Otorrino Caraguá São Sebastião - Dr Maurice Mansour

Otorrino Caraguá São Sebastião - Dr Maurice Mansour Página dedicada a Otorrinolaringologia e Medicina Dr. Mansour é médico Clínico Geral com especialização em Otorrinolaringologia. Particular e convênios.

Trabalhou também como Clínico Geral- pronto socorrista na Casa de Saúde Stella Maris e na UNIMED - Hospital Santos Dumont -Unidade Avançada Unidade Litoral Norte - em Caraguatatuba. Especialista em medicina de tráfego, e trabalha junto ao DETRAN na renovação e aquisição da carteira de motorista. Atendendo no Poupatempo e consultório - Exame para carteira de motorista CNH ( Av. Rio Grande do Sul

, 104, Jardim Primavera ,Whatsapp (12) 99765-4904. Médico conceituado, especializado no exterior, com sólida base teórica e experiência prática. Em 1996 fez estágio pela faculdade no Instituto Wizman em Rechovot em Bioquimica Imonulogia sendo graduado. "A vida é o maior patrimônio do indivíduo, a saúde é a manutenção da vida." diz Dr Maurice Mansour

Otorrinolaringologia trata-se do ramo da medicina que cuida do nariz, dos seios da face, dos ouvidos e da garganta. Amidalite - Dor de garganta

Apneia do sono

Cera no ouvido - Cerúmen

Dor de cabeça

Dor na face

Engasgos

Faringite

Febre

Labirintite

Nariz Entupido

Otite - dor de ouvido

Perda auditiva

Refluxos

Rinite

Ronco

Rouquidão

Sinusite

Zumbido

e outros


Atendimento em consultório em Caraguatatuba - Centro Empresarial Ilha Anchieta e em São Sebastião - Clínica Equilibrium. Os artigos postados são resultados de referências obtidas na internet, coletânea de pesquisa na mídia, compartilhamentos e indicações, ampliando assim o conhecimento construtivo com os usuários da web e promovendo a conscientização pela difusão de informações. Dr. Mansour
Clínico Geral e
Otorrinolaringologista adulto e infantil

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REPOSTANDO OS BENEFÍCIOS DA AVEIAOs benefícios cardiovasculares promovidos pelo consumo frequente de aveia já são invest...
07/04/2026

REPOSTANDO
OS BENEFÍCIOS DA AVEIA
Os benefícios cardiovasculares promovidos pelo consumo frequente de aveia já são investigados há tempos pela ciência. Um estudo publicado em janeiro na revista Nature Communications reforça esse elo, sobretudo em relação aos efeitos do cereal na redução do colesterol total e do LDL, que em níveis elevados está associado a problemas como acúmulo de gordura nas artérias.

Conduzida por pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, a análise buscou entender o impacto de uma dieta rica em aveia em pessoas com síndrome metabólica, condição em que o indivíduo apresenta uma série de distúrbios, como resistência à insulina, colesterol alto, hipertensão e obesidade.

No estudo, 68 indivíduos passaram por te**es de dieta controlada. Uma parte consumiu uma dose alta de aveia (300 gramas) por dois dias e a outra manteve uma ingestão moderada por seis semanas. Os resultados mostraram uma redução dos índices de colesterol total e do LDL.

Esses efeitos possivelmente se devem, sobretudo, à betaglucana, um tipo de fibra solúvel. Essa substância estimula bactérias benéf**as presentes no organismo a produzirem ácidos que levam à regulação dos níveis de colesterol.

“Evidências demonstram que a ingestão diária de pelo menos 3 gramas de betaglucana proveniente da aveia está associada a reduções signif**ativas do colesterol”, destaca o médico nutrólogo Diogo Toledo, do Einstein Hospital Israelita. Consumir cerca de 60 a 80 gramas por dia do cereral em flocos, por exemplo, oferece essa quantidade da fibra.

A aveia é um superalimento rico em fibras solúveis (beta-glucanas), proteínas, vitaminas e minerais, ideal para a saúde cardiovascular e intestinal. Ela ajuda a reduzir o colesterol ruim (LDL), controla a glicemia, promove saciedade (auxiliando no emagrecimento) e fortalece o sistema imunológico.

Dr. Mansour ( IN MEMORIAN )
Clínico Geral e
Otorrinolaringologista adulto e infantil

REPOSTANDODor de ouvido - “O microrganismo envolvido sobe pela tuba auditiva e determina acúmulo de pus dentro da orelha...
16/03/2026

REPOSTANDO
Dor de ouvido - “O microrganismo envolvido sobe pela tuba auditiva e determina acúmulo de pus dentro da orelha média, cuja pressão causa dor e ainda pode perfurar a membrana timpânica, dependendo de sua intensidade.”

