09/08/2026
Logo eu, cheia de palavras, de reflexões… hj acordei com o coração apertado e uma saudade q transborda pelos olhos.
Meu pai era uma pessoa difícil. Nós tínhamos temperamentos parecidos — e talvez por isso tenhamos nos desafiado tanto ao longo da vida. Com os anos, com o amadurecimento e com a busca constante por aprender, fui entendendo q amar tb é aprender a lidar, compreender, ressignificar.
E o coração do meu pai era imenso. Não havia uma pessoa q não gostasse de estar perto dele.
Mas, qndo minha mãe partiu, uma parte dele também se foi...
Vieram anos difíceis. Depressão, alcolismo, saudade, a culpa… aquela culpa q tantas vezes aparece qndo perdemos alguém e pensamos: “Eu poderia ter feito mais”.
Até q, há seis anos, João nasceu.
E eu conheci a melhor versão do meu pai: o meu pai-avô.
Foi como se a vida nos desse uma nova oportunidade de escrever a nossa história. Começamos a ressignificar nossa trajetória, não apagando o que foi difícil, mas dando novos significados ao q vivemos.
E então surgiram tantas lembranças de minha infância …
Bilhetinhos que deixávamos escondidos um p o outro dizendo “te amo”. O Kinder Ovo quase todos os dias quando ele voltava do trabalho. Ele me “corrompendo” financeiramente para eu dançar com ele Zé Ramalho, Alceu Valença, Fagner e até Reginaldo Rossi. 😂
Havia amor. Muito amor ❤️
Talvez a vida tenha ficado pesada demais em algum momento. Talvez eu não tenha conseguido enxergar o qnto ele tb estava lutando.
Mas a vida é feita de quedas e ascensões.
E João, aquele netinho tão envergonhado perto dele, conseguiu fazer meu pai se transformar novamente.
O AMOR TRANSFORMA.
E eu fui testemunha viva disso!
Eu não esperava perdê-lo tão cedo. E, mesmo sabendo, racionalmente, q fiz tudo oq estava ao meu alcance, ainda existe aquela pergunta insistente dentro de mim:
“E se eu tivesse feito diferente?”
Durante os quase 30 dias de internação, tentei levar amor. Mesmo desacordado, levei áudios das pessoas q o amavam: Mas qndo ouvia a voz do João… ah, aquilo era diferente. A enfermagem não acreditava. Os sinais no monitor mudavam. Era como se, por alguns instantes, alguma esperança voltasse para aquele quarto.
(CONTINUA 👇🏼)