Nathália Pacheco Pinto - Ginecologia e Obstetrícia

Nathália Pacheco Pinto - Ginecologia e Obstetrícia Ginecologista e Obstetra, atende na cidade de Carazinho e região.

22/06/2026

Canetas emagrecedoras e fertilidade: existe relação?

Quando o assunto é tentar engravidar, muita gente pensa apenas nos hormônios ou nos tratamentos de fertilidade. Mas a saúde metabólica também tem um papel importante nessa história.

Em algumas mulheres, especialmente naquelas com obesidade ou síndrome dos ovários policísticos, a perda de peso pode melhorar a ovulação e aumentar as chances de uma gestação. É por isso que as canetas emagrecedoras têm aparecido cada vez mais nas conversas sobre fertilidade.

Mas existe um detalhe importante: elas não devem ser vistas como uma solução isolada. Alimentação adequada, atividade física e acompanhamento profissional continuam sendo fundamentais para que a perda de peso aconteça de forma saudável.

E atenção: se existe desejo de engravidar, é preciso planejar o momento de interromper a medicação. Até o momento, não há evidências suficientes que garantam a segurança dessas medicações durante a gestação. Por isso, a recomendação é suspender o uso antes de iniciar as tentativas e utilizar um método contraceptivo enquanto estiver em tratamento.

Nem toda mulher que deseja engravidar precisará usar uma caneta emagrecedora. Mas para algumas, ela pode ser uma ferramenta importante dentro de um plano de cuidados bem estruturado e individualizado. Afinal, fertilidade também passa pela saúde como um todo.

13/06/2026

O pré-natal pode prevenir uma das complicações mais graves da gravidez

Quando falamos em pré-natal, muita gente pensa apenas em acompanhar o crescimento do bebê. Mas existe outro objetivo igualmente importante: identificar riscos antes que eles se transformem em problemas.

A pré-eclâmpsia é uma doença exclusiva da gestação e pode trazer consequências graves para a mãe e para o bebê. Muitas vezes, os primeiros sinais parecem comuns, como inchaço, ganho de peso acelerado ou aumento da pressão arterial, o que torna o acompanhamento especializado ainda mais importante.

Hoje sabemos que é possível identificar mulheres com maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia ainda no primeiro trimestre, por meio da avaliação realizada no ultrassom morfológico entre 12 e 14 semanas. Com essas informações, podemos adotar medidas preventivas que fazem diferença real nos desfechos da gestação.

Atividade física, quando bem orientada, controle do estresse, sono adequado, suplementação individualizada e, em alguns casos, o uso de medicações específicas são ferramentas importantes nessa prevenção.

Por isso, pré-natal não é apenas acompanhar. É antecipar, prevenir e cuidar. Porque, na obstetrícia, olhar para os detalhes pode mudar histórias.

Nem toda tristeza após o nascimento do bebê significa depressão pós-parto.Existe uma condição muito comum chamada baby b...
12/06/2026

Nem toda tristeza após o nascimento do bebê significa depressão pós-parto.

Existe uma condição muito comum chamada baby blues, que costuma surgir nos primeiros dias após o parto e pode provocar choro fácil, irritabilidade, oscilações de humor, ansiedade e uma sensação de fragilidade emocional difícil de explicar.

Isso acontece porque o puerpério é um período de transformações intensas. Em poucos dias, o corpo passa por uma queda hormonal importante, enquanto a mulher também enfrenta noites mal dormidas, recuperação física, adaptação à amamentação e uma nova rotina de cuidados.

O baby blues é temporário e geralmente melhora espontaneamente nas primeiras duas semanas após o nascimento. Ainda assim, merece acolhimento, escuta e apoio.

É importante lembrar que sentir-se triste, cansada ou sobrecarregada em alguns momentos não faz de ninguém uma mãe pior. Pelo contrário: reconhecer essas emoções faz parte de uma maternidade vivida com mais honestidade e menos culpa.

E quando os sintomas persistem, se tornam muito intensos ou começam a interferir no dia a dia, é fundamental buscar ajuda profissional.

Falar sobre saúde mental materna é tão importante quanto falar sobre o parto, a amamentação ou os cuidados com o bebê. Afinal, quando uma mãe nasce, ela também precisa ser cuidada.

08/06/2026

Se tem uma coisa que toda gestante recebe de graça, além dos conselhos, é pitaco.