A dor de ouvido ou otite é uma inflamação em alguma parte do ouvido. Pode ser externa, quando afeta a primeira porção do órgão auditivo, que compreende a orelha propriamente dita, o meato acústico externo e a membrana timpânica, ou média, quando envolve a chamada orelha média, uma cavidade preenchida por ar, ligada à porção interna do ouvido – o labirinto –, na qual também existe um canal de comunicação com a parte superior da faringe, logo atrás do nariz, chamado de tuba auditiva.

Essa inflamação, geralmente decorrente de uma infecção, pode ocorrer em qualquer idade, com predileção por crianças entre 6 e 36 meses de idade, sendo um problema de saúde corriqueiro e de fácil tratamento. No entanto, se não for bem resolvida, tem possibilidade de se tornar crônica.

Nessa situação, por causa dos episódios repetidos, pode determinar seqüelas auditivas e, mais raramente, tumores, além de aumentar o risco de o agente infeccioso alcançar o labirinto, o que constitui uma grande preocupação pela proximidade da região com o sistema nervoso central.

Entretanto, essas complicações estão mais associadas à falta de observação de cuidados médicos elementares e, especialmente, ao hábito da automedicação.

Causas e sintomas

Na otite média, os principais sinais clínicos com freqüência aparecem no decorrer de uma gripe e incluem dor de intensidade variada, redução da audição, inquietude, perda de apetite e geralmente são acompanhados de febre, podendo haver eliminação de secreção pela orelha.

As crianças pequenas também manifestam eventualmente vômitos e diarréia. Já na otite externa, costuma haver dor severa, às vezes precedida de coceira, e abafamento do som. Nesta, não há febre nem história de quadro viral e ter freqüentado mar e/ou piscina é um fato corriqueiro.

Independentemente da porção afetada, a otite decorre de infecção por fungos, vírus e bactérias. Na externa, esses microrganismos alcançam a orelha por meio de lesões locais que a própria pessoa faz ao usar cotonetes e ao coçar a região, assim como pelo contato com água contaminada, do mar ou de piscinas, e pela introdução de corpos estranhos no ouvido.

A prática rotineira de esportes aquáticos também ajuda a remover com mais facilidade a camada de cera, que tem a função de proteger o meato acústico externo, favorecendo a entrada de agentes infecciosos.

Já a otite média costuma surgir como uma complicação secundária de outras infecções respiratórias. O microrganismo envolvido sobe pela tuba auditiva e determina acúmulo de pus dentro da orelha média, cuja pressão causa dor e ainda pode perfurar a membrana timpânica, dependendo de sua intensidade.

Exames e diagnósticos

O diagnóstico das otites é clínico e efetuado com base no conjunto de sintomas e no exame otológico, que permite a visualização do interior do ouvido. Na otite média, a membrana timpânica costuma se mostrar vermelha e arqueada.

Na externa, é o conduto auditivo que se encontra avermelhado e inchado, além de apresentar grande sensibilidade à manipulação.

Tratamento e prevenções

Cada otite precisa ser tratada de uma forma diferente. A externa melhora com medicação tópica, em forma de gotas, com analgésicos e com cuidados básicos, como proteger a orelha na hora do banho para evitar a entrada de água, o que freqüentemente pode agravar o quadro, e não usar cotonetes. Em pessoas mais debilitadas, porém, usam-se antimicrobianos orais ou injetáveis para impedir a evolução da doença.

A otite média, por sua vez, é geralmente tratada com antibióticos administrados por via oral, analgésicos e antitérmicos, sempre com a adoção das medidas locais de proteção já mencionadas. Em caso de haver muita secreção, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica bastante simples para permitir sua drenagem.

Já a infecção crônica da orelha média precisa de medicamentos tópicos para seu controle, mas o tratamento definitivo pode requerer a realização de cirurgia para a reconstrução dessa porção do ouvido, associada ou não a outras técnicas, dependendo da presença de outras condições.

É possível prevenir o surgimento das otites com mudanças nos hábitos de limpeza das orelhas.

Os cotonetes têm que ser abolidos para essa finalidade, pois, além de retirarem a cera que protege o ouvido dos agressores externos, podem empurrá-la para dentro do meato acústico externo e provocar outros problemas.

