Psicóloga Maíra Schmitz Arns

Psicóloga Maíra Schmitz Arns Psicóloga Clínica | CRP 12/26149

Existem frases que pacientes me odeiam por dizer no momento. E tudo bem!A função delas raramente é causar desconforto à ...
25/05/2026

Existem frases que pacientes me odeiam por dizer no momento. E tudo bem!

A função delas raramente é causar desconforto à toa, é interromper um pensamento automático que tava em loop, abrir uma fresta de dúvida, oferecer uma versão da história que a pessoa ainda não tinha considerado.

Algumas dessas frases doem porque cobram responsabilidade. Outras doem porque entregam compaixão pra alguém que aprendeu a viver sem. E todas fazem parte do trabalho.

Conta nos comentários: qual delas você precisava ouvir hoje? 🧡

Maíra Schmitz Arns
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Perfecionismo não é querer fazer bem feito.É não conseguir sentir que foi suficiente, independente do que você entregou....
22/05/2026

Perfecionismo não é querer fazer bem feito.

É não conseguir sentir que foi suficiente, independente do que você entregou.

A régua existe. Você cumpre. E ela se move. Sempre um pouco mais pra frente.

Isso não tem a ver com esforço. Tem a ver com um padrão que aprendeu que você precisa ser mais pra merecer estar bem.

Nenhuma conquista resolve isso. Porque o problema não está no que você faz, está no quanto você acredita que nunca é o bastante.

Isso tem origem. E quando você entende de onde vem, a régua começa a mudar.

Se fez sentido, salva esse post.

Maíra Schmitz Arns
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Comecei a dançar ballet quando era criança.Aprendi cedo que o corpo precisava ser controlado, disciplinado, exigido. Que...
18/05/2026

Comecei a dançar ballet quando era criança.

Aprendi cedo que o corpo precisava ser controlado, disciplinado, exigido. Que se levar oa limite fazia parte. Que parar parecia fraqueza.

Mas a autocobrança não nasceu ali.

Ela já aparecia na forma como eu lidava comigo, com os outros e com a necessidade de sempre dar conta. O ballet só encontrou um terreno onde isso fazia sentido e era reforçado o tempo todo.

Quando precisei parar por conta da saúde, percebi o quanto esse modo de funcionar tinha ultrapassado a dança.

Estava na dificuldade de descansar sem culpa.
Na sensação de que eu precisava estar produzindo para sentir que estava fazendo o suficiente.
Na forma como eu me tratava.

E acho importante dizer isso: eu não aprendi dessa forma porque alguém quis me fazer mal.
Aprendi porque era o que aquele contexto também ensinava.

Mas crescer também é perceber que alguns padrões fizeram sentido em algum momento, e ainda assim não precisam continuar conduzindo a sua vida hoje.

Parte da terapia é justamente olhar para isso com mais consciência: entender o que você aprendeu ao longo da vida e escolher o que ainda faz sentido carregar.

Maíra Schmitz Arns
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Nem sempre o sofrimento emocional chega de forma evidente.Às vezes ele aparece em padrões mais silenciosos, mas nem por ...
12/05/2026

Nem sempre o sofrimento emocional chega de forma evidente.

Às vezes ele aparece em padrões mais silenciosos, mas nem por isso menos desgastantes.

Como viver em estado constante de autocobrança.
Sentir culpa quando tenta desacelerar.
Ou carregar a impressão de que, independentemente do quanto se esforça, nunca parece ser o bastante.

Quando essas experiências se repetem por muito tempo, é comum que deixem de ser percebidas como sofrimento e passem a ser interpretadas apenas como “meu jeito de ser”.

Mas muitas vezes não são traços de personalidade.
São padrões emocionais que merecem ser compreendidos com mais profundidade.

Se você se reconhece nisso, esse é exatamente o tipo de questão que pode ser trabalhada em terapia.

Maíra Schmitz Arns
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Nem toda terapia se propõe ao mesmo tipo de trabalho.O meu foco não é oferecer respostas prontas ou aliviar desconfortos...
09/05/2026

Nem toda terapia se propõe ao mesmo tipo de trabalho.

O meu foco não é oferecer respostas prontas ou aliviar desconfortos sem profundidade.

É ajudar você a compreender o que sustenta seus padrões, a forma como se relaciona e o modo como tem se tratado ao longo da vida.

Esse é um espaço de escuta, mas também de consciência, elaboração e mudança.

Se é esse tipo de cuidado que você busca, esse pode ser um espaço para você.

Maíra Schmitz Arns
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Você não tem dificuldade de ajudar. Você tem dificuldade de pedir.E provavelmente já chamou isso de independência. Ou de...
01/05/2026

Você não tem dificuldade de ajudar. Você tem dificuldade de pedir.
E provavelmente já chamou isso de independência. Ou de profissionalismo.

Mas tem uma diferença entre escolher não depender e não conseguir depender. E essa diferença quase sempre tem uma origem, um momento em que pedir não foi seguro. Em que você se mostrou e não foi recebida. Em que precisou e ninguém apareceu.

Então você aprendeu a resolver sozinha. Foi f**ando tão boa nisso que virou referência no trabalho, a pessoa que todo mundo aciona, e que nunca aciona ninguém.

Esse padrão não f**a no trabalho. Ele aparece nos seus relacionamentos, no modo como você lida com o próprio sofrimento, na dificuldade de admitir, pra você mesma, que não está bem.

Pedir ajuda não desfaz o que você construiu. Só signif**a que carregar tudo sozinha não precisa mais ser a única opção.
Se isso fez sentido, salva. Pode ser útil voltar aqui depois.

Maíra Schmitz Arns
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