Fabian André dos Reis - Psicólogo Clínico

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Fabian André Dos Reis
Psicólogo Clínico – CRP 07/20557
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O sujeito que não suporta ficar sozinhoEstar sozinho não significa necessariamente sentir solidão. Para algumas pessoas,...
13/08/2026

O sujeito que não suporta ficar sozinho

Estar sozinho não significa necessariamente sentir solidão. Para algumas pessoas, porém, o silêncio e a ausência do outro despertam uma angústia difícil de suportar. É como se, sem alguém por perto, algo da própria identidade também desaparecesse.

Na psicanálise, o outro ocupa um lugar fundamental na constituição do sujeito. Somos atravessados pelo olhar, pelo desejo e pelas palavras daqueles que nos cercam. Mas isso não significa que precisemos estar permanentemente acompanhados para existir.

A dificuldade de ficar sozinho pode levar à busca incessante por relacionamentos, mensagens, redes sociais ou qualquer forma de presença que interrompa o encontro consigo mesmo.

Na clínica, muitas vezes é justamente nesse espaço de silêncio que aparecem desejos, medos e pensamentos que estavam sendo evitados.

Aprender a estar só não significa afastar-se do mundo. Significa poder permanecer consigo mesmo sem precisar preencher imediatamente cada vazio com a presença de alguém.

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A função psíquica da fantasiaA fantasia não é simplesmente uma invenção ou uma fuga da realidade. Para a psicanálise, el...
12/08/2026

A função psíquica da fantasia

A fantasia não é simplesmente uma invenção ou uma fuga da realidade. Para a psicanálise, ela ocupa um lugar fundamental na vida psíquica: é através dela que o sujeito organiza sua relação com o desejo, com o outro e com aquilo que lhe falta.

Freud percebeu que nossas fantasias podem revelar desejos que a consciência nem sempre consegue reconhecer. Lacan, posteriormente, mostrou que a fantasia funciona como uma espécie de roteiro inconsciente através do qual o sujeito se posiciona diante do próprio desejo.

Muitas vezes, não desejamos apenas uma pessoa ou uma situação, mas aquilo que imaginamos que encontraremos através dela. Por isso, quando a realidade não corresponde à fantasia, pode surgir frustração, angústia ou até a necessidade de repetir determinadas situações.

Na clínica, compreender a fantasia permite perguntar: o que realmente está sendo desejado por trás daquilo que o sujeito diz querer?

Não se trata de abandonar as fantasias, mas de reconhecer seu lugar. Afinal, entre aquilo que somos e aquilo que desejamos, existe sempre uma dimensão imaginária que participa da construção da nossa realidade psíquica.

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A necessidade de reconhecimento constanteSer reconhecido é uma necessidade humana. Desde a infância, construímos nossa i...
10/08/2026

A necessidade de reconhecimento constante

Ser reconhecido é uma necessidade humana. Desde a infância, construímos nossa identidade a partir do olhar do outro. O problema surge quando esse reconhecimento se torna a única fonte de valor pessoal.

Na contemporaneidade, a busca por aprovação ganhou novos espaços. Curtidas, comentários e elogios podem oferecer satisfação momentânea, mas dificilmente preenchem uma falta mais profunda. Quando a autoestima depende exclusivamente da validação externa, qualquer crítica ou indiferença pode ser vivida como uma ameaça à própria existência.

Na clínica, é comum encontrar sujeitos que organizam suas escolhas para agradar, impressionar ou corresponder às expectativas alheias, afastando-se gradualmente do próprio desejo.

Para a psicanálise, o reconhecimento do outro é importante, mas não pode substituir o encontro com a própria subjetividade. A verdadeira sustentação do eu não nasce da aprovação constante, e sim da possibilidade de reconhecer e assumir o próprio desejo, mesmo quando ele não recebe aplausos.

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Dia dos Pais | A função paternaNa Psicanálise, ser pai não se reduz à presença de um homem na vida de uma criança. A fun...
09/08/2026

Dia dos Pais | A função paterna

Na Psicanálise, ser pai não se reduz à presença de um homem na vida de uma criança. A função paterna diz respeito a um lugar simbólico: aquele que introduz a diferença, o limite e a possibilidade de separação.

É por meio dessa função que a criança pode descobrir que não existe apenas um “nós”, mas também um mundo, um desejo e um caminho próprio a construir.

A função paterna não exige perfeição. Ela implica sustentar uma posição diante do filho: transmitir referências, reconhecer sua singularidade e, sobretudo, permitir que ele não permaneça aprisionado ao desejo do outro.

Em Lacan, a função paterna está relacionada à inscrição da Lei e à entrada do sujeito na ordem simbólica. Não se trata simplesmente de autoridade ou imposição, mas da possibilidade de estabelecer limites que organizem o desejo e favoreçam a constituição de um sujeito capaz de desejar por si mesmo.

Talvez uma das maiores funções de um pai seja justamente essa: estar presente o suficiente para oferecer raízes, mas também saber abrir espaço para que o filho possa construir suas próprias asas.

Neste Dia dos Pais, uma homenagem àqueles que ocupam esse lugar com presença, responsabilidade e amor — e a todos que, de diferentes formas, participam da construção de sujeitos mais livres.

Feliz Dia dos Pais!

Fabian André dos Reis
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O inconsciente nas escolhas amorosasMuitas pessoas acreditam escolher seus parceiros apenas pela razão ou pela afinidade...
06/08/2026

O inconsciente nas escolhas amorosas

Muitas pessoas acreditam escolher seus parceiros apenas pela razão ou pela afinidade. No entanto, a psicanálise mostra que as escolhas amorosas são atravessadas por desejos, fantasias e experiências inconscientes que escapam ao controle da consciência.