Depois do banho, a orelha deve apenas ser seca com uma toalha enrolada no dedo, sem o auxílio de nenhum outro instrumento. Quem pratica esportes aquáticos precisa usar também protetores macios de ouvido para barrar a entrada de água.

Uma forma importante de evitar otites nas crianças que ainda mamam é não deixar que tomem a mamadeira deitadas, já que essa posição facilita o refluxo de leite pela tuba auditiva até a orelha média.

Além disso, recomenda-se vacinar os pequenos contra a gripe anualmente e não fumar em sua presença, pois essas medidas ampliam a proteção contra infecções respiratórias.

Vale enfatizar que a regra número um para impedir que uma otite aguda, de fácil tratamento, fique crônica e cause grandes preocupações é procurar um médico ao primeiro sintoma de dor e desconforto auditivo, sem jamais usar nenhum medicamento por conta própria.

Fonte: Assessoria Médica Fleury

Dr. Mansour
Clínico Geral e
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IN MEMORIAN

Oração Judaica.Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.Aju...
24/01/2026

Oração Judaica.
Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.

Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e
jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.

Meu Deus! Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia,conservando apenas o orgulho da dignidade.

Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.

Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e
nem desesperado quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.

Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão é o maior índice da força
e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes,
cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim, nunca Te esqueças de mim!

REPOSTANDO "Apesar de todos os avanços da Medicina, lavar as mãos continua sendo a melhor maneira de prevenir uma infecç...
19/12/2025

REPOSTANDO
"Apesar de todos os avanços da Medicina, lavar as mãos continua sendo a melhor maneira de prevenir uma infecção. "

Dr. Mansour
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(IN MEMORIAN)

TosseA tosse é um dos sintomas mais comuns pelo qual pacientes procuram o médico e é um mecanismo fisiológico que ajuda ...
05/11/2025

Tosse
A tosse é um dos sintomas mais comuns pelo qual pacientes procuram o médico e é um mecanismo fisiológico que ajuda as vias aéreas a se defenderem contra patógenos e a limpar a árvore traqueobrônquica de muco, corpos estranhos.

A tosse pode ser voluntária ou involuntária. A involuntária é estimulada por receptores do nervo vago localizado na traquéia e na laringe, principalmente. A estimulação também pode ser mecânica como em casos de aspiração ou por irritação.

É importante dividir a tosse em aguda (< 3semanas) e em crônica (> 3 semanas).

A forma aguda geralmente segue infecções virais ou bacterianas. Após dois dias de uma gripe comum, 85 % dos pacientes não tratados tossem, 26 % ainda estão tossindo após 14 dias e, em uma minoria, ela pode persistir por até 6 a 8 semanas. Muitos pacientes com tosse persistente após um quadro gripal podem ser asmáticos. Nos casos de tosse persistente, o médico deve ser sempre procurado. Outras causas de tosse aguda: aspiração, pneumonia, embolismo pulmonar e edema pulmonar.

A tosse crônica tem como principal causa a exposição à fumaça de cigarro, apesar dos fumantes raramente procurarem os médicos por causa deste sintoma. Cerca de 90% das tosses crônicas em não fumantes estão relacionadas a refluxo gastroesofágico, asma, bronquite crônica e uso prolongado de anti-hipertensivos como o Captopril (Capoten®).

Quando a tosse for acompanhada de coriza nasal, sensação de secreção no interior da garganta e dor de cabeça, devemos suspeitar de uma sinusite. Neste casos podemos fazer um Raio-X de seios da face. Quando for acompanhada de chiado no peito, falta de ar, podemos estar diante de uma asma. O refluxo gastro-esofágico também é uma causa importante de tosse crônica, geralmente acompanhada por sensação de queimação no peito, regurgitação. Entretanto, em muitos casos de refluxo, a tosse pode ser o único sintoma.

A tosse também pode estar acompanhada de alguns sinais de alarme, como saída de sangue, perda de peso, febre. Quando algum desses sintomas estiverem presentes, devemos consultar um médico, pois podemos estar diante de uma doença mais grave como tumores, problemas cardíacos ou tuberculose. É necessário ter em mente que tosse seca por mais de três semanas acompanhada de febre vespertina e sudorese noturna sempre merece uma consulta médica para que sejam realizados alguns exames a fim de diagnosticar o quanto antes possíveis casos de tuberculose.
Por: FORL

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REPOSTANDO Sinusite  A sinusite é uma inflamação dos seios perinasais geralmente associada a um processo infeccioso que ...
16/10/2025

REPOSTANDO
Sinusite
A sinusite é uma inflamação dos seios perinasais geralmente associada a um processo infeccioso que pode ser originado por vírus, bactérias ou fungos.

