Santisi Psicologia

Santisi Psicologia Psicóloga, especialista em Terapia Cognitiva Comportamental, com atuação a 8 anos na área de saúde.

💭 — “mais um dia, ou menos um dia?” — essa frase carrega uma provocação silenciosa sobre como estamos olhando para o tem...
03/05/2026

💭 — “mais um dia, ou menos um dia?” — essa frase carrega uma provocação silenciosa sobre como estamos olhando para o tempo.

Para quem está saudável e imerso na rotina, o dia pode parecer “só mais um”: mais um compromisso, mais uma tarefa, mais um cansaço. Mas, ao mesmo tempo, esse mesmo dia também é “menos um” — menos uma oportunidade de viver algo, de dizer algo, de estar com alguém.

Agora, quando a gente desloca esse olhar…

Para quem está em um leito de hospital, lutando pela vida, cada amanhecer não é “mais um dia qualquer”. É uma conquista. É um “ganhei mais um”. O tempo deixa de ser automático e passa a ser precioso, quase palpável.

Para quem está chegando ao mundo, cada dia é expansão: o primeiro choro, o primeiro toque, as primeiras descobertas. Tudo é “mais um” no sentido mais puro de começo, de possibilidade.

E aí vem a reflexão:

O mesmo dia pode ser visto como excesso ou como dádiva — depende do lugar de onde se olha.

Talvez a pergunta não seja se é “mais um” ou “menos um”…
Mas: o que eu estou fazendo com o dia que eu tenho hoje?

Porque, no fim, o tempo não muda — o que muda é a consciência sobre ele.

E, às vezes, tudo o que a gente precisa é lembrar:
há pessoas implorando por mais um dia…
enquanto outras ainda nem tiveram o primeiro.

A vida não para só porque, por dentro, tudo parece desmoronar.Ela segue… com seus dias cheios, seus horários, suas exigê...
30/04/2026

A vida não para só porque, por dentro, tudo parece desmoronar.

Ela segue… com seus dias cheios, seus horários, suas exigências — mesmo quando a gente sente que não tem mais estrutura para acompanhar esse ritmo.

Mas talvez o caminho não seja tentar parar a vida.
Talvez seja se permitir pequenas pausas dentro dela.

Pausas para respirar.
Pausas para chorar.
Pausas para pedir ajuda.
Pausas para simplesmente existir, sem precisar dar conta de tudo.

Como alguém me disse ontem, existem momentos em que a vida parece querer “quebrar a alma”. E, nesses momentos, resistir o tempo todo cansa mais do que acolher.

Então, que a gente possa viver um dia de cada vez.
Do jeito que dá.
Na medida do possível.

Com apoio, com resiliência, com fé — ainda que às vezes bem pequena.

E a bagunça interna?

A gente não resolve tudo de uma vez.
A gente vai, aos poucos, tentando organizar o que for possível… e aprendendo a conviver, com mais gentileza, com aquilo que ainda não dá para arrumar, só confiar...

Porque, no fim, seguir também é isso:
não ter tudo no lugar, mas ainda assim continuar.

Um passo. Um respiro. Um dia de cada vez.

Ontem foi o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Tentei gravar algumas vezes, organizar palavras, mas não me senti...
03/04/2026

Ontem foi o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Tentei gravar algumas vezes, organizar palavras, mas não me sentia segura para expressar algo que, para mim, deveria ser lembrado e cuidado todos os dias — não apenas em uma data.

Porém nos últimos tempos, me atravessa uma reflexão sincera e, por vezes, desconfortável: nem sempre me sinto suficiente diante de tantas dores que escuto.

A empatia, muitas vezes, é associada àquilo que já vivemos. E quando não vivemos? Quando não sentimos na própria pele o que essas mães e famílias enfrentam diariamente? Surge, então, um sentimento de limitação — como se faltasse algo para, de fato, alcançar o outro.

Mas talvez o papel da Psicologia não seja o de “sentir igual”, e sim o de estar disponível para sentir com. É sustentar, com respeito e presença, dores que não são nossas — sem reduzir, sem romantizar, sem tentar apressar processos.

