Dra. Kelle Gomes

Dra. Kelle Gomes 🚺 Médica que cuida da saúde
Hormonal, Sexual e Íntima da Mulher
📍Caratinga-MG | CRM-MG 87767
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30/08/2026

Passaram os 40 dias, o médico liberou, e na primeira vez doeu de um jeito que ela não esperava. Contou pra alguém e ouviu que era normal, que ia melhorar, que era só relaxar. Um ano depois ela ainda está com dor e já se convenceu de que ficou diferente pra sempre.

4 causas reais, todas tratáveis:

1. Amamentação derruba o estrogênio. A mucosa f**a fina e seca, parecida com a da menopausa. Não é falta de tesão, é falta de hormônio, e lubrif**ante e tratamento local resolvem muito.

2. Cicatriz de laceração ou episiotomia sensível. Um ponto específico que arde ou fisga sempre no mesmo lugar. Tem tratamento, inclusive fisioterapia pélvica e conduta local.

3. Assoalho pélvico em espasmo. O corpo aprendeu a se fechar pra proteger. Aí a musculatura contrai antes da penetração, dói, e o ciclo se reforça.

4. Medo, que é fisiológico e não psicológico. Depois de uma vez que doeu, o corpo antecipa a dor. Sem excitação não tem lubrif**ação nem relaxamento, e dói de novo.

Nada disso se resolve insistindo na penetração dolorosa, que só piora o espasmo. Se depois de seis meses ainda dói, isso não é adaptação de mãe. É queixa médica.

E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

saudedamulher drakelle

30/08/2026

Absorvente interno é seguro. Eu indico, eu uso o argumento dele em várias consultas e ele resolve a vida de muita mulher. O que não é seguro é o jeito que ele acabou sendo usado, no improviso, sem ninguém ensinar nada.

4 cuidados que fazem toda a diferença:

1. Trocar a cada 4 a 8 horas, sem exceção. Dormir a noite inteira com o mesmo é o erro mais comum e é justamente o que aumenta o risco da síndrome do choque tóxico, que é raro mas é grave.

2. Usar a menor absorção que dá conta do seu fluxo. Absorvente super potente em dia de fluxo fraco resseca a mucosa e machuca na hora de tirar.

3. Não usar fora da menstruação pra corrimento. Não foi feito pra isso, não é a mesma secreção e o risco não compensa. Pra corrimento, o caminho é descobrir a causa.

4. Mão lavada antes de colocar e antes de tirar. Parece básico. É o passo que quase ninguém faz na pressa do banheiro do trabalho.

E deixa eu resolver a dúvida que sempre vem: virgem pode usar. Não tira virgindade e não muda nada sobre você. Febre alta, mal-estar forte e vermelhidão na pele durante o uso pedem atendimento no mesmo dia.

E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

saudedamulher drakelle

30/08/2026

Repara no que separa as duas colunas: o que sempre foi assim costuma ser normal. O que mudou recentemente é o que precisa ser visto. E olha uma coisa que quase ninguém sabe: dor isolada na mama é o sintoma que mais assusta e um dos que menos aparece no câncer. Enquanto isso, o caroço indolor é ignorado por meses justamente porque não dói. Salva esse post e manda pra alguém que está adiando a mamografia. E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

ginecologia drakelle

29/08/2026

Ela chega sozinha no consultório, sempre sozinha, dizendo que não consegue mais, que não sente, que deve ter alguma coisa errada com ela. E enquanto ela conta a história, o problema vai aparecendo em outro lugar. Isso não é sobre culpar homem. É sobre parar de tratar uma mulher por um problema que não é dela.

4 sinais que eu procuro:

1. O s**o acaba antes de você começar. Ejaculação rápida e recorrente é diagnóstico, tem tratamento e não é falta de atração por você. Só que ninguém nomeia, então vira “eu demoro demais”.

2. Ele evita o s**o e você virou a única explicação possível. Dificuldade de ereção faz muito homem fugir do contato e nunca dizer o motivo. Ela conclui que engordou, envelheceu, deixou de ser desejada.

3. A ereção matinal sumiu. Esse é um sinal médico, não um detalhe. Pode apontar testosterona baixa, alteração vascular, diabetes, apneia do sono, uso de medicação.

4. Não tem preliminar e a penetração vem antes de você estar pronta. Aí dói, e a dor vira medo, e o medo vira falta de desejo.

O que começou fora de você acaba diagnosticado em você. Sexualidade é do casal. Investigar só um lado é como tratar metade de uma doença. Se der pra levar ele numa consulta, leva. Se não der, começa você e traz a história inteira.

