17/02/2026
Segundo Winnicott, não há nada de novo na ideia de dependência, tanto na vida inicial do indivíduo, como na transferência, que ganha impulso à medida que decorre o tratamento psicanalítico
A nossa percepção acerca das vulnerabilidades dos pacientes, a capacidade de nos identificarmos com ele e a forma como podemos cuidar das suas necessidades, das mais diversas formas, dizem de um “analista suficientemente bom”
A análise, como a satisfação das necessidades de dependência, garante uma provisão ambiental ao paciente, que por um período, vai depender do analista no âmbito da transferência, das sessões e do setting analítico
Desta forma, e talvez, pela primeira vez, o paciente consiga a atenção de uma outra pessoa, ainda que limitada à sessão de cinquenta minutos confiavelmente estabelecida, ou que, pela primeira vez, esteja em contato com alguém que é capaz de ser objetivo.
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Texto: “Dependência no cuidado do bebê, no cuidado da criança e do setting analítico” [1962].