21/12/2021
Oxe, e amigos decidem a nossa vida?
Definem os nossos sentimentos?”
São amigos, irmãos, confidentes… extensão de nossa família.
Amizade é vital e a vida f**a triste sem ela.
Como todos os vínculos, a amizade possibilita a vivência da alteridade. E, alteridade é aceitar o outro como outro.
Os nossos amigos nos faz lembrar da singularidade de cada um e ela precisa ser respeitada. Sei, as vezes não é fácil!
É um lugar de troca. É dar e receber, porque as relações precisam ser mútuas. Caso contrário, se findam.
Ter amigos é encontro e como todo encontro, pode ativar nossos aspectos inconscientes. Dessa forma, importante termos consciência do que estamos atualizando com nossos amigos.
E sobre os conselhos?
As vezes é cuidado.
As vezes é preocupação.
As vezes é projeção.
É errar o erro do outro. É acertar o acerto do outro.
É escolher trazer para nós os complexos do amigo.
É vivenciar a nossa experiência pessoal como o amigo faria. Diluindo a nossa identidade, o sentido de nossas escolhas.
Quando um amigo impõem sua opinião sobre nós, nos revela o quanto estamos permitindo.
Tem amigo que diz em TODAS as situações de conflitos que “tudo vai dar certo”, que “somos fortes”. Este ignora a nossa necessária vulnerabilidade e é neste momento que temos a possibilidade de entrar em contato com as nossas mais honestas emoções. Exigir de nós um “superalguém”, nos leva a uma nova repressão.
Ah! Ainda tem aquele amigo cheio de verdades e razões e sem perceber estamos olhando o nosso mundo com os olhos dele.
Já ouvi: “eu avisei, voltou porque quis”, “não quero ouvir sobre ele (a)”, “não quero que saiba que estamos juntos, se não irá me encher”.
Amizade ou relação de poder e controle?
Ali tem histórias do passado. Pessoas sendo reativadas. Amizade é permitir limite.
O outro é importante para nós. Faz parte do nosso processo de individualização, mas o relacionamento é seu, não de seu amigo!
Lembre-se disso!