03/09/2026
Setembro Amarelo costuma trazer muitas informações sobre sinais, prevenção e formas de buscar ajuda.
Tudo isso é importante, mas existe uma parte que, para mim, merece ainda mais atenção: o sofrimento nem sempre chega acompanhado de um pedido claro de ajuda.
Às vezes ele aparece no comportamento, naquela irritação ou atitudes diferentes e fora do que era habitual, um afastamento, queda de rendimento ou excesso de trabalho. Pode ocorrer também a perda de interesse no que antes era prazeroso, uma mudança na forma de se relacionar….
E isso acontece com crianças, adolescentes e adultos.
Por isso, o olhar precisa ir além de simplesmente tentar corrigir o comportamento ou insistir para que a pessoa “volte” ao que era acostumada a ser. Precisamos nos perguntar o que aquele comportamento pode estar comunicando, o que está acontecendo com essa pessoa para ela estar agindo dessa forma.
Claro, que isso não significa interpretar qualquer mudança como sinal de sofrimento ou fazer diagnósticos a partir de comportamentos isolados.
Mas sim estar atento, conhecer e compreender as pessoas com quem convivemos e perceber quando algo mudou.
E, principalmente, significa criar relações nas quais pedir ajuda não seja visto como fraqueza.
Setembro Amarelo não é só reconhecer sinais de alerta. Mas também construir relações em que as pessoas não precisem chegar ao limite para serem percebidas.
Em casa, na escola, no trabalho. NA VIDA!
Setembro reforça, mas isso não acontece só em setembro, precisa ser diariamente, todos os meses.