É, nos dias de hoje, uma das doenças mais frequentes da humanidade, mais geradora de consultas médicas, mais consumidora de antibióticos e pode interferir na qualidade de vida e no desempenho profissional e social.

Seios perinasais ou paranasais

Os seios perinasais ou paranasais são cavidades arejadas, forradas por uma membrana mucosa idêntica à das fossas nasais, que existem nos ossos da cara que rodeiam o nariz e que comunicam através de pequenos orifícios com as fossas nasais. Os diversos seios perinasais adquirem o nome dos ossos em que estão localizados. Assim existem os seguintes 4 tipos de seios nasais:

Frontais,
Etmoidais,
Maxilares,
Esfenoidais.

Os seios nasais desempenham várias funções, entre elas:

Humidif**ação e aquecimento do ar respirado pelo nariz.

Aumento da ressonância da voz.

Equilíbrio das pressões intracranianas quando há variações na pressão atmosférica (mergulhos, viagens de avião ou subidas a grandes altitudes).

Secreção de muco para proteção das vias aéreas superiores.

Absorção de impacto em casos de trauma (materiais ocos absorvem mais impacto do que materiais maciços).

Os seios perinasais são bilaterais e simétricos, ligam-se à cavidade nasal por pequenos orifícios por onde é drenado o muco produzido.

Quadros de alergia ou gripe, por exemplo, causam edema da mucosa nasal e aumento das secreções, obstruindo facilmente a drenagem dos seios da face. A impossibilidade de escoar o muco produzido leva à congestão dos seios perinasais e, consequentemente, à sinusite.

O termo rinossinusite (rinite+sinusite) é tecnicamente mais correcto que apenas sinusite, pois realça a inflamação simultânea da mucosa nasal e dos seios perinasais.

Sinusite - tipos

A sinusite pode afectar qualquer um dos 4 seios perinasais, podendo ser bilateral ou unilateral.

A sinusite por ser classif**ada em:

Aguda – quando os sintomas duram menos de 4 semanas;

Sub aguda – quando os sintomas duram entre 4 a 12 semanas;

Crónica – quando os sintomas duram mais que 12 semanas;

Recorrente – quando há 4 ou mais episódios de sinusite durante o ano.

A grande maioria das sinusites agudas são de origem viral ou alérgica, porém, a obstrução e acumulação, sem drenagem, do muco nos seios favorece a proliferação de bactérias, podendo levar à sinusite bacteriana.

Neste cenário o doente pode ter um quadro inicial de sinusite alérgica que, após contaminação com bactérias das vias respiratórias, se transforma num quadro de sinusite bacteriana que pode ser muito grave. As sinusites bacterianas que não são completamente curadas podem progredir para o quadro de sinusite crónica.

Causas da sinusite

Há várias causas por detrás de uma sinusite mas, todas elas têm como ponto comum uma deficiente drenagem das secreções nasais que, após se acumularem originam um foco infeccioso.

A alergia respiratória é uma causa importante e frequente porque a mucosa intumescida pela inflamação alérgica pode dificultar a drenagem dos seios perinasais e provocar a sua infecção. Nesta perspectiva, os principais agentes agressores são:

Pó doméstico,
Pólenes,
Pelos dos animais.
Porém, podemos ter sinusites provocadas diversas outras causas, tais como:

Infecções que afectam as vias aéreas, como a gripe e outras viroses respiratórias;
Más condições climáticas associadas ao frio e humidade, geradoras de uma resposta inflamatória da mucosa respiratória;
Traumatismos do nariz, com particular destaque para as mudanças bruscas de pressão associadas ao voo ou ao mergulho (causa cada vez mais frequente);
Poluição atmosférica, sobretudo a poluição automóvel e o tabagismo;
Má higiene nasal, por exemplo, naquelas pessoas que nunca se assoam ou têm o hábito de colocar os dedos dentro do nariz transportando, assim, para o seu interior os microrganismos neles existentes;
Má formação das cavidades nasais, com um particular destaque para os desvios do septo nasal.

Sinusite aguda e crônica

Há duas perspectivas. Na primeira, a temporal, diz-se que uma sinusite é aguda quando a sua duração se situa entre uma e quatro semanas; sub-aguda quando a sua duração se situa entre as quatro semanas e os três meses; crónica quando a sua duração vai para além dos três meses.

