17/07/2026
Nem toda dor é visível.
O Cristo Velado, esculpido em mármore por Giuseppe Sanmartino, em 1753, representa Cristo após a crucificação, coberto por um véu tão delicado que parece tecido — embora tenha sido talhado no mesmo bloco de mármore da escultura. A obra está na Capela Sansevero, em Nápoles.
Ao observar essa obra, podemos fazer uma relação profunda com a saúde mental.
Assim como o véu cobre o corpo sem escondê-lo completamente, muitas pessoas também vivem cobertas por camadas emocionais: silêncio, negação, medo, racionalização e isolamento.
Por fora, continuam trabalhando, sorrindo e cumprindo suas obrigações. Por dentro, podem estar enfrentando ansiedade, depressão, esgotamento, traumas ou uma dor que ainda não conseguiram nomear.
A psiquiatria não existe para apagar a história de uma pessoa, mas para ajudá-la a compreender o que está por trás dos sintomas.
É como retirar, pouco a pouco, o véu que encobre o sofrimento — com escuta, ciência, acolhimento e tratamento individualizado.
Sofrimento não é fraqueza.
Silêncio não significa ausência de dor.
E pedir ajuda não é desistir: é começar a se cuidar.
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Esta correlação é uma interpretação contemporânea e simbólica da obra, não a explicação histórica original do escultor.
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