Frequentemente, repetimos padrões de relacionamento sem perceber. Buscamos no outro algo familiar, mesmo quando isso nos faz sofrer. Não porque desejamos a dor, mas porque o conhecido pode parecer mais seguro do que o desconhecido.

Na clínica, é comum que o sujeito se pergunte por que sempre se envolve com pessoas semelhantes ou revive os mesmos conflitos. Essas repetições revelam que o amor também é um lugar onde o inconsciente se manifesta.

A psicanálise não promete eliminar os desencontros do amor, mas possibilita que o sujeito compreenda melhor sua forma de desejar. Quanto mais reconhece sua própria história, maior é a liberdade para construir vínculos menos determinados pela repetição e mais abertos ao encontro com o outro.

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06/08/2026
A angústia diante da liberdade de escolhaEscolher é uma das maiores fontes de angústia. Cada decisão implica abrir mão d...
05/08/2026

A angústia diante da liberdade de escolha

Escolher é uma das maiores fontes de angústia. Cada decisão implica abrir mão de outras possibilidades, e essa renúncia nem sempre é fácil de suportar. Por isso, muitas pessoas permanecem paralisadas, esperando a escolha perfeita, como se fosse possível viver sem perdas.

Para a psicanálise, a angústia surge quando o sujeito se confronta com sua responsabilidade diante do próprio desejo. Não existe garantia de que a decisão será a melhor, nem alguém que possa eliminar completamente a incerteza.

Na clínica, é comum encontrar pessoas que adiam escolhas importantes por medo de errar. Permanecem em relacionamentos, trabalhos ou projetos que já perderam o sentido, acreditando que não decidir é mais seguro do que assumir os riscos da mudança.

A psicanálise ensina que viver é renunciar. A maturidade não consiste em fazer escolhas perfeitas, mas em sustentar as consequências das próprias decisões e reconhecer que é justamente nessa liberdade, sempre incompleta, que cada sujeito constrói sua história.

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O recalque emocional travestido de racionalidadeA capacidade de pensar de forma lógica é essencial para a vida. No entan...
04/08/2026

O recalque emocional travestido de racionalidade

A capacidade de pensar de forma lógica é essencial para a vida. No entanto, quando a racionalidade é usada para evitar o contato com os próprios afetos, ela pode transformar-se em uma sofisticada defesa psíquica. Em vez de sentir, o sujeito explica; em vez de elaborar, analisa.

Freud descreveu o recalque como o afastamento inconsciente de conteúdos que provocam sofrimento. Muitas vezes, aquilo que não pode ser vivido emocionalmente retorna disfarçado em sintomas, ansiedade ou dificuldades nos relacionamentos.

Na clínica, é comum encontrar pessoas que compreendem intelectualmente sua história, mas permanecem distantes da experiência afetiva. Conhecem as causas de seu sofrimento, porém não conseguem atravessá-lo emocionalmente.

A psicanálise não busca substituir a razão pela emoção, mas permitir que ambas possam dialogar. Compreender é importante, mas a verdadeira transformação acontece quando o sujeito também consegue sentir aquilo que, durante muito tempo, precisou esconder de si mesmo.

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A histeria na contemporaneidade digitalA histeria foi uma das principais portas de entrada para a descoberta do inconsci...
02/08/2026

A histeria na contemporaneidade digital

A histeria foi uma das principais portas de entrada para a descoberta do inconsciente. Hoje, embora suas manifestações tenham mudado, muitos de seus conflitos continuam presentes, especialmente em uma cultura marcada pela exposição constante e pela necessidade de reconhecimento.

Na contemporaneidade, o sofrimento pode assumir a forma de uma busca incessante por validação. Curtidas, comentários e aprovação tornam-se sinais de existência, enquanto o silêncio ou a indiferença podem ser vividos como rejeições profundas.

Para a psicanálise, a histeria não é sinônimo de exagero ou manipulação. Trata-se de uma estrutura em que o sujeito dirige ao outro uma pergunta fundamental: "O que sou para você?". Quando essa resposta depende exclusivamente do olhar alheio, a identidade torna-se instável e vulnerável.

Na clínica, observa-se que o excesso de exposição nem sempre revela segurança. Muitas vezes, ele encobre angústias relacionadas ao desejo, à falta e ao medo de não ser suficientemente amado.

A psicanálise convida o sujeito a deslocar a busca de respostas do olhar do outro para o encontro com sua própria verdade inconsciente.

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O que Freud diria sobre a cultura do cancelamentoHconhecia bem: a dificuldade humana de lidar com a ambivalência. Amamos...
31/07/2026

O que Freud diria sobre a cultura do cancelamento
Hconhecia bem: a dificuldade humana de lidar com a ambivalência. Amamos e odiamos as mesmas pessoas, admiramos suas qualidades e rejeitamos seus defeitos. Quando essa complexidade é negada, surge a necessidade de dividir o mundo entre totalmente bons e totalmente maus.

Na lógica do cancelamento, um erro pode apagar toda a história de alguém. Essa posição oferece a ilusão de pureza moral, mas também evita o contato com as próprias contradições e imperfeições.

A psicanálise lembra que ninguém está livre de conflitos, falhas e desejos inconscientes. Reconhecer isso não significa justificar atitudes nocivas, mas compreender que o julgamento absoluto raramente produz transformação.

Talvez Freud dissesse que cancelar o outro é, muitas vezes, uma forma de evitar o encontro com aquilo que recusamos reconhecer em nós mesmos.

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