06/04/2026
DOR NO CALCANHAR PODE INDICAR LESÕES IMPORTANTES NA REGIÃO DO AQUILES
A imagem destaca a região posterior do tornozelo e do calcâneo, com ênfase no tendão de Aquiles, na área de inserção tendínea e nos tecidos adjacentes.
Quando há dor, edema, vermelhidão, espessamento local ou dificuldade para apoiar o pé, a avaliação clínica deve considerar alterações estruturais e inflamatórias que acometem essa região.
Entre os principais supostos diagnósticos, um dos mais frequentes é a tendinopatia do tendão de Aquiles, especialmente na sua porção insercional.
Nesse quadro, o tendão sofre processo degenerativo e inflamatório relacionado a sobrecarga mecânica, esforço repetitivo, corrida, salto, aumento brusco de atividade física, encurtamento muscular da panturrilha ou uso inadequado de calçados.
O paciente pode apresentar dor progressiva na parte posterior do calcanhar, rigidez matinal e piora ao esforço.
Outro suposto diagnóstico relevante é a bursite retrocalcânea, caracterizada pela inflamação da bursa localizada entre o tendão de Aquiles e o calcâneo.
Esse quadro pode provocar dor localizada, aumento de sensibilidade ao toque, edema e desconforto importante ao caminhar ou usar calçados fechados, principalmente aqueles com contraforte rígido.
Também deve ser lembrada a deformidade de Haglund, que corresponde a uma proeminência óssea na região posterior do calcâneo.
Essa alteração pode aumentar o atrito local, favorecer inflamação da bursa e irritação crônica do tendão de Aquiles.
Em muitos casos, a dor piora com calçados apertados e com atividades que exigem repetição de flexão plantar.
Outro possível achado associado é a entesopatia do calcâneo, que envolve a inserção do tendão no osso.
Esse quadro pode cursar com calcificações, microlesões de repetição, dor crônica e limitação funcional. Em alguns pacientes, também pode haver esporão posterior do calcâneo, visível em exames de imagem.
Nos casos de dor súbita, sensação de estalo, perda de força para ficar na ponta do pé e limitação importante da marcha, deve-se considerar como hipótese lesão parcial ou ruptura do tendão de Aquiles.
A confirmação diagnóstica depende de avaliação clínica e, quando necessário, de exames como ultrassonografia, radiografia e ressonância magnética.
O diagnóstico correto é essencial para definir conduta, evitar progressão da lesão e reduzir o risco de incapacidade funcional.