16/06/2026
Acredito que talvez a questão que mais nos toca não seja apenas a falha que levou a tragédia, mas a ruptura abrupta da confiança.
Aquela menina saltou porque acreditava que seria amparada.
Havia uma equipe, equipamentos, protocolos, pessoas ao redor.
O que choca profundamente e ver que em um instante, aquilo que deveria sustentá-la não estava lá.
Isso nos faz pensar que todos nós precisamos confiar em algo ou alguém para viver. Nenhum ser humano atravessa a vida sozinho.
Dependemos de vínculos, cuidados, promessas e responsabilidades.
Talvez seja por isso que essa história nos mobiliza tanto. Ela não nos fala apenas de mais uma morte trágica. Ela fala sobre a fragilidades humana diante da quebra daquilo que deveria oferecer proteção.
O nos assusta além da queda, é descobrir que o que deveria segurar não estava lá.
Essa tragédia nos convida a refletir sobre confiança, responsabilidade e sobre a necessidade humana de encontara segurança em um mundo onde nem tudo pode ser controlado.
Afinal, a verdadeira segurança não nasce da certeza de que nada dará errado, mas da confiança de que haverá quem cuide quando estivermos vulneráveis.
Quando essa confiança é quebrada, não é apenas o fato que nos choca, e algo profundo da nossa condição humana que é atingido.
Desde o primeiro dia de vida, crescemos porque confiamos que alguém nos sustentará.
Talvez seja por isso porque certas quedas nos comovam tanto, elas nos lembram da dor que existe quando aquilo que deveria amparar falha.
Meus mais profundo sentimentos a todos.
Cibele Lizot - Psicóloga