Julia Deparis - Fonoaudiologia Neurofuncional e Disfagia

Julia Deparis - Fonoaudiologia Neurofuncional e Disfagia Fonoaudiologia Neurofuncional • CRFa 3-11017
Especialista em Disfagia • CFFa 10858/26
Neuromodulação • Laser • Eletro
Atendimento de adultos e idosos

Quando falamos em comida liquidificada, o que mais encontramos na prática são alimentos batidos todos juntos.Arroz, feij...
21/08/2026

Quando falamos em comida liquidificada, o que mais encontramos na prática são alimentos batidos todos juntos.

Arroz, feijão, carne, legumes… tudo vira uma mistura só.

Pode ser mais prático, mas vale lembrar que a alimentação começa antes mesmo do alimento chegar à boca.

Ver o prato, reconhecer as cores, identificar o que está sendo servido, sentir o cheiro, ativar memórias e a vontade de comer também fazem parte dessa experiência.

Sempre que possível, manter os alimentos separados ajuda a preservar essas referências e torna a refeição mais reconhecível e mais agradável.

Adaptar a consistência é importante para a segurança, mas precisamos preservar ao máximo tudo o que faz parte do comer.

E se fosse o seu prato, qual deles você escolheria?

Fonoaudióloga Julia Deparis | CRFa 3-11017
Especialista em Disfagia | CFFa 10858/26
Fonoaudiologia Neurofuncional
Chapecó - SC

Essa é uma dúvida que aparece muito quando há indicação de mudança de consistência:“Mas se está tudo batido, o que ele v...
19/08/2026

Essa é uma dúvida que aparece muito quando há indicação de mudança de consistência:
“Mas se está tudo batido, o que ele vai comer?” 🍽️

Arroz, feijão, carne, legumes, preparações do dia a dia… a alimentação não precisa deixar de ter variedade só porque a consistência foi modificada.

O objetivo é adaptar a consistência de acordo com a necessidade de cada paciente, sem transformar a refeição em algo completamente diferente do restante da família.

Porque o que precisa mudar é a consistência e não a comida.

Quando você pensa em comida batida, o que vem à cabeça? 💭

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Entre comer sozinho e ser totalmente alimentado, existem muitas possibilidades.O paciente pode não conseguir realizar to...
18/08/2026

Entre comer sozinho e ser totalmente alimentado, existem muitas possibilidades.

O paciente pode não conseguir realizar toda a refeição de forma independente, mas ainda pode participar de diferentes etapas: sentar-se à mesa, segurar o utensílio, levar o alimento à boca.

E isso também faz parte da nossa atuação.

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Neste final de semana, concluí mais uma formação em Neuromodulação Não Invasiva, ampliando conhecimentos e possibilidade...
16/08/2026

Neste final de semana, concluí mais uma formação em Neuromodulação Não Invasiva, ampliando conhecimentos e possibilidades dentro da reabilitação neurológica 🧠

Quanto mais estudo o cérebro, mais percebo o quanto ainda há para aprender… e é justamente isso que torna essa área tão fascinante para mim.

Seguimos unindo ciência, raciocínio clínico e funcionalidade para oferecer uma reabilitação cada vez mais individualizada e baseada no que realmente importa para cada paciente.

Obrigada, Ariella Belan, Talitha Guimarães | Neuromodulação, Marina Padovani, Thaís Alves | Fonoaudióloga, PhD, MagVenture Brasil, Axon Equipamentos e Curso Teórico Prático de Neuromodulação Não Invasiva da FCMSCSP

Algumas heranças não cabem em documentos. Cabem em uma receita escrita à mão, em uma xícara que continua sendo usada, no...
26/07/2026

Algumas heranças não cabem em documentos.

Cabem em uma receita escrita à mão, em uma xícara que continua sendo usada, no jeito de receber alguém, de cuidar e de preparar um café.

Cresci vendo minha avó demonstrar carinho através da comida.

