09/09/2026
Estar em Los Angeles e visitar o hotel onde foi gravado “Uma Linda Mulher” me fez pensar muito sobre aquilo que a gente idealiza quando pensa em amor.
O cinema nos acostumou a acreditar que o amor bonito precisa ser extraordinário. O encontro perfeito, a pessoa perfeita, a história improvável, os grandes gestos…
Mas os relacionamentos reais são totalmente imperfeitos, desconfortáveis, mesmo que saudáveis.
Na psicologia sistêmica, olhamos para os relacionamentos entendendo que ninguém chega ao outro sozinho. Cada pessoa traz sua história, seus aprendizados, suas crenças sobre amor, seus modelos familiares e também as experiências que viveu antes daquela relação.
Eu mesma já vivi relacionamentos que me ensinaram, principalmente, o que eu não queria mais viver. E foi depois dessas experiências que encontrei um amor pra chamar de meu.
E nessa viagem, completamos 14 anos de relacionamento.
E não, a nossa história não parece um filme de Hollywood. 😂
Tem rotina, diferenças, dias difíceis, conversas que precisam acontecer, escolhas, ajustes, imperfeições e muito trabalho de duas pessoas que continuam escolhendo construir juntas.
E talvez seja justamente isso que tenha me tocado tanto ao estar naquele hotel.
A ficção pode ser linda. Mas o amor real também pode ser. E nós precisamos romantizar e idealizar menos, para viver mais o incrível dentro possível. Precisamos amar em voz alta na rotina maçante, na doença e na grandeza que é compartilhar a vida com alguém por escolha própria.
Acredite: você não precise encontrar uma história digna de cinema, porque ela não existe. Talvez precise construir uma relação que faça sentido para a vida que vocês realmente têm.
Porque relacionamento saudável não é aquele que parece perfeito.
É aquele em que duas pessoas reais conseguem construir algo bonito dentro da realidade delas.
E você? Ainda está esperando viver um amor de filme ou já consegue enxergar beleza no amor possível, real e imperfeito? ❤️
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