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Um material, MUITAS possibilidades na Fono!À primeira vista, parece apenas um jogo de letras e figuras… mas, com objetiv...
20/08/2026

Um material, MUITAS possibilidades na Fono!

À primeira vista, parece apenas um jogo de letras e figuras… mas, com objetivos bem definidos, esse material pode se transformar em um ótimo recurso para estimular diferentes habilidades de fala, linguagem e aprendizagem.

Na terapia fonoaudiológica, podemos adaptá-lo de várias formas:

• Nomeação e ampliação de vocabulário
Escolher as figuras, nomeá-las e explorar características, funções e categorias.

• Consciência fonológica
Identif**ar o som inicial e final das palavras, perceber sons iguais e trabalhar segmentação e manipulação sonora.

• Relação fonema–grafema
Associar o som que ouvimos à letra que o representa, favorecendo habilidades importantes para a alfabetização.

• Formação de palavras
Selecionar uma figura e utilizar as letras magnéticas para construir seu nome, trabalhando análise da estrutura sonora da palavra.

“Qual letra está faltando?”
Montar uma palavra incompleta para que a criança identifique o som e encontre a letra correspondente.

• Produção dos sons da fala
Selecionar palavras que contenham o fonema-alvo da terapia e trabalhar sua produção em diferentes posições da palavra.

• Categorização semântica
Separar as figuras em grupos, como animais, alimentos, objetos e meios de transporte.

• Construção de frases e narrativa
Sortear figuras e utilizá-las para criar frases ou até inventar pequenas histórias.

E o mais importante: o recurso não determina a terapia, o objetivo terapêutico sim!

O mesmo brinquedo pode ser utilizado de maneiras completamente diferentes de acordo com as necessidades, habilidades e objetivos de cada criança.

Por aqui, a brincadeira sempre tem intencionalidade terapêutica. 🐝

Bloqueio verbal em crianças mais velhas: como lidar?Quando uma criança sabe o que quer dizer, mas parece “travar” na hor...
19/08/2026

Bloqueio verbal em crianças mais velhas: como lidar?

Quando uma criança sabe o que quer dizer, mas parece “travar” na hora de falar, é importante olhar para esse comportamento com atenção e não com cobrança.

O bloqueio verbal pode aparecer de diferentes formas: a criança demora para iniciar uma resposta, diz frequentemente “não sei”, evita determinadas situações de comunicação, apresenta dificuldade para organizar o que deseja dizer ou simplesmente f**a em silêncio diante de uma pergunta.

E por que isso pode acontecer?

Não existe uma única causa. O bloqueio pode estar relacionado a dificuldades de linguagem, organização do pensamento e do discurso, acesso ao vocabulário, insegurança comunicativa, demandas linguísticas muito complexas ou outros fatores que precisam ser investigados individualmente.

Como o adulto pode ajudar?

• Dê tempo para a criança organizar e elaborar a resposta.
• Evite completar constantemente as frases por ela.
• Não pressione com “fala logo”, “você sabe” ou “responde”.
• Faça perguntas mais objetivas quando perceber dificuldade.
• Ofereça pistas e possibilidades sem responder pela criança.
• Demonstre interesse pelo que ela está tentando comunicar, e não apenas pela forma como está falando.

Quando esses bloqueios são frequentes, causam sofrimento, levam a criança a evitar situações de comunicação ou interferem na vida escolar e social, é importante buscar uma avaliação fonoaudiológica.

Na Fonoaudiologia, não buscamos simplesmente fazer a criança “falar mais”. Investigamos o que está dificultando a comunicação para então oferecer as estratégias adequadas para aquele caso.

Comunicação também precisa de tempo, segurança e espaço para acontecer.

Você já percebeu uma criança que sabe a resposta, mas parece travar justamente na hora de falar?

O que é vínculo terapêutico e por que ele faz tanta diferença na Fonoaudiologia Infantil?Antes de existir treino, ativid...
11/08/2026

O que é vínculo terapêutico e por que ele faz tanta diferença na Fonoaudiologia Infantil?

Antes de existir treino, atividade ou estratégia, existe uma criança que precisa se sentir segura, acolhida e compreendida.

O vínculo terapêutico é a relação de confiança e conexão construída entre a criança e o terapeuta ao longo dos atendimentos. E ele não acontece de uma hora para outra: é construído respeitando o tempo, os interesses, os limites e a individualidade de cada criança.