Porém, para além desta perspectiva simplista e temporal, há uma outra que tem a ver com a funcionalidade da mucosa nasal:

Após um episódio de sinusite aguda a funcionalidade da mucosa do nariz e dos seios perinasais é recuperada em pouco tempo, podemos considerar que na sinusite crónica essa funcionalidade pode estar definitivamente comprometida, originando que o doente apresente uma maior fragilidade e que os episódios recorrentes de sinusite aguda sejam mais frequentes.

Os sintomas uma sinusite

A sinusite tem uma expressão por vezes algo enigmática ou seja há sinusites muito extensas que têm pouca expressão clínica e, no pólo oposto, há sinusites mínimas que afectam muito signif**ativamente os doentes. Os principais sintomas são:

Obstrução nasal (nariz entupido),
Secreções nasais espessas e com pus (de cor amarela, verde ou castanha),
Dores de cabeça e/ou nos ossos da face, muitas vezes associadas a febre.
No entanto o leque de sintomas pode ser mais amplo, sendo habitual a existência de:

Diminuição ou perda do olfacto,
Mau hálito,
Tosse reflexa à escorrência das secreções nasais pela faringe,
Tosse nocturna,
Dor nos ouvidos e nos dentes do maxilar superior,
Dor à volta dos olhos.
Ouvido entupido,
Sensação de pressão quando baixa a cabeça,
Mal-estar,
Cansaço.

A maioria dos casos de sinusite viral ou alérgica melhora espontaneamente dentro de 10 dias. Sinusites bacterianas leves também podem ser autolimitadas, mas nos casos mais sintomáticos, com febre alta e coriza purulenta, a cura geralmente só vem com o tratamento antibiótico.

Estas queixas, mais acentuadas nas formas agudas, podem permanecer por longos períodos, naqueles doentes em que, por falta de uma abordagem adequada, a doença evoluiu para o estádio de cronicidade.

É comum a presença de dor quando fazemos pressão com os dedos sobre os seios nasais, principalmente nos seios frontais e maxilares, que são os mais superficiais.

A dor é um sintoma tão frequente que é vulgarmente aceite que não há sinusite sem dor. Apesar de poder ter diversas tonalidades a dor da sinusite reflecte a localização dos seios perinasais atingidos. Assim a dor pode localizar-se nos seguintes locais:

Na fronte em caso de sinusite frontal;
Por trás e entre os olhos na sinusite etmoidal e
Nas maçãs do rosto e dentes superiores nos casos das sinusites maxilares.
Já no caso da sinusite esfenoidal a dor é muitas vezes mais difusa e referida à parte frontal ou posterior da cabeça.

A sinusite pode ser grave

Sendo uma doença incomoda , na grande maioria dos casos ela é uma doença curável, sendo raras as complicações graves. No entanto algumas podem ser muito graves, tais como:

Meningite – infecção das meninges,
Infecção dos olhos,
Abcesso cerebral,
Otite,
Labirintite,
Osteíte – infecção dos ossos da cara,
Celulite – infecção dos tecidos moles da face,
Septicémia – infecção generalizada a todo o organismo.

Quando deve pedir apoio médico urgente

Como os seios da face apresentam íntima relação com órgãos nobres, como olhos, ouvidos e cérebro, a sinusite bacteriana pode levar a complicações graves. Portanto, é importante procurar consulta médica sempre que, associados à sinusite, existirem os seguintes sintomas:

Febre acima de 39ºC.
Edema ou vermelhidão na face.
Edema e vermelhidão em volta dos olhos.
Visão dupla ou qualquer outra alteração visual.
Confusão mental.
Dor de cabeça muito intensa.
Rigidez de nuca.
Prostração intensa.
A sinusite bacteriana, apesar de apresentar uma taxa de mortalidade baixa, é uma infecção que não deve ser negligenciada, principalmente quando existem os sinais descritos acima.

Como se faz o diagnóstico

Suspeita-se da existência de uma sinusite perante um doente que apresente uma situação clínica com as características acima apontadas. A confirmação é feita através de exames radiológicos – a tomografia computorizada – que define com precisão o estado de cada um dos seios perinasais (frontal, maxilares, etmoidal e esfenoidal) e pode evidenciar a existência de eventuais factores coadjuvantes, como pólipos ou desvios do septo nasal.

