Consultório de Psicologia- Dra. Darlene F M Biondo

Consultório de Psicologia- Dra. Darlene F M Biondo Psicóloga há mais de 40 anos, atendimento presencial e online, somente adultos. Sexóloga, Avaliação Neuropsicológica. Consteladora familiar Sistêmica.

Psicoterapia Ericksoniana e Terapia Sexual (anorgasmia, vaginismo, disfunção erétil, dispareunia, falta de desejo). Experiência na área clínica há mais de 35 anos ! Atendimentos ONLINE e Presencial!

04/09/2026

Quando estamos tristes, muitas vezes procuramos uma música sem nem pensar muito no motivo.

Colocamos os fones, escolhemos aquela canção que parece entender exatamente o que estamos sentindo e, por alguns minutos, algo dentro de nós começa a mudar.

A música pode influenciar nosso estado emocional e fisiológico. O ritmo, a melodia, a previsibilidade dos sons e até as memórias associadas a uma canção podem ajudar o corpo a sair, gradualmente, de um estado de maior tensão e encontrar mais segurança e regulação.

Às vezes, precisamos de uma música calma para desacelerar. Em outros momentos, uma música triste pode nos ajudar justamente porque nos permite sentir aquilo que estávamos tentando segurar.

Chorar, respirar mais profundamente, lembrar, sentir e, depois, perceber uma sensação de alívio também pode fazer parte desse processo.

Isso não significa que uma música substitua acompanhamento psicológico quando ele é necessário. Mas ela pode ser uma ferramenta simples e poderosa para nos ajudar a atravessar determinados estados emocionais.

Talvez seja por isso que, quando tudo parece difícil de explicar, às vezes uma música consegue chegar exatamente onde as palavras ainda não alcançaram.

Qual é aquela música que sempre parece te acolher nos dias mais difíceis?

02/09/2026

Existem dores que aprendemos a esconder tão bem que, em algum momento, começamos a acreditar que elas realmente desapareceram.

A vida segue. Você cresce, muda de fase, constrói outras relações e aprende a falar sobre o que aconteceu como se aquilo já não tivesse importância.

Até que alguma situação acontece.

Uma palavra.
Um silêncio.
Uma rejeição.
Uma sensação de abandono.

E aquela dor, que parecia não estar mais ali, reaparece.

Não porque você voltou para o passado.

Mas porque algumas experiências podem continuar influenciando a forma como o corpo e as emoções respondem ao presente, mesmo quando racionalmente acreditamos que aquilo já foi superado.

Dizer “isso não me afeta mais” nem sempre significa que a dor foi elaborada. Às vezes, significa apenas que aprendemos a não olhar para ela.

A cura não acontece quando conseguimos convencer a nós mesmos de que nada aconteceu.

Ela começa quando podemos reconhecer o que aconteceu sem precisar continuar vivendo como se aquilo ainda estivesse acontecendo.

Olhar para uma dor não significa voltar a ser aquela pessoa que sofreu.

Pode significar, justamente, perceber que hoje você tem recursos, escolhas e possibilidades que não tinha naquela época.

01/09/2026

Essa é uma das frases atribuídas a Bert Hellinger que mais desperta curiosidade:

“Com a mãe no coração, o dinheiro vem. Com o pai no coração, o dinheiro fica.”

Mas o que isso significa?

Na visão sistêmica, pai e mãe representam movimentos diferentes na forma como nos relacionamos com a vida.

A mãe está associada ao primeiro movimento de receber: recebemos a vida, o cuidado e a possibilidade de pertencimento. O pai, por sua vez, é frequentemente relacionado ao movimento de ir para o mundo, se posicionar, agir e sustentar aquilo que construímos.

Por isso, dentro dessa leitura simbólica, a frase relaciona a mãe à capacidade de receber e o pai à capacidade de permanecer, realizar e sustentar.

Mas é importante compreender que isso não deve ser interpretado como uma fórmula.

Ter dificuldades financeiras não significa simplesmente que você “não tomou” a mãe ou o pai. A realidade financeira de uma pessoa envolve muitos fatores: sociais, econômicos, familiares, emocionais e individuais.

O olhar da Constelação não substitui essa complexidade.

Ele oferece uma outra possibilidade de reflexão:

Como é a minha relação com receber?

Como me posiciono diante da vida?

Existe algo na minha história familiar que influencia a forma como lido com dinheiro, sucesso, crescimento ou permanência?

Talvez seja justamente aí que essa frase se torne interessante.

Não como uma promessa de prosperidade, mas como um convite para olhar com mais profundidade para os vínculos e significados que construímos em torno da vida e do dinheiro.

01/09/2026

Nem tudo o que nos atravessa pode ser explicado em palavras.

Uma música pode despertar uma emoção, trazer uma lembrança, provocar um silêncio ou fazer o corpo reagir antes mesmo que você entenda o motivo.

Na Constelação Familiar, o sentir também ocupa um lugar importante.

Porque existem movimentos que não chegam primeiro pela razão. Eles aparecem como uma sensação, uma emoção, um incômodo, um reconhecimento difícil de explicar.

E isso não significa abandonar a razão ou acreditar em qualquer sensação como verdade. Significa abrir espaço para perceber o que acontece dentro de nós antes de tentar controlar, justificar ou explicar tudo.