Na terapia fonoaudiológica, um bom vínculo pode favorecer:

• Maior participação e engajamento nas atividades;
• Mais iniciativa para interagir e se comunicar;
• Maior aceitação das propostas terapêuticas;
• Segurança para tentar, errar e tentar novamente;
• Melhor compreensão das necessidades individuais da criança;
• Um ambiente mais positivo para o desenvolvimento da comunicação.

Brincar também é terapia. Acolher também é terapia. Criar conexão também faz parte do processo.

Isso não signif**a que a sessão será apenas aquilo que a criança deseja. O vínculo permite que o fonoaudiólogo introduza desafios e objetivos terapêuticos de forma gradual, intencional e respeitosa.

Porque, muitas vezes, antes de a criança aceitar o que eu quero ensinar, ela precisa perceber que comigo existe um espaço seguro para aprender. 🐝

💬 E por aí: seu pequeno criou um vínculo especial com algum terapeuta?

“Meu filho não responde quando chamo pelo nome. Isso é normal?”Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório. E ...
06/08/2026

“Meu filho não responde quando chamo pelo nome. Isso é normal?”

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório. E a resposta é: depende.

Nem sempre a criança que não responde ao nome está “ignorando”. Existem diferentes fatores que podem explicar esse comportamento, e é importante investigar a causa.

Algumas possibilidades incluem:
👂 Alterações auditivas;
🧠 Dificuldades de atenção;
💬 Atraso no desenvolvimento da linguagem;
🤝 Dificuldades na interação social;
🧩 Transtornos do neurodesenvolvimento, como o TEA, entre outras condições.

Em geral, espera-se que o bebê comece a responder ao próprio nome entre os 6 e 9 meses de idade. Quando isso não acontece de forma consistente, especialmente se vier acompanhado de outros sinais de atraso no desenvolvimento, uma avaliação especializada é indicada.

Vale lembrar: não responder ao nome, sozinho, não fecha nenhum diagnóstico. É apenas um sinal que deve ser observado dentro do contexto do desenvolvimento da criança.

Quanto mais cedo as dificuldades são identif**adas, mais precoces podem ser as intervenções, favorecendo o desenvolvimento da comunicação e da interação.

Você já percebeu esse comportamento em alguma criança? Compartilhe sua dúvida nos comentários. Estou aqui para ajudar!

Você sabe o que é distorção na fala (ceceio)?O ceceio é um tipo de distorção da fala em que o som, principalmente do /s/...
31/07/2026

Você sabe o que é distorção na fala (ceceio)?

O ceceio é um tipo de distorção da fala em que o som, principalmente do /s/ e do /z/, é produzido de forma diferente do esperado. É comum que a língua fique entre os dentes ou encoste de maneira inadequada, fazendo com que a fala pareça “assoprada”.

Diferente das trocas de sons, no ceceio a criança sabe qual som deve produzir, mas o realiza com um posicionamento incorreto da língua.

O ceceio não faz parte do desenvolvimento esperado da fala e merece atenção quando persiste. Quanto mais cedo for identif**ado, maiores são as chances de uma correção rápida e eficiente.

A avaliação fonoaudiológica é fundamental para identif**ar a causa da distorção, que pode estar relacionada a:

• Alterações no posicionamento da língua;
• Hábitos orais (como chupeta, sucção de dedo ou interposição da língua);
• Respiração oral;
• Alterações na motricidade orofacial.

Com a terapia adequada, é possível ensinar o posicionamento correto dos órgãos da fala e favorecer uma comunicação mais clara e eficiente.

Você já conhecia o ceceio? Ou conhece alguma criança (ou até mesmo um adulto) que apresente essa característica na fala? Conta aqui nos comentários! 👇

“Até qual idade é normal trocar os sons da fala?”Essa é uma das dúvidas que mais recebo no consultório!A resposta é: dep...
30/07/2026

“Até qual idade é normal trocar os sons da fala?”

Essa é uma das dúvidas que mais recebo no consultório!

A resposta é: depende do som que a criança troca. Nem todos os fonemas são adquiridos na mesma idade, e algumas trocas fazem parte do desenvolvimento da fala.

De forma geral:

Até os 4 anos, algumas trocas ainda podem ser esperadas.

A partir dos 5 anos, a maior parte dos sons da fala já deve estar adquirida.

