08/05/2026
Ei, Mãe!
Consciência às vezes não é nada agradável.
E algumas chegam como um choque.
Durante muito tempo eu achei que estava apenas protegendo meu filho.
Cuidando. Amando. Fazendo o meu melhor.
Até perceber que, muitas vezes, eu estava impedindo que ele desenvolvesse exatamente aquilo que eu dizia desejar: autonomia, independência, confiança em si mesmo.
E essa consciência não veio da culpa.
Veio do autocuidado.
Da terapia.
Do olhar profundo para mim mesma.
Porque o excesso de cuidado nem sempre fala sobre o filho.
Às vezes, fala sobre as dores de uma mãe que não quer que ele sinta o que ela sentiu.
Fala sobre a criança interior que cresceu sentindo falta.
Sobre a mulher que tenta compensar no filho aquilo que não recebeu.
E talvez essa seja uma das partes mais desafiadoras da maternidade atípica:
perceber que nem toda limitação vem do diagnóstico.
Algumas nascem do medo.
Da culpa.
Da superproteção.
Do amor que tenta proteger tanto… que sem perceber limita.
Mas consciência liberta.
Hoje eu entendo que autocura não transforma só a mãe.
Transforma toda a dinâmica da família.
Porque quando uma mãe começa a se olhar, se cuidar, se curar…
ela para de educar através das próprias feridas.
E começa a criar filhos mais livres.
Com carinho e alegria, TACI 💜💆🏻♀️🍃