20/09/2026
Então, 50 anos.
Por mais que digam que estou bem, com o corpo bonito e saudável, cabeça boa e energia pra dar e vender, é impossível não pensar que, muito provavelmente, eu tenha mais passado do que futuro.
E isso tem me feito pensar e muito nesses últimos dias.
Ainda não entendi exatamente o que estou sentindo. Talvez leve algum tempo.
É estranho porque eu não me sinto com 50.
Tenho vontade de fazer tanta coisa. De conhecer lugares, começar projetos, aprender, correr, viajar, mudar de ideia, viver experiências que ainda nem sei quais são.
Talvez seja justamente isso que esteja me incomodando.
Eu tenho muita energia para viver e, de repente, o número 50 me colocou diante de uma coisa que eu sempre soube, mas nunca precisei encarar de verdade: o tempo é finito.
E talvez exista até uma certa revolta nisso.
Como se minha cabeça dissesse que ainda estamos começando, enquanto o calendário lembra que o corpo tem outro relógio.
Mas, pensando bem, talvez chegar aos 50 seja justamente perceber que contar quanto tempo passou ou tentar adivinhar quanto ainda falta não muda muita coisa.
O que muda é o que eu faço com o tempo que tenho.
E se tem alguma coisa que esses 50 anos me ensinaram é que a vida raramente acontece como a gente imaginou.
Eu acertei muito.
Errei muito também.
Mudei.
Recomecei.
Perdi pessoas.
Encontrei outras.
Construí coisas que um dia eram apenas ideias.
E ainda tenho uma quantidade absurda de coisas que quero viver.
Então não, eu ainda não sei exatamente como me sinto fazendo 50.
Talvez eu nunca saiba.
Mas eu sei que eu não assisto o tempo passar e se eu tiver mais passado do que futuro, que esse futuro tenha mais vida que nunca!
Bem vindos 50a que eu vou te usar e muito.
🩷