Hoje, trabalho ajudando pessoas a continuarem vivendo esse momento à mesa. Talvez seja por isso que eu acredite tanto que a alimentação vai muito além da nutrição. Ela também é memória, afeto, identidade e encontro.

Talvez eu nunca tivesse parado para fazer essa ligação, mas ela existe.

Na mesa, na xícara dela, na receita do bolo e no retrato dos meus avós, existe um pedaço da pessoa e da profissional que me tornei.

26 de Julho - Dia dos Avós 🤍

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O cérebro não muda apenas porque queremos que ele mude. Ele muda em resposta às experiências que vivencia repetidamente....
22/07/2026

O cérebro não muda apenas porque queremos que ele mude. Ele muda em resposta às experiências que vivencia repetidamente.

Esse é um dos princípios mais importantes da neuroplasticidade e um dos que mais influencia a forma como conduzimos a reabilitação.

Na prática, isso significa que repetir movimentos, palavras ou exercícios sem um objetivo claro não garante recuperação. O cérebro fortalece aquilo que é praticado de forma específica, frequente e significativa.

Por isso, muitas vezes a terapia parece “mais difícil” do que simplesmente ajudar o paciente a realizar uma tarefa. O objetivo não é apenas executar a função naquele momento, mas estimular as redes neurais que desejamos fortalecer a longo prazo.

É justamente aí que a neuroplasticidade deixa de ser um conceito e passa a orientar cada decisão clínica.

💭 Você já tinha pensado na neuroplasticidade dessa forma?

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19/07/2026

Apertar o balonete antes de conectar o cufômetro parece um gesto inofensivo, mas não é.

Quando comprimimos o balonete antes da aferição, deslocamos ar para o cuff, elevando temporariamente a pressão intracuff. Como consequência, o valor obtido pode não representar a pressão real antes da manipulação.

Esse detalhe importa porque um cuff hiperinsuflado pode comprometer a perfusão da mucosa traqueal e favorecer lesões. Por outro lado, um cuff hipoinsuflado pode resultar em escape de ar e dificultar a manutenção de uma vedação adequada quando ela é necessária.

Pode parecer um detalhe, mas é justamente por isso que a técnica de aferição precisa ser padronizada.

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Nem toda disfagia precisa de ETTG 😮‍💨A estimulação tátil, térmica e gustativa é um recurso de facilitação sensorial e, p...
08/07/2026

Nem toda disfagia precisa de ETTG 😮‍💨

A estimulação tátil, térmica e gustativa é um recurso de facilitação sensorial e, por isso, precisa fazer sentido dentro da fisiologia daquele paciente.

Quando não há alteração sensorial, atraso importante na resposta de deglutição ou objetivo claro para modular essa via aferente, fazer ETTG “porque tem disfagia” pode ser apenas uso automático de um recurso.

Vou explicar com um exemplo claro:

A ELA é uma doença do neurônio motor. Nesses casos, a disfagia costuma estar relacionada principalmente ao comprometimento motor da deglutição — força, mobilidade, coordenação, fadiga e progressão bulbar — e não a uma alteração sensorial primária.

Então, em uma doença predominantemente motora, uma estratégia sensorial só faz sentido quando existe uma alteração que justifique esse recurso.

Se não entendermos o quadro do paciente, a técnica pode até ocupar espaço na sessão, mas não necessariamente conduzir a reabilitação.

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06/07/2026

Eu recebo essa pergunta com frequência e vou te falar: atender pacientes traqueostomizados realmente pode assustar no início.
E tudo bem 🫂

O atendimento de um paciente traqueostomizado envolve muitas coisas: desde as funções de respiração, deglutição e comunicação até o manejo e entendimento sobre cânula, cuff e aspiração.

Por isso, exige estudo, critério e responsabilidade.

Mas o medo pode ser o ponto de partida para buscar conhecimento, discutir em equipe, entender melhor a traqueostomia e conduzir o cuidado com mais segurança.

Na prática clínica, segurança não nasce da ausência de medo.
Nasce do preparo.

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