Sempre aparece alguém dizendo para evitar esforço, parar de treinar, caminhar menos ou ficar mais tempo descansando porque “na gravidez é melhor não arriscar”. O problema é que muitas dessas opiniões não têm relação com o que a ciência nos mostra hoje.

Quando não existe contraindicação médica, a atividade física é uma grande aliada da gestação. Ela ajuda a reduzir o risco de complicações como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, melhora o condicionamento físico, contribui para o bem-estar materno e favorece uma gestação mais saudável.

Diferente do que muita gente acredita, exercícios não causam ab**to e nem fazem o bebê nascer antes da hora. O trabalho de parto é um processo complexo, que depende principalmente de alterações hormonais e do desenvolvimento do bebê, não de uma caminhada, uma aula de musculação ou alguns agachamentos.

Por isso, antes de ouvir os pitacos de quem está ao redor, converse com quem acompanha a sua gestação. Informação de qualidade sempre será mais segura do que opinião.

Treinar durante a gravidez não é sobre performance. É sobre saúde para você e para o seu bebê.

Amamentar é um encontro entre dois aprendizados.Existe a ideia de que tudo acontece naturalmente após o nascimento, mas ...
07/06/2026

Amamentar é um encontro entre dois aprendizados.

Existe a ideia de que tudo acontece naturalmente após o nascimento, mas a realidade é que a amamentação envolve muito mais do que instinto. Ela depende de fatores hormonais, da pega correta, da sucção do bebê, das condições de saúde da mãe e da criança, além do apoio recebido nos primeiros dias, que costumam ser os mais desafiadores.

É justamente nesse momento que o acompanhamento especializado faz diferença. Muitas dificuldades podem ser identificadas precocemente, evitando dor, insegurança, culpa e até o desmame antes do desejado.

Por isso, no meu pré-natal, faço questão de oferecer suporte com consultoras de amamentação desde a gestação e também após o nascimento do bebê. A primeira consulta de amamentação já está incluída no acompanhamento, porque acredito que informação, acolhimento e orientação qualificada são parte fundamental do cuidado materno.

Recentemente, uma publicação da The Economist chamou atenção para um problema que ainda afeta muitas mulheres: a falta de assistência adequada para quem enfrenta dificuldades na amamentação. O texto reforça algo que vejo diariamente na prática: muitas mães não precisam de mais cobrança. Precisam de mais apoio.

Quando uma mulher é orientada, acolhida e acompanhada, a experiência da amamentação pode ser muito mais leve, segura e positiva para toda a família.

Para quem deseja se aprofundar no tema, recomendo a leitura deste artigo da The Economist sobre os desafios enfrentados por mães que não conseguem amamentar e a importância de uma orientação adequada: https://www.economist.com/leaders/2026/05/14/mothers-who-cannot-breastfeed-have-been-given-terrible-advice

02/06/2026

Existe um equívoco muito comum quando se fala sobre assistência ao parto: acreditar que apoiar o parto vaginal significa ser contra a cesariana.

Não é sobre defender um tipo de parto. É sobre defender o direito da mulher de fazer uma escolha consciente.

Na minha prática, o mais importante é que cada gestante tenha acesso a informações claras, baseadas em evidências, para compreender os benefícios, os riscos e as particularidades de cada via de nascimento. Só assim é possível decidir de forma segura e alinhada aos seus desejos e à sua realidade.

A cesariana é uma cirurgia que salva vidas e tem um papel fundamental quando indicada. Da mesma forma, quando não existem contraindicações, permitir que o trabalho de parto aconteça espontaneamente pode trazer benefícios importantes para o bebê, favorecendo sua adaptação ao nascimento e seu amadurecimento fisiológico.

O que não deveria acontecer é uma mulher ser conduzida a uma decisão por medo, desinformação, pressa ou conveniência de terceiros.

Cada gestação é única. Cada família é única. E cada escolha merece ser respeitada.

Meu papel não é decidir pela paciente. Meu papel é oferecer conhecimento, acolhimento e segurança para que ela possa ser protagonista da sua própria história.

Porque o melhor parto não é aquele que atende à expectativa dos outros. É aquele que acontece de forma segura, respeitosa e consciente para mãe e bebê.

