22/07/2026
A tirzepatida mudou o tratamento da obesidade, mas ela não funciona sozinha e alguns hábitos alimentares, quando combinados com a medicação, transformam o que deveria ser evolução em mal-estar constante.
O que acontece no consultório: a paciente chega com náusea, enjoo, sem energia, achando que o problema é a medicação. Quando a gente vai investigar, quase sempre tem um padrão alimentar por trás que está sabotando o processo.
A medicação reduz o apetite, retarda o esvaziamento gástrico e altera a forma como o seu organismo processa os alimentos. Isso significa que o que você come, e quanto, impacta muito mais do que antes.
Álcool potencializa o desconforto gástrico, ultraprocessados gordurosos ficam estacionados no estômago por horas, refeições volumosas geram refluxo e distensão e a ausência de uma rotina alimentar de qualidade faz com que o corpo perca músculo no lugar de gordura.
A tirzepatida é uma ferramenta poderosa, mas ferramenta funciona quando usada corretamente e isso inclui o que está no seu prato.
Se você está em uso e sente que algo não está certo, esse pode ser o motivo. A revisão do protocolo faz parte do acompanhamento.
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Fernanda Poiani | Endocrinologista & Nutróloga
CRM 138.674 | RQE 147967
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