O tratamento desta doença requer uma abordagem especializada, na qual se definem com muita precisão três objectivos principais:

Reduzir a inflamação,
Promover uma adequada drenagem das secreções nasais,
Tratar a infecção.
Para conseguir estes objectivos é importante que o doente beba líquidos, no sentido de manter as secreções o mais fluídas possível. Recomenda-se, também:

Lavagem das fossas nasais com solutos salinos (soro fisiológico ) ou água termal,
Medicamentos fluidif**antes do muco nasal,
Descongestionantes nasais, estes, por períodos não superiores a cinco dias já que são produtos tóxicos para a mucosa nasal.
A infecção trata-se com antibióticos por períodos que oscilam entre os sete e os catorze dias nas sinusites agudas, e que se podem estender até às quatro semanas nas sinusites crónicas. É fundamental que não se interrompa o antibiótico antes do tempo prescrito pelo médico, como forma de prevenir eventuais recidivas e tendo em vista impedir o aparecimento de resistência por parte dos microrganismos infectantes.

Os corticoides nasais podem ser utilizados em tratamentos mais prolongados, porque em geral, são menos agressivos para a mucosa nasal (nomeadamente os cílios nasais), embora com mais efeitos secundários sistémicos que os descongestionantes nasais.

Por sua vez os descongestionantes são a melhor escolha em situações agudas até 3 dias de tratamento. A partir daí não devem ser usados, sem conselho médico, por causa da probabilidade acrescida de paralisarem os cílios nasais (pêlos do nariz) que ajudam a expulsar as mucosidades nasais para o exterior. Se estes “pêlos” estiverem paralisados aumenta a acumulação de secreções no interior do nariz e portanto a congestão nasal piora!

A cirurgia pode ser necessária

O tratamento da sinusite é, em princípio, um tratamento médico, sem intervenção cirurgica. Porém, em algumas situações deve recorrer-se à cirurgia. É o caso das sinusites em que o tratamento médico, adequadamente realizado, não se revela satisfatório (ineficácia dos antibióticos) e naqueles casos em que há obstáculos mecânicos que o tratamento médico não consegue resolver, tais como:

Sinusites associadas a signif**ativos desvios do septo nasal,
Pólipos,
Quistos volumosos.

A sinusite tem cura

No caso das sinusites agudas a resposta é claramente afirmativa, obtendo-se a cura no espaço de uma duas semanas quando o tratamento é o adequado e o doente cumpridor. Na sinusite crónica a resposta não é tão clara. A passagem ao estado de cronicidade provoca alguma deterioração nos mecanismos de defesa da mucosa dos seios perinasais. Assim, é de prever que o doente passe a apresentar maior fragilidade e tenha tendência a sofrer de episódios de inflamação/infecção sinusal com maior frequência.

Como se previne a sinusite

A prevenção da sinusite, tal como em qualquer outra doença, é o objectivo essencial. Na prevenção das sinusites entram um conjunto enorme de factores que se integram no que chamamos a “higiene nasal”, tais como:

Evitar todas as formas de poluição atmosférica,
Não contactar com substâncias que provocam resposta inflamatória alérgica do nariz,
Não colocar os dedos nem objectos estranhos no nariz,
Evitar ambientes em que a qualidade física do ar esteja fora dos padrões de qualidade (ar muito frio e húmido e ar muito seco),
Assoar-se com regularidade,
Controlar os episódios de rinite alérgica.
O controle das doenças-base é uma etapa obrigatória na prevenção das sinusites. Por exemplo, o não controle das alergias nasais (rinite alérgica) associa-se a um maior número de episódios de sinusite.

Apesar de não haver uma evidência científ**a que torne indiscutível o seu aconselhamento formal na sinusite, alguns doentes têm grandes resultados com os tratamentos termais, sobretudo nas sinusites crónicas, e com os medicamentos estimulantes da imunidade – os imunomoduladores.

Relativamente aos primeiros, temos um país riquíssimo em águas termais, estando referenciados trinta e sete estabelecimentos termais, a maioria no norte, com águas consideradas adequadas ao tratamento desta doença.

Os tratamentos com imunomoduladores, mais conhecidos por “vacinas” visam aumentar a imunidade dos doentes no que diz respeito aos agentes bacterianos, tornando-os assim mais resistentes às infecções. Não esquecer também, em determinados grupos de risco a vacinação antigripal anual.

Concluindo

Evitar as complicações da sinusite está ao alcance da imensa maioria dos doentes desde que devidamente informados sobre as regra básicas de higiene nasal que devem ter. Não são regras complicadas exigindo apenas alguma disciplina e vontade séria de evitar a doença que, muitas veze,s é encarada apenas como “incomoda ”, por não estarem cientes da gravidade que pode apresentar quando evolui sem controle!