E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

libido ginecologia drakelle

29/08/2026

Ela começou a mesma pílula aos 22. Hoje tem 44 e continua na mesma caixinha, renovando a receita no balcão da farmácia há uma década. O corpo dela mudou muito nesse tempo. O método, não.

4 coisas que precisam ser revistas:

1. Você ainda precisa de contracepção, sim. Fertilidade cai mas não zera, e gravidez não planejada depois dos 40 é mais comum do que parece. Só para de precisar depois de 12 meses sem menstruar.

2. O risco de trombose deixa de ser teórico. Idade, pressão, peso e tabagismo somam. Se você fuma e tem mais de 35, método com estrogênio sai da mesa.

3. A pílula pode estar escondendo a sua perimenopausa. Ela impõe um sangramento artificial, então você não enxerga o que o seu ciclo estaria fazendo. Isso atrasa o diagnóstico por anos.

4. Existem métodos que fazem duas coisas ao mesmo tempo. DIU hormonal protege de gravidez e controla o sangramento aumentado, que é justamente o que mais aparece nessa idade.

Não é sobre parar o que você usa. É sobre reavaliar com a idade que você tem hoje, não com a que você tinha quando começou. Se faz mais de dois anos que ninguém revisou, já passou da hora. E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

29/08/2026

Metade das mulheres que toma antibiótico pra infecção urinária por conta própria não estava com infecção urinária. Estava com um problema vaginal ardendo quando a urina encostava. A pista mais útil é simples: se tem corrimento, cheiro ou coceira junto, a suspeita muda de lugar. Febre com dor nas costas é o único item aqui que não espera até amanhã. E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

ginecologia drakelle

28/08/2026

Presta atenção no padrão: as ISTs mais silenciosas são justamente as que não dão ferida nenhuma. E são elas que evoluem por anos até virar dor pélvica crônica ou dificuldade de engravidar. Olhar não diagnostica. Nem no seu corpo, nem no dele. Quem diagnostica é exame. E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

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28/08/2026

A mulher percebe que o desejo sumiu, sente vergonha de falar com médico e vai onde ninguém pergunta nada: farmácia, loja de suplemento, anúncio de rede social. Eu não vou dizer que tudo é golpe.
Vou dizer o que cada coisa faz de verdade.
4 dos mais vendidos:

1. Maca peruana. É o que tem os estudos mais simpáticos, embora pequenos. Alguns mostram melhora de desejo sem alterar hormônio nenhum. Efeito modesto e não funciona pra todo mundo.

2. Tribulus terrestris. Vendido como “aumenta testosterona”. Nos estudos em mulheres, não aumenta de forma consistente. Alguma melhora relatada de desejo, com evidência fraca.

3. Vitamina D e ferro. Esses não são milagre, são reposição. Se estão baixos, corrigir muda cansaço e disposição de verdade, e desejo depende disso. Mas só faz sentido se o exame mostrou falta.

4. Testosterona manipulada em gota ou creme sem prescrição. Aqui eu paro de ser gentil: dose errada de testosterona em mulher engrossa voz, aumenta clitóris e nem sempre volta atrás. Libido baixa tem causa.

Anticoncepcional, tireoide, prolactina, anemia, antidepressivo, exaustão, dor no s**o, relação desgastada. Nenhum pote resolve o que não foi investigado. E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

27/08/2026

Ela trata. Melhora. Passa três semanas boa. Volta. Trata de novo. E começa a achar que o corpo dela é defeituoso. Enquanto isso, ninguém nunca chamou o parceiro pra conversa. E em uma parte dos casos é exatamente ali que a história se resolve.

4 coisas que precisam ser ditas:

1. Nem toda infecção que volta é do parceiro. Candidíase de repetição, na maioria das vezes, não é. Tratar o homem por padrão não resolve e ainda atrasa a investigação real.

2. Tricomoníase é o oposto: sem tratar o parceiro, não acaba nunca. É IST, ele quase sempre não tem sintoma nenhum, e enquanto ele não tratar você vai reinfectar em toda relação.

3. Homem com balanite ou coceira recorrente precisa ser tratado. Se ele tem sintoma, ele é parte do problema, e você tratando sozinha é enxugar gelo.

4. Se o parceiro tem sintoma e ninguém investigou nenhum dos dois, o diagnóstico está incompleto. Corrimento que volta sempre pede exame, não pomada da farmácia repetida por conta própria.

Ter que conversar sobre isso é constrangedor, eu sei. Mas passar dois anos tratando a mesma coisa sozinha é pior. Leva ele junto na consulta, ou pelo menos leva o assunto.

E se você não tem uma médica pra falar isso, eu falo.

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