08/08/2026
Nem todo paciente grave precisa de UTI — e entender isso salva vidas e evita iatrogenia. 🏥⚠️
Como intensivista há mais de 20 anos, vejo com preocupação a vulgarização das indicações de terapia intensiva. A UTI não é apenas “o lugar mais seguro do hospital”.
É um ambiente altamente invasivo, insalubre e que só traz benefício real se o ganho for infinitamente maior do que os riscos.
Transferir um paciente sem indicação precisa pode expô-lo a infecções, delírio e sofrimento desnecessário, além de distanciar a família em momentos cruciais.
Para balizar a tomada de decisão no dia a dia, precisamos nos pautar em 4 pilares fundamentais:
1️⃣ SUPORTE: Necessidade de ventilação mecânica, dr**as vasoativas, diálise contínua ou ECMO.
2️⃣ DETERIORAÇÃO: Declínio clínico rápido e perda progressiva de função sob protocolo.
3️⃣ MONITORIZAÇÃO: Arritmias complexas, uso de dr**as arritmogênicas ou distúrbios eletrolíticos graves.
4️⃣ INTERVENÇÃO: Procedimentos invasivos de alto risco, como cateterismo no IAM.
Fora desse escopo, a enfermaria com boa vigilância e suporte familiar pode ser o ambiente mais seguro e humano para o paciente.
Como é a realidade na sua instituição? Você também sente essa pressão por indicações inadequadas? Deixe seu comentário e vamos conversar. 👇