O Encontro no Tempo do Bebê nasceu de uma certeza que carrego na minha prática: algumas conversas precisam de tempo, pre...
30/05/2026

O Encontro no Tempo do Bebê nasceu de uma certeza que carrego na minha prática: algumas conversas precisam de tempo, presença e troca.

Ao longo dos anos, percebi que muitas dúvidas, medos e expectativas sobre a gestação, o parto, a amamentação e o pós-parto não cabem nas consultadas do pré-natal.

É nesse espaço que transformamos dúvidas em segurança, fazemos da informação uma ponte e construímos redes de apoio que muitas vezes seguem existindo muito depois do encontro terminar.

Ver as famílias chegando, participando, perguntando, trocando experiências e criando vínculos me lembra, a cada edição, por que escolhi cuidar dessa forma.

Talvez seja por isso que esse encontro tenha tanto de mim.

25/05/2026

As canetas emagrecedoras mudaram a relação de muitas mulheres com o próprio corpo e, junto disso, também mudaram muitas histórias de fertilidade. Hoje, é cada vez mais comum atender pacientes que engravidaram durante ou logo após o processo de emagrecimento.

E apesar de muita gente olhar apenas para o “final feliz” da perda de peso, existe uma parte importante dessa conversa que quase não aparece: como o corpo reage durante a gestação após a suspensão dessas medicações.

No consultório, tenho acompanhado mulheres que emagreceram muito bem antes da gravidez, mas que acabam enfrentando um reganho de peso importante ao longo da gestação. E isso vai muito além de alimentação ou força de vontade. Existe uma reorganização hormonal, metabólica e até neurológica acontecendo nesse período. O corpo muda. O apetite muda. A percepção de saciedade também.

Por isso, a gestação após o uso das canetas precisa de acompanhamento sério, individualizado e sem julgamentos.

Com atividade física adequada, acompanhamento nutricional e um pré-natal alinhado com os objetivos de cada paciente, é possível viver uma gestação saudável, segura e equilibrada.

A gravidez não precisa ser atravessada pelo medo do reganho de peso. Ela precisa ser atravessada por cuidado, informação e responsabilidade.

Aconteceu na manhã desse sábado o nosso encontro especial em comemoração ao Dia das Mães. E foi exatamente como imaginam...
20/05/2026

Aconteceu na manhã desse sábado o nosso encontro especial em comemoração ao Dia das Mães. E foi exatamente como imaginamos: leve, acolhedor e cheio de presença.

Entre conversas, movimento, respirações profundas e uma pausa tão necessária na rotina, vivemos uma manhã bonita de troca entre mulheres, mães e famílias que fazem parte da nossa caminhada.

A prática de yoga conduzida pela Taís Souza Neuroeducadora trouxe exatamente isso: conexão com o corpo, desacelerar e sentir o momento com mais presença e consciência.

E tudo ficou ainda mais especial com o cuidado da Rô da Quinta da Alma, que prepararam os chás e ajudaram a transformar a manhã em um espaço de acolhimento, afeto e encontro.

Também teve um Coffe incrível realizado pela Bio Store.

Momentos assim me lembram porque gosto tanto de construir uma obstetrícia que vai além da consulta. O cuidado também acontece nesses encontros, nas trocas, nos vínculos e no tempo dedicado às mulheres.

18/05/2026

Doutora, mas eu preciso ir junto?”
Essa é uma pergunta que escuto com frequência quando iniciamos uma investigação de infertilidade.

E a resposta é: sim. A infertilidade não é uma questão apenas da mulher. Ela envolve o casal, e os fatores masculinos têm uma participação muito importante nesse processo.

Muitos homens ainda acreditam que seu papel começa apenas depois dos exames da parceira, mas a investigação precisa acontecer de forma conjunta, desde o início. Alterações hormonais, qualidade dos espermatozoides, hábitos de vida, sono, alimentação, estresse e até questões emocionais podem impactar diretamente a fertilidade masculina.

Por isso, nas consultas de infertilidade, eu sempre procuro envolver o casal. Entender a história dos dois, orientar juntos e construir esse caminho de forma compartilhada faz diferença não apenas nos resultados, mas também na forma como esse processo é vivido.

Infertilidade não deve ser um peso carregado sozinho. É uma caminhada que precisa de parceria, presença e cuidado dos dois lados.

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Rua Cipriano Da Luz/106/302
Caràzinho, RS
99500000

Telefone

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