Rafaella Ibrahim

Rafaella Ibrahim Psicóloga, atuo na área clínica
Especialista em Teoria do Apego
Atendo crianças, adolescentes, mulheres e famílias �

O amor materno na primeira infância é tão importante para a saúde mental, quanto vitaminas e proteínas para a saúde físi...
10/05/2026

O amor materno na primeira infância é tão importante para a saúde mental, quanto vitaminas e proteínas para a saúde física…
John Bowlby

❤️

Feliz dia das mães

Dia de luta.O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, foi oficializado pela ONU em 1975 como um marco para reconhecer a...
09/03/2026

Dia de luta.

O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, foi oficializado pela ONU em 1975 como um marco para reconhecer as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres mas, sobretudo, para lembrar que a luta contra a desigualdade e a violência ainda está longe de terminar.

A data tem raízes nas mobilizações de mulheres trabalhadoras no início do século XX, que foram às ruas reivindicar condições dignas de trabalho, direitos políticos e igualdade. Em 1917, na Rússia, mulheres protestaram por “pão e paz”, denunciando a fome, a guerra e a exploração. A partir desse movimento, o 8 de março se consolidou como símbolo mundial de resistência e transformação social.

Mais de um século depois, ainda enfrentamos realidades desesperadoras.

No Brasil, apenas em janeiro de 2026, foram registrados mais de 947 novos casos de feminicídio no sistema de justiça. Cada número representa uma vida interrompida e uma sociedade que falha miseravelmente em proteger as mulheres.

Enquanto isso, políticas públicas essenciais seguem fracas! Em 2024, apenas 12% do orçamento previsto para ações de combate à violência contra a mulher foi efetivamente executado. A Casa da Mulher Brasileira, que deveria ser referência no acolhimento, proteção e encaminhamento dessas mulheres em situação de violência, não recebeu sequer um real em repasses federais.

A desigualdade aparece na representação política. As mulheres são mais da metade da população brasileira, mas ocupam menos de 20% das cadeiras no Senado e seguem sub-representadas em espaços de decisão.

Isso nos leva a uma pergunta inevitável: quem está, de fato, defendendo os direitos das mulheres nos espaços onde as decisões são tomadas?

Quando a violência cresce, quando os recursos não chegam e quando a representação é mínima, precisamos perguntar:

A quem interessa a permanência desse cenário?
A quem serve o silêncio diante de tantos feminicídios e violências?

O 8 de março não é uma data comemorativa.
É um lembrete de que direitos foram conquistados com luta e continuam dependendo dela para existir.

20/02/2026
O luto tem altos e baixos. Há dias em que a saudade parece mais leve e dá para respirar melhor. Em outros, ela pesa, ape...
15/01/2026

O luto tem altos e baixos. Há dias em que a saudade parece mais leve e dá para respirar melhor. Em outros, ela pesa, aperta o peito e cansa.

Sentir tudo isso faz parte. Chorar, sentir falta, ter raiva, confusão ou até momentos de alívio,nada disso é errado. Permitir sentir é uma parte importante do luto. Tentar segurar ou apressar esse processo costuma machucar ainda mais.

Ao mesmo tempo, é importante perceber quando as coisas começam a se complicar.
Quando a dor não diminui em nenhum momento, quando o cansaço é constante e quando seguir sozinho f**a pesado demais.

Nessas horas, pedir ajuda não é fraqueza. É cuidado. O luto não precisa ser atravessado no isolamento.

Mesmo nos dias mais difíceis, aos poucos, a vida pode encontrar um novo jeito de seguir. Não como antes, mas de uma outra forma possível . E esse caminho pode e deve ser acompanhado, seja pela sua rede de apoio ou através de um profissional especializado.

Rafaella Ibrahim
Psicóloga CRP 01/21333

A terapia não é sobre respostas prontas, nem sobre eliminar a dor rapidamente.É sobre presença.É sobre ter alguém que pe...
11/01/2026

A terapia não é sobre respostas prontas, nem sobre eliminar a dor rapidamente.
É sobre presença.

É sobre ter alguém que permanece quando a história é difícil de contar.
Alguém que não se apressa em consertar, minimizar ou oferecer atalhos…muito menos oferecer falas apenas para preencher vazios.
Alguém que sustenta o silêncio, a confusão, a ambivalência e caminha junto.

Muitas vezes, seguir em terapia exige enfrentar resistências:
o medo de tocar em feridas antigas,
o desejo de desistir quando parece que nada muda,
a sensação de estar andando devagar demais.

Mas permanecer, mesmo com resistência, é sinal de coragem.
Quem continua, mesmo cansado, mesmo duvidando, está no caminho certo, não porque seja fácil,
mas porque é verdadeiro.

Aos poucos, o que antes doía sem nome começa a ganhar sentido.
E aquilo que era suportado sozinho passa a ser compartilhado, elaborado, cuidado.

