por que duas mulheres com endometriose podem ter sintomas, evolução e necessidades completamente diferentes.

Na prática, não signif**a que conseguimos mudar a genética através da alimentação.

Signif**a que precisamos parar de olhar para a endometriose de forma simplista.

Quando falamos em nutrição, o objetivo é atuar naquilo que é modificável e que faz sentido para aquela mulher: qualidade da alimentação, composição corporal, saúde metabólica, adequação de nutrientes e contexto individual.

Por isso, endometriose não deveria virar uma lista pronta de alimentos para “cortar”.

Quanto mais a ciência avança, mais f**a claro que o cuidado precisa ser individualizado.

Estudo mencionado:
Guare LA et al. Expanding the genetic landscape of endometriosis: Integrative -omics analyses implicate key genes and pathways in a multi-ancestry study of over one million women. medRxiv, versão atualizada em 2026. Preprint.

Salve para ler novamente e compartilhe com uma mulher que convive com endometriose.

Você já recebeu seus exames com a informação de que estava “tudo bem”, mas continuou sentindo dor, cansaço, inchaço ou o...
20/08/2026

Você já recebeu seus exames com a informação de que estava “tudo bem”, mas continuou sentindo dor, cansaço, inchaço ou outros sintomas?

Na endometriose, olhar apenas se um exame está dentro do valor de referência pode não contar toda a história. Os exames também ajudam a entender o estado nutricional, metabólico e inflamatório da mulher e a identif**ar pontos que merecem mais atenção.

É por isso que, no meu atendimento, eu não avalio apenas números e muito menos entrego um plano alimentar igual para todas.

Eu junto exames, sintomas, alimentação, funcionamento intestinal, ciclo menstrual e história clínica para definir uma estratégia nutricional pensada para aquela mulher.

Porque na endometriose, cada detalhe pode ajudar a entender melhor o que o corpo está mostrando.

Endereço

Avenida José Custódio De Oliveira, 739/Clínica Dermoclin
Campo Mourão, PR
87301-020

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