Psicóloga_Flavia Darold

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Psicóloga CRP 12/09196


Psicoterapeuta EMDR
Intervenções em Perdas e Luto
Supervisão para profissionais no manejo com Luto
Coordenadora Grupo de Apoio ao Luto em Capinzal

Atendimentos em Capinzal, campos Novos e Herval D'Oeste

Antes de sermos Psicólogos, somos encontros. E é através deles que construímos caminhos de cuidado, acolhimento e transf...
29/08/2026

Antes de sermos Psicólogos, somos encontros.
E é através deles que construímos caminhos de cuidado, acolhimento e transformação.
AME-SE | PSICOLOGIA

Ser Psi, para mimSer Psicóloga, para mim, é muito mais do que escutar histórias.É ter o privilégio de acompanhar pessoas...
27/08/2026

Ser Psi, para mim

Ser Psicóloga, para mim, é muito mais do que escutar histórias.

É ter o privilégio de acompanhar pessoas em momentos em que a vida, às vezes, parece difícil demais de sustentar sozinha.

É sentar diante de alguém e dizer, muitas vezes sem palavras: eu estou aqui. Podemos olhar para isso juntos.

É acompanhar o luto, a dor, o medo, as rupturas, os traumas e também os recomeços.

É testemunhar histórias que chegam fragmentadas e, pouco a pouco, vão encontrando novos sentidos.

É respeitar o tempo de cada pessoa. É não ter pressa para aquilo que precisa ser elaborado. É sustentar o silêncio quando ele precisa existir e encontrar palavras quando elas podem ajudar.

Ser Psi também é aprender todos os dias.

Porque cada pessoa que chega ao consultório me lembra que não existe uma única forma de sentir, sofrer, amar, perder, reconstruir ou seguir adiante.

E talvez seja justamente isso que mais me encanta nessa profissão: poder ser companhia na travessia.

Não para caminhar no lugar do outro. Não para oferecer respostas prontas. Mas para estar ao lado enquanto, pouco a pouco, cada pessoa encontra seu próprio caminho.

Hoje, no Dia do Psicólogo, celebro a profissão que escolhi e, principalmente, a confiança de cada pessoa que me permite fazer parte de um pequeno trecho da sua história.

Ser Psi, para mim, é isso: estar presente diante daquilo que nos atravessa e acreditar que, mesmo depois da dor, ainda pode existir movimento, sentido e vida.

Feliz Dia do Psicólogo para nós. 🤍

Pensar o luto no ciclo vital é compreender que crescer também implica perder.Cada etapa da vida nos convida a deixar alg...
25/08/2026

Pensar o luto no ciclo vital é compreender que crescer também implica perder.
Cada etapa da vida nos convida a deixar algo para trás para que uma nova configuração possa surgir.
Nem toda perda é um acontecimento isolado.
Algumas perdas fazem parte do próprio processo de tornar-se quem somos.
Aula na Unoesc/Joaçaba

18/08/2026

Quando pensamos em luto, frequentemente pensamos na morte.
Mas, ao longo do ciclo vital, somos atravessados por muitas outras perdas.
Uma infância que termina.
Uma mudança de cidade.
A separação dos pais.
O fim de uma relação.
A saída dos filhos de casa.
Uma doença.
A perda de um papel que ocupávamos.
Há perdas que não levam uma pessoa embora, mas transformam profundamente a vida que conhecíamos.
Vídeo da aula na Unoesc, com acadêmicos de Psicologia

Luto no ciclo vitalNesta semana, tive a oportunidade de conversar com acadêmicos de Psicologia sobre um tema que atraves...
16/08/2026

Luto no ciclo vital
Nesta semana, tive a oportunidade de conversar com acadêmicos de Psicologia sobre um tema que atravessa minha prática clínica e, de diferentes formas, atravessa a vida de todos nós: o luto.
Falar sobre luto é falar sobre perdas, vínculos, rupturas, transformações e sobre aquilo que precisamos aprender a viver depois que algo muda.
Obrigada Professora Gabriela pelo convite.

O trauma nos tira a espontaneidade.Essa frase ficou ecoando em mim.O trauma não deixa marcas apenas na memória. Muitas v...
27/07/2026

O trauma nos tira a espontaneidade.

Essa frase ficou ecoando em mim.

O trauma não deixa marcas apenas na memória. Muitas vezes, ele modifica a forma como vivemos o presente.

Quem já foi profundamente ferido aprende a medir palavras, antecipar perigos, controlar emoções, observar o ambiente antes de relaxar. O corpo e a mente passam a acreditar que a segurança depende da vigilância constante.

A espontaneidade vai cedendo espaço ao controle.

A leveza dá lugar ao cálculo.

O impulso de confiar passa a ser substituído pela necessidade de se proteger.

E isso não é um defeito de personalidade. É uma resposta de sobrevivência.

A boa notícia é que aquilo que foi aprendido para sobreviver também pode ser transformado quando encontramos relações seguras e espaços de cuidado. Aos poucos, o sistema nervoso aprende que nem todo encontro oferece perigo e que é possível voltar a experimentar a curiosidade, a criatividade, a autenticidade e a espontaneidade.

Talvez a cura não seja voltar a ser quem éramos antes do trauma.

Talvez seja descobrir que, mesmo depois dele, ainda podemos voltar a viver com mais liberdade.