Por volta dos 6 anos, a fala costuma estar completamente desenvolvida, sem trocas persistentes.

Se a criança continua trocando sons após essa idade, apresenta uma fala difícil de entender ou essas trocas interferem na comunicação, é importante procurar um fonoaudiólogo para uma avaliação.

Lembre-se: cada criança tem seu próprio ritmo, mas conhecer os marcos do desenvolvimento ajuda a identif**ar quando é hora de buscar ajuda.

Me conta: qual troca de fala você mais escuta? Exemplo: “tatola” no lugar de “escola” ou “cacholo” em vez de “cachorro”. Vou responder nos comentários!

“Meu filho fala ‘não consigo’ ou trava quando tenta responder…”O chamado bloqueio verbal pode acontecer por diferentes m...
29/07/2026

“Meu filho fala ‘não consigo’ ou trava quando tenta responder…”

O chamado bloqueio verbal pode acontecer por diferentes motivos e nem sempre signif**a que a criança “não sabe” a resposta.

Em crianças maiores, esse bloqueio pode estar relacionado à dificuldade em organizar as palavras, insegurança para se expressar, ansiedade, sobrecarga de informações ou até alterações no processamento da linguagem.

O que fazer?
• Dê tempo para a criança responder, sem completar a fala por ela.
• Evite pressionar com frases como: “Anda, fala logo!”.
• Faça perguntas simples e dê pistas quando necessário.
• Valorize a tentativa de comunicação, mesmo que ela não consiga terminar a frase.
• Mantenha um ambiente acolhedor e sem cobranças.

Se esses episódios forem frequentes, vierem acompanhados de dificuldades na linguagem, na comunicação ou impactarem a rotina da criança, uma avaliação fonoaudiológica é fundamental para identif**ar a causa e direcionar a melhor intervenção.

Cada criança possui um perfil único. Por isso, entender o motivo do bloqueio é muito mais importante do que apenas tentar “fazer ela falar”.

Você já observou esse comportamento em alguma criança? Conta aqui nos comentários! 👇

• Sequência temporal (início, meio e fim);• Narrativa e organização de ideias;• Vocabulário e construção de frases;• Inf...
28/07/2026

• Sequência temporal (início, meio e fim);
• Narrativa e organização de ideias;
• Vocabulário e construção de frases;
• Inferência (“O que aconteceu?” “Como ele se sentiu?”);
• Atenção e memória;
• Conectivos: primeiro, depois, então e por último.

Adapte o nível de dificuldade conforme os objetivos terapêuticos de cada paciente.

Salve essa ideia para a sua próxima sessão!

Seu filho troca ou tem dificuldade para pronunciar alguns sons, como “R” ou “L”?Isso pode fazer parte do desenvolvimento...
14/07/2026

Seu filho troca ou tem dificuldade para pronunciar alguns sons, como “R” ou “L”?

Isso pode fazer parte do desenvolvimento da fala, mas também pode indicar uma dificuldade fonológica que merece atenção.

A fonologia é a habilidade de organizar e usar corretamente os sons da fala. Quando essa habilidade apresenta alterações, a criança pode substituir, omitir ou distorcer determinados sons, dificultando a comunicação e, futuramente, até a alfabetização.

O que você pode fazer em casa?

✔️ Fale de forma clara e natural, servindo de modelo para a criança.
✔️ Evite pedir que ela repita a palavra várias vezes ou corrigir de maneira rígida.
✔️ Brinque com rimas, músicas, histórias e jogos que estimulem a percepção dos sons da fala.
✔️ Nomeie objetos, figuras e ações durante as brincadeiras, enriquecendo o vocabulário.
✔️ E lembre-se: cada som tem um momento esperado para ser adquirido. Nem toda troca signif**a um atraso.

Se as dificuldades persistirem além da idade esperada, ou se a fala estiver difícil de entender, uma avaliação fonoaudiológica é essencial. Quanto mais precoce a intervenção, melhores são os resultados.

A terapia fonoaudiológica não trabalha apenas a produção do som, mas também a percepção, organização e generalização desse som para a fala espontânea, tornando a comunicação mais clara e eficiente.

Ficou com alguma dúvida sobre o desenvolvimento da fala do seu filho? Deixe nos comentários ou envie uma mensagem. Estou à disposição para ajudar!

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