Relembro apenas que, em casos extremos de infecção dos seios nasais, pode provocar doenças tão graves como meningite e septicémia! Por favor não se descuide!

POR :Franklim Fernandes

Fontes:
Fundação Portuguesa do Pulmão;
Dr Jaime Pina, pneumologista e alergologista;
Dr Pedro Pinheiro. especialista em Medicina Interna.

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REPOSTANDO As sete doenças mais comuns no invernoAs mudanças nos hábitos de vida também contribuem para o aumento das do...
23/07/2025

REPOSTANDO
As sete doenças mais comuns no inverno

As mudanças nos hábitos de vida também contribuem para o aumento das doenças respiratórias, pois f**amos mais tempo em ambientes internos e expostos ao ar condicionado. As pessoas mais sedentárias, que dormem pouco e se alimentam mal, prejudicam a resposta de defesa do organismo

Com a chegada do outono e do inverno, muitas pessoas sofrem com as oscilações climáticas. O tempo seco e a baixa umidade relativa do ar são fatores que contribuem para o aumento das alergias respiratórias devido à alta concentração de poluentes na atmosfera. Com isso há uma redução dos mecanismos de defesa do organismo, o que propicia o aparecimento de doenças respiratórias como a asma, bronquite, rinite e sinusite.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, as alergias atingem, em média, 30% da população mundial. Especialistas estimam que, até o final do século, metade dos brasileiros deve sofrer com divervos tipos de alergias. Porém, durante o inverno, os maiores níveis de poluentes no ar costumam irritar as vias respiratórias com mais frequência e, nessa estação, ocorre a já conhecida inversão térmica, quando uma camada de ar frio mais pesada acaba descendo à superfície terrestre e retendo os poluentes.

O ar frio também atua como irritante das vias aéreas, o que acarreta mais sintomas alérgicos, como a falta de ar e a coriza. Além disso, a maior circulação de vírus como o da gripe e do resfriado influenciam diretamente no aumento de doenças do aparelho respiratório.

Segundo o pneumologista do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, Dr. Carlos Carvalho, o nosso organismo reage de acordo com a temperatura e com o clima. “A temperatura do nosso corpo internamente é de 37 graus. Em dias muito frios ocorre a vasoconstrição para mantermos o nosso corpo aquecido. Já, com a respiração, existe uma grande perda de água e calor. Quando as vias respiratórias são atingidas por um ar mais seco e frio há uma piora do sistema respiratório, que reduz a produção de muco eliminado pelas glândulas das vias aéreas, na qual existem enzimas e anticorpos protetores. Com o frio, o transporte do muco das vias aéreas inferiores para as superiores f**a comprometido e faz com que as doenças respiratórias se proliferem com maior facilidade”, explica o especialista.

Para se manter protegido de vírus e bactérias que afetam a respiração, atitudes simples podem evitar a proliferação dessas doenças como manter os ambientes arejados, beber bastante líquido e controlar a umidade relativa do ar acima de 50%, são algumas das ações que podem fazer a diferença. Além de receitas caseiras existem no mercado atualmente algumas vacinas para a prevenção de infecções respiratórias como é o caso da gripe, vírus influenza e para o pneumococo. Elas são encontradas em clínicas especializadas, porém devem ser indicadas por um médico.

“No inverno, o HCor, assim como os hospitais e clínicas de nossa cidade, registra um aumento de 30 a 40% no atendimento a pacientes com doenças respiratórias. As crianças e os idosos são os que mais procuram um especialista”, explica Dr. Carvalho.

Dicas úteis para fugir das doenças respiratórias nesse inverno:

Mantenha o organismo hidratado;
Evite fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça;
Mantenha o ambiente arejado. As bactérias f**am concentradas em ambientes fechados, por isso é importante evitar esses locais fechados;

Evite o contato com pessoas gripadas ou com resfriados, pois essas doenças são adquiridas pelo ar;
Mantenha a respiração sempre pelo nariz e não pela boca, pois as narinas têm a função de filtrar o ar e aquecê-lo;

Lençóis, edredons e roupas devem ser expostos ao sol e lavados sempre que necessário (As pessoas que já possuem problemas respiratórios como bronquite, asma e sinusite devem evitar o contato com bichos de pelúcia, tapetes e produtos que possuem pêlos);

A alimentação deve ser balanceada com sopas e caldos ricos em verduras e legumes. As frutas são essenciais, principalmente aquelas que contêm vitamina C, como a laranja. Elas ajudam a prevenir gripes e resfriados.
Por: HCor

Identifique as doenças mais comuns no inverno

Acompanhe, a seguir, as sete doenças mais comuns no inverno, formas de transmissão, métodos preventivos e de tratamento.

