08/05/2026
Ok, eu entendo que a validação externa é algo profundamente humano e de bases biológicas. Da mesma forma que a violência. Isso, porém, não signif**a que não possamos, nem que não tenhamos motivos, para nos abstermos dela como civilização.
Mas qual é o problema desse conceito? O que exatamente ele signif**a?
Em uma frase: é medir seu mérito e valor próprio apenas quando há uma apresentação para terceiros.
Você não consegue preparar uma pizza, comê-la e achar que ela está boa, ou até se considerar um bom cozinheiro. Não. Um terceiro precisa vir e dar a opinião dele. Caso contrário, aquilo não vale.
Por que isso é ruim? Afinal, tem bases biológicas. É perfeitamente humano.
Eu diria que isso forma seres humanos mais frágeis e à mercê de coisas que não estão sob seu controle. Talvez a outra pessoa não goste da sua pizza, embora você tenha gostado, e a opinião dela passe a valer mais do que a sua, porque nosso cérebro funciona assim. Mas de que isso ajuda, se também lhe faz mal?
Não estou dizendo que você deve virar um fantasma isolado e nunca mostrar aos outros aquilo que lhe faz feliz. O problema é usar isso como métrica de sucesso. Talvez satisfazer a si próprio, principalmente quando ninguém está olhando, tenha um custo-benefício melhor.
Agora, o pior de tudo são aqueles que nem experimentam a própria pizza. Que sequer se perguntam de que sabores ou temperos gostam. Preferem fazer uma pesquisa para descobrir o que está em alta nas redes, quantas curtidas vão receber com uma foto de determinada comida.
Onde está a essência? O indivíduo?
Acho que esse é o problema maior.
Construir-se em torno das mentes de terceiros.
E, no fim, sequer saber quem se é.
Triste.