Acolher, nesse contexto, é um ato profundo: é oferecer um espaço onde a dor pode existir sem julgamento, onde o cansaço pode ser dito, onde o amor — que também é imenso — pode ser reconhecido em meio às dificuldades.

Às famílias e, especialmente, às mães atípicas: vocês não estão sozinhas. E mesmo quando não sabemos exatamente como é o caminho de vocês, seguimos ao lado, com escuta, cuidado e compromisso.

Que essa data seja um convite à consciência — mas, principalmente, à sensibilidade, diária.

Hoje celebramos mais um ano de uma história que se fortaleceu a cada desafio, a cada risada, a cada mudança... Passamos ...
29/03/2026

Hoje celebramos mais um ano de uma história que se fortaleceu a cada desafio, a cada risada, a cada mudança...

Passamos por tantas coisas juntos, de uma pandemia que nos ensinou o valor da compreensão, à mudanças que trouxeram novos ares e uma nova visão de vida.

Cada passo foi mais que uma transformação externa; foi um crescimento interno, onde amadurecemos juntos, e mais do que nunca, nos apoiamos mutuamente.

Nosso filho é o reflexo do amor que compartilhamos e cada dia ao seu lado me faz sentir ainda mais apaixonada, não só pelo homem que você é, mas pela pessoa incrível que se torna a cada dia. Você tem sido meu apoio, minha força, meu amor, e a cada novo amanhecer, me apaixono ainda mais por você.

Que venham mais anos, mais aprendizados, mais sorrisos, mais vida. Te amo, hoje e sempre ♡

Mais uma semana e estamos como na animação? Mode - economizando energia para a sexta - 🤣
16/03/2026

Mais uma semana e estamos como na animação? Mode - economizando energia para a sexta - 🤣

10/03/2026

Não corresponder à ditadura da beleza não signif**a se abandonar. Signif**a escolher.

Escolher o que faz sentido para você.

Para algumas, é maquiagem. Para outras, skincare. Para outras, conhecimento, maturidade, autenticidade.

A beleza não é um molde — é singularidade. E cada mulher tem a sua forma de florescer.

Ps: tô capanga, acabada de sono e cansaço e ainda estamos na terça 😅

Hoje, no Dia das Mulheres, eu olho para essas fotos e vejo muito mais do que rostos. Vejo histórias, forças diferentes, ...
08/03/2026

Hoje, no Dia das Mulheres, eu olho para essas fotos e vejo muito mais do que rostos. Vejo histórias, forças diferentes, temperamentos únicos e formas singulares de amar.

Aqui estão algumas das mulheres que marcaram / marcam profundamente quem eu sou: Uma linha invisível que conecta gerações, amor e histórias.

Cada uma é de um jeito. Algumas mais fortes na palavra. Outras na delicadeza. Algumas enfrentaram a vida com firmeza. Outras ensinaram pela sensibilidade e pelo cuidado...

E foi convivendo com essas diferenças que aprendi algo muito importante: não existe um único jeito de ser mulher. Existe a coragem de cada uma para viver a própria história.

Hoje também penso nas tantas mulheres que caminham comigo dentro do consultório. Pacientes, que com uma coragem imensa revisitam suas dores, ressignif**am suas histórias e se permitem reconstruir partes de si mesmas.

Ser mulher também é isso: cair, se reinventar, se fortalecer e continuar.

Que possamos honrar as mulheres que vieram antes de nós, valorizar as que caminham ao nosso lado e abrir caminhos para aquelas que ainda virão.

Feliz Dia das Mulheres.

Que sigamos fortes, sensíveis, imperfeitas e profundamente humanas 🌻

Esses últimos dias de trabalho têm sido um exercício muito real de empatia e resiliência para mim. Estou recém-operada d...
06/03/2026

Esses últimos dias de trabalho têm sido um exercício muito real de empatia e resiliência para mim.

Estou recém-operada da boca e iniciando o uso de aparelho — algo que, como muitos sabem, não é simples. A boca f**a sensível, machucada, a alimentação se torna difícil (beirando o impossível no sólido) e falar além de desconfortável tem sido um trabalho resiliente e de muita dor (com febre inclusive). Ainda assim, sigo aqui, trabalhando e honrando o compromisso que tenho com cada paciente que confia em mim.