1. Gripes e resfriados

Por definição, resfriado é diferente de gripe. O resfriado é causado principalmente pelo rinovírus e adenovírus, que traz sintomatologia semelhante, porém mais branda, com resolução por volta de cinco a sete dias. Os sintomas são: dor de garganta, coriza, espirro e febre baixa.
Já a gripe é causada por outros tipos de vírus (mais de 200). Apesar da sintomatologia ser semelhante, o período de duração é maior, variando de cinco a sete dias, e os sintomas são mais intensos, envolvendo coriza, febre alta, dor de garganta, dor de cabeça, congestão nasal e calafrios. O tratamento das duas doenças é feito com analgésicos, lavagem nasal e descongestionante nasal, se necessário.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe compromete de forma grave cerca de 3,5 milhões de pessoas ao ano. A cronicidade da infecção, ou seja, a não melhora do acometido, pode evoluir para quadros de sinusite e pneumonia. Aliás, graves complicações de sinusite podem ter como desfecho a meningite.

2. Rinite alérgica

A rinite é uma doença crônica que gera a inflamação da mucosa nasal com piora no inverno devido a uma maior exposição a agentes desencadeantes, como poeira domiciliar, ácaros, fungos, pólen, poluição ambiental, entre outros. Os sintomas consistem em coriza, espirros, coceira no nariz e nos olhos. O tratamento na crise pode envolver corticoide nasal, antialérgico e lavagem nasal com solução salina.

3. Sinusite

A sinusite é uma inflamação nos seios da face que causa sintomas, como dores de cabeça, dores na face, secreção nasal posterior amarelada e obstrução nasal. Alguns pacientes podem apresentar dor de cabeça, dor nos dentes superiores, tosse e febre. A sinusite viral é a mais frequente. O tratamento consiste no uso de descongestionante nasal, corticoide nasal e sistêmico, analgésicos, antialérgicos e antibióticos quando a causa é bacteriana.

4. Pneumonia

A pneumonia é uma infecção dos pulmões podendo ser causada por vírus ou bactérias com sintomas, como febre, dores no peito, tosse seca ou com catarro e mal-estar geral. O tratamento consiste em uso de analgésicos; antibióticos, quando indicado, e avaliação de gravidade para determinação da necessidade de internação hospitalar. Em alguns casos, há necessidade de uso de medicamentos inalatórios.

5. Otite

Otite é o nome da infecção do ouvido que pode se apresentar de duas formas: a otite média e a otite externa. Na otite média, a infecção decorre de acometimento da orelha média, região do ouvido que f**a atrás do tímpano, onde se localizam os ossículos (martelo, bigorna e estribo). Neste caso, a infecção é causada por vírus ou bactérias associados a problemas respiratórios, como rinites, sinusites, gripes ou resfriados.

Já na otite externa, o local acometido pela infecção é o canal externo do ouvido, local onde se situa o cerúmen. Neste caso, a infecção é causada por excesso de água nos ouvidos ou trauma local com qualquer tipo de objeto inserido na região para coçar ou “limpar” (hastes flexíveis, grampos, tampas de canetas, etc.)

Os sintomas das otites são: diminuição da audição, ouvido tampado, dor de ouvido. Em alguns casos, pode ocorrer também zumbido e tontura. Sintomas como febre ocorrem associados às otites médias. O tratamento da otite média é com antibiótico oral, enquanto a otite externa requer apenas antibióticos tópicos auriculares.

6. Asma

Asma é um espasmo muscular da musculatura dos brônquios que causa dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e às mudanças climáticas. Desta maneira, é causada por fatores alérgicos ou irritativos na via respiratória. O tratamento depende do quadro clínico e da frequência das crises, pode envolver o uso de corticoides e broncodilatadores inalatórios, além de medicações por via oral.

7. Meningite

A meningite é um processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas incluem dores de cabeça, febre, náuseas, dores na nuca com rigidez.

A doença pode ser causada por vírus ou bactérias sendo que no frio é comum haver mais quadros de meningite bacteriana, que pode ser transmitida pela própria respiração das pessoas, principalmente com a proximidade entre elas. Outro fator que aumenta a incidência da meningite no inverno é a circulação do vírus pneumococo, o mesmo vírus que causa a pneumonia e pode ocasionar também quadros de meningite. O tratamento pode envolver antibióticos, corticoides e penicilina. Por: guia da farmácia

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