A terapia não tira a dor da vida.
Ela transforma a forma como nos relacionamos com ela.

Rafaella Ibrahim
Psicóloga CRP 01/21333

A imagem mostra uma mãe( no caso uma macaco prego) que carrega seu filhote junto ao corpo. Há proteção, vínculo, instint...
29/12/2025

A imagem mostra uma mãe( no caso uma macaco prego) que carrega seu filhote junto ao corpo.
Há proteção, vínculo, instinto de cuidado. O pequeno se apoia nela para existir, enquanto ela segue, mesmo com o peso, mesmo com a responsabilidade, mesmo com a vulnerabilidade exposta.
Essa cena simples da natureza toca em algo profundamente humano: a maternidade como laço, presença e entrega.

Pensar nessa imagem também nos conduz, inevitavelmente, às mães que tiveram seus braços esvaziados cedo demais. Às mães que gestaram sonhos, futuros, histórias e precisaram aprender a caminhar sem o corpo do filho apoiado ao seu. A perda de um filho rompe uma ordem esperada da vida e atravessa o corpo, a identidade e o sentido de existir.

O luto materno costuma ser silenciado. Muitas vezes essas mães são julgadas por como sentem, por quanto tempo sofrem, por continuarem ou não a falar do filho que morreu. Como se o amor tivesse prazo. Como se o vínculo pudesse ser desfeito pela ausência física.

Assim como na natureza, onde o cuidado é instintivo e contínuo, o amor de uma mãe não desaparece com a morte. Ele apenas muda de forma. Por isso, mais do que respostas, essas mulheres precisam de presença. Mais do que conselhos, precisam de escuta. Precisam de uma rede de apoio que sustente, que acolha, que não minimize a dor nem tente apressar processos.

Ser rede é caminhar ao lado. É permitir que essa mãe fale do filho, do vazio, da saudade. É reconhecer que a maternidade permanece, mesmo quando o colo está vazio.
Que possamos aprender: o vínculo importa, o cuidado sustenta, e nenhuma mãe deveria atravessar a dor da perda sozinha, muito menos sob julgamento.

Rafaella Ibrahim
Psicóloga CRP 01/21333

Ao me despedir deste ano, quero expressar minha profunda gratidão a cada pessoa que confiou em mim e no nosso processo t...
22/12/2025

Ao me despedir deste ano, quero expressar minha profunda gratidão a cada pessoa que confiou em mim e no nosso processo terapêutico ao longo de 2025.

Cada percurso vivido em terapia foi único. Houve espaço para dores difíceis de nomear, para silêncios cheios de signif**ado, para lágrimas, mas também para descobertas, pequenas conquistas e movimentos internos que, muitas vezes, aconteceram de forma silenciosa e corajosa.

A terapia não apaga as dores, especialmente aquelas ligadas às perdas, aos vínculos e às histórias que nos atravessam, mas nos convida a olhar para elas com mais cuidado, a ressignif**ar o que foi possível, a sustentar o que ainda dói e a construir novos sentidos para seguir.

A cada paciente, meu reconhecimento pela coragem de permanecer, de revisitar histórias, de sentir o que precisava ser sentido e de respeitar o próprio tempo. Isso é um trabalho profundo e vocês fizeram e fazem isso com muita dignidade.

Que 2026 chegue como um ano de continuidade: de mais gentileza consigo, de vínculos possíveis, de esperança realista, daquela que nasce aos poucos, mesmo quando o caminho ainda não está totalmente claro.

Seguimos. Um passo de cada vez.
Com respeito, cuidado e esperança.

Com carinho,
Rafaella Ibrahim
Psicóloga CRP 01/21333

“Não será a saudade que vai roubar de mim a gratidão” - Carpinejar ❤️Sobre despedidas
16/12/2025

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As mais belas coisas do mundo - Valter Hugo Mãe ❤️
15/11/2025

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❤️

O luto pela perda de um filho é uma experiência que ultrapassa qualquer entendimento.O luto parental é um processo dinâm...
10/11/2025

O luto pela perda de um filho é uma experiência que ultrapassa qualquer entendimento.

O luto parental é um processo dinâmico, que não segue uma linha reta. Há momentos de estabilidade, mas também “ondas de luto” que retornam em lembranças, gestos e datas que trazem à tona o amor que permanece.
Com o tempo, essas ondas se tornam menos intensas, permitindo que a vida siga de uma nova forma, sem que o vínculo seja esquecido.

Para além da superação , trata-se de aprender a conviver com a ausência, reconhecendo o lugar que o filho continua ocupando na história e na memória dos que f**aram.

Na imagem, duas gerações: minha avó, que viveu a dor da perda de um filho e minhas filhas.
Mostrando que o amor atravessa o tempo, encontra novas formas de se expressar e continua tecendo vínculos, mesmo diante da ausência.

Rafaella Ibrahim
Psicóloga especialista em luto e teoria do apego
CRP 01/21333

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