E nesse processo eu também me lembrei de algo importante: a maioria das pessoas com quem trabalho, pacientes, colegas e amigos demonstram muito respeito, cuidado e compromisso. Sou realmente grata por isso. Mas uma pequena minoria, às vezes, nos faz lembrar de uma reflexão necessária.

Empatia não pode ser algo que esperamos apenas receber. Ela precisa existir nas duas direções das relações. Em qualquer vínculo humano — profissional, familiar ou afetivo — empatia é reconhecer o outro como alguém que também sente, também atravessa dificuldades e também está fazendo o seu melhor naquele momento.

Talvez a grande reflexão seja essa: relações saudáveis se constroem quando a empatia não é unilateral, mas compartilhada.

Bom final de semana 🍀

03/03/2026

Voltei no melhor mês 🥰

Mês das mulheres!

Fiquei um tempo em silêncio... Não por falta do que dizer, mas porque precisei pausar. Algumas travessias exigem recolhi...
26/02/2026

Fiquei um tempo em silêncio...

Não por falta do que dizer, mas porque precisei pausar. Algumas travessias exigem recolhimento, profundidade e tempo para que a vida se reorganize por dentro.

Deixei para trás a dois anos uma cidade onde construí quase 30 anos minha história — família, escolhas, erros, recomeços, amizades, pacientes e tantas versões de mim que fizeram o melhor que podiam em cada fase. Não foi simples. Houve palavras, relações e ambientes que me abalaram mais do que eu gostaria de admitir. Em alguns momentos, tentaram me fazer duvidar de quem eu era — e, por instantes, eu duvidei.

Percebi que precisava cuidar das marcas invisíveis, das feridas que não aparecem no corpo, mas que silenciosamente afetam a confiança e o sentido. Troquei a pressa por pausas. O barulho por silêncio. A exigência constante por um ritmo mais humano e possível. Afinal o tempo de dois anos de mudança, foi intenso demais para pausas...

Compreendi que cheguei em um chão que me sustenta. Para um lugar que me reconecta com a minha essência, com quem eu era antes de precisar ser forte o tempo todo. Nesse processo, tenho me reconstruído com cuidado, com verdade e com respeito aos meus próprios limites.

E ficou muito claro para mim: não é possível defender uma saúde mental sem pressa enquanto se vive em guerra com o próprio tempo.

Há um tipo de luto que não obedece ao calendário. Ele não se dissolve com os anos, nem se encerra quando a vida segue. E...
01/02/2026

Há um tipo de luto que não obedece ao calendário. Ele não se dissolve com os anos, nem se encerra quando a vida segue. Ele reaparece, silencioso e fiel, nas primeiras vezes. Mesmo depois de 8, 12, 13 anos, a saudade encontra um jeito de tocar de novo — não como ferida aberta, mas como presença sentida.

As primeiras vezes têm esse poder. Um casamento, uma conquista, uma celebração importante… e, junto com a alegria legítima, surge o pensamento inevitável: “se ela estivesse aqui…”. Não como negação da realidade, mas como prova do vínculo que permanece. O amor não morre; ele muda de lugar.

O luto amadurece. Ele deixa de ser só dor e passa a ser memória viva. A ausência dói justamente porque houve presença, cuidado, história compartilhada. Nessas datas marcantes, a saudade não é sinal de fragilidade — é sinal de pertencimento. É o coração reconhecendo quem fez parte daquilo que hoje floresce.

Sentir falta hoje não diminui a alegria do momento vivido. Ao contrário: revela a profundidade da nossa história, a continuidade entre gerações, o amor que atravessa o tempo. Algumas pessoas não estão mais fisicamente, mas seguem existindo em cada valor transmitido, em cada gesto repetido, em cada emoção despertada.

As primeiras vezes nunca deixam de ser primeiras. E tudo bem que a saudade venha junto. Ela não atrapalha o momento — ela nos humaniza.

🎀

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Rua Padre Fabiano
Capivari, SP
13360025

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