"Quando as experiências perturbadoras são adequadamente processadas, elas se tornam parte do passado, em vez de continua...
22/07/2026

"Quando as experiências perturbadoras são adequadamente processadas, elas se tornam parte do passado, em vez de continuarem sendo vividas no presente."
— Francine Shapiro

Há experiências que terminam no tempo, mas continuam acontecendo dentro de nós.

Elas aparecem em forma de medo, hipervigilância, culpa, dificuldade para confiar ou de uma tristeza que parece não ter explicação.

O passado não pode ser mudado. Mas a forma como ele é armazenado e integrado pelo nosso cérebro pode.

Curar não é esquecer. É permitir que a lembrança deixe de invadir o presente e passe a ocupar o lugar que lhe pertence: a nossa história, e não o nosso destino.

O cuidado também deixa marcas.Quando falamos sobre trauma, costumamos dizer que algumas experiências deixam marcas profu...
13/07/2026

O cuidado também deixa marcas.

Quando falamos sobre trauma, costumamos dizer que algumas experiências deixam marcas profundas no corpo, na memória e na forma como nos relacionamos.

E isso é verdade.

Mas existe uma outra verdade que merece ser lembrada.

O cuidado também deixa marcas.

Cada vez que alguém acolhe uma emoção sem julgamento, permanece quando tudo parece difícil, oferece um abraço seguro, escuta com atenção ou respeita nossos limites, uma nova experiência é registrada.

Talvez ela não apague a dor vivida.

Mas amplia as possibilidades de sentir, confiar e existir.

John Bowlby nos mostrou que os vínculos seguros transformam a maneira como percebemos a nós mesmos e aos outros. Aos poucos, aprendemos que nem toda aproximação machuca, que nem toda ausência significa abandono e que pedir ajuda pode ser um gesto de coragem.

Na clínica, vemos isso acontecer de forma delicada.

Não é uma única sessão que transforma uma história.

É a repetição de uma experiência diferente.

Ser ouvido.

Ser respeitado.

Ser compreendido.

Ser recebido exatamente como se é.

Essas vivências também deixam marcas.

Marcas que fortalecem, reorganizam e ampliam a forma como habitamos o mundo.

Assim como o trauma pode ensinar o corpo a viver em alerta, o cuidado pode ensinar que, aos poucos, é possível voltar a respirar com tranquilidade.

Porque aquilo que nos feriu não é a única experiência capaz de nos transformar.

O cuidado também reescreve histórias.

O luto é o preço que pagamos por ter amado.John Bowlby nos ensinou que somos biologicamente preparados para criar víncul...
13/07/2026

O luto é o preço que pagamos por ter amado.

John Bowlby nos ensinou que somos biologicamente preparados para criar vínculos. Desde o nascimento, buscamos proximidade, proteção e segurança nas pessoas que se tornam importantes para nós.

É justamente por isso que uma perda dói tanto.

Quando alguém que representava nossa base segura deixa de estar presente, não perdemos apenas uma pessoa. Perdemos uma forma de estar no mundo.

Por isso, no início do luto, é comum que a mente ainda procure por quem partiu. Esperamos ouvir sua voz, imaginamos que ela entrará pela porta ou, por um instante, esquecemos que ela já não está ali.

Não se trata de negar a realidade.

É a expressão de um sistema de apego que, por toda uma vida, aprendeu que aquela pessoa estava disponível.

Aos poucos, o luto não nos convida a esquecer quem morreu.

Ele nos convida a reconstruir a vida diante de uma ausência que continuará tendo significado.

O vínculo não desaparece.

Ele se transforma.

A pessoa deixa de estar presente fisicamente, mas permanece na memória, na história, nos gestos aprendidos, nos valores compartilhados e no amor que continua encontrando novas formas de existir.

Talvez essa seja uma das maiores compreensões que Bowlby nos deixou:

A intensidade do luto não revela a nossa fragilidade.

Ela revela a profundidade do nosso vínculo.

Porque sofrer uma perda é, antes de tudo, uma consequência de ter amado.

John Bowlby nos mostrou que os primeiros vínculos moldam a forma como percebemos a nós mesmos, os outros e o mundo. Quan...
13/07/2026

John Bowlby nos mostrou que os primeiros vínculos moldam a forma como percebemos a nós mesmos, os outros e o mundo. Quando crescemos em relações sensíveis e previsíveis, aprendemos que pedir ajuda pode ser seguro e que a proximidade pode ser fonte de proteção.

Mas quando essas experiências são marcadas por medo, rejeição, abandono ou imprevisibilidade, o corpo também aprende.

Às vezes, antes mesmo de entendermos o que está acontecendo, ele acelera o coração, prende a respiração, enrijece os músculos ou entra em estado de alerta.

Não é falta de força.

É uma resposta construída para proteger.

Na psicoterapia, e especialmente no trabalho com EMDR, compreendemos que muitas dessas respostas permanecem registradas nas redes de memória. Por isso, o processo terapêutico não acontece apenas por compreender racionalmente a própria história. Ele também envolve oferecer ao cérebro e ao corpo novas experiências de segurança.

A presença consistente do terapeuta, um vínculo construído com respeito e previsibilidade e o reprocessamento das memórias permitem que, pouco a pouco, o sistema nervoso deixe de responder ao presente como se ainda estivesse vivendo o passado.

O corpo começa a perceber que o perigo passou.

E, quando isso acontece, não muda apenas a forma de pensar.

Muda a forma de respirar, de se relacionar, de confiar e de habitar a própria vida.

Porque a segurança não é apenas uma ideia.

Ela também é uma experiência que o corpo aprende.

Endereço

XV De Novembro
Capinzal, SC
89665000

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