Às vezes, quando paramos de procurar imediatamente uma resposta, conseguimos finalmente escutar o que estava tentando se mostrar.

O que você sente também merece ser escutado.

31/08/2026

Caminhada com História

Em Cataguases, alguns lugares parecem tão presentes no nosso cotidiano que, às vezes, esquecemos de perguntar o que já aconteceu ali. As praças, as ruas e os edifícios que atravessamos todos os dias também guardam diferentes capítulos da história da cidade.

A Praça Rui Barbosa é um desses lugares. Antes de receber esse nome, este espaço já foi Largo do Rosário, Largo do Comércio e Praça do Comércio. Em 1893, recebeu seu primeiro ajardinamento e, poucos anos depois, passou a abrigar o Theatro Recreio, inaugurado em 1896.

Mas a história da praça não parou aí.

Na década de 1950, ela foi completamente remodelada dentro da linguagem moderna que começava a marcar Cataguases. O projeto de Luzimar Natalino de Góes Telles trouxe os bancos curvos de pastilha, o piso em pedras portuguesas com desenhos geométricos e, de Francisco Bolonha, veio a famosa co**ha acústica que substituiu o antigo coreto.

É por isso que caminhar por Cataguases é também caminhar por diferentes momentos da história da arquitetura brasileira.

E talvez a Praça Rui Barbosa seja um dos lugares onde essa passagem do tempo esteja mais visível.

28/08/2026

Há experiências que não terminam quando o acontecimento passa.

Elas podem continuar vivendo na forma como interpretamos as pessoas, antecipamos situações, nos protegemos, escolhemos e reagimos.

Às vezes, antes mesmo de algo acontecer, uma parte de nós já acredita saber o final.

E então surge uma pergunta importante:

Será que eu estou vivendo o que está acontecendo agora ou reagindo ao que um dia aconteceu comigo?

Porque o trauma pode criar padrões de proteção que, em algum momento, foram necessários.

Mas aquilo que um dia ajudou você a sobreviver pode continuar se repetindo, mesmo quando hoje já não precisa mais ser assim.

É por isso que compreender a própria história é tão importante.

Não para permanecer preso ao passado, mas para reconhecer quando ele está assumindo o controle do presente.

E, então, pouco a pouco, criar novas possibilidades.

Talvez não seja sobre repetir a mesma história. Talvez seja sobre finalmente entender por que uma parte de você continua esperando que ela se repita.

27/08/2026

Às vezes, o amor por uma mãe pode se transformar, sem que o filho perceba, em uma tentativa silenciosa de carregar aquilo que ela viveu.

A sua dor.
As suas frustrações.
Os seus medos.
Os seus destinos.

Como se, ao sofrer junto, fosse possível aliviar aquilo que ela precisou enfrentar.

Na visão da Constelação Familiar, esse movimento pode criar uma espécie de emaranhamento: o filho permanece tão identificado com a história da mãe que, mesmo desejando seguir a própria vida, continua repetindo sentimentos, escolhas ou padrões que não começaram com ele.

E existe uma diferença importante entre honrar a história da sua mãe e carregar a dor dela.

Honrar é reconhecer tudo o que ela viveu, respeitar a sua história e compreender que aquele caminho pertence a ela.

Carregar é acreditar, muitas vezes inconscientemente, que você precisa sofrer junto para continuar pertencendo.

Mas você não precisa abandonar a sua mãe para soltar aquilo que não é seu.

Pode amá-la profundamente e, ainda assim, permitir que ela seja responsável pela própria história.

Porque, enquanto a dor dela se torna também a sua, pode ser difícil perceber onde termina o destino dela e onde começa o seu.

E talvez crescer também seja isso:

olhar para a mãe com amor, reconhecer a sua história e, ainda assim, escolher seguir com a própria

Quando se fala em Constelação Familiar, muita gente chega com expectativas, ideias prontas e, principalmente, a esperanç...
25/08/2026

Quando se fala em Constelação Familiar, muita gente chega com expectativas, ideias prontas e, principalmente, a esperança de encontrar uma resposta rápida para aquilo que dói.

Mas a Constelação não é sobre receber respostas prontas.

É sobre ampliar o olhar.

Olhar para a própria história, para os vínculos, para os padrões que se repetem e para movimentos que, muitas vezes, estavam acontecendo sem que fossem percebidos.

Nem sempre aquilo que se revela é confortável.

Às vezes, olhar para uma dinâmica familiar exige reconhecer que carregamos responsabilidades que não são nossas. Outras vezes, exige perceber o lugar que ocupamos e como continuamos presos a histórias antigas, mesmo desejando seguir em frente.

E talvez uma das partes mais importantes seja essa: a Constelação não faz o movimento por você.

Ela pode trazer uma nova perspectiva, mas o que você fará com aquilo que foi visto continua sendo uma responsabilidade sua.

Porque compreender uma história não significa apagar o que aconteceu.

Significa ganhar a possibilidade de se relacionar com essa história de uma maneira diferente.

A Constelação Familiar não é sobre encontrar culpados.

É sobre olhar com mais consciência para aquilo que nos trouxe até aqui — e, a partir desse olhar, abrir espaço para